Profile | Facebook | Videos | Fotos | Portofolio | Ebay | Leilões.net | email |

As pessoas têm medo de ficar sozinhas, em solidão. Por isso é que as relações de dominação e de concessões exageradas continuam a existir.

Isso leva a que as pessoas namorem até se odiarem. Os amigos a conviverem demais e começarem a chatear-se. As famílias a passarem tempo demais juntas, até descobrirem os defeitos de cada um. As pessoas como já não suportam ter o coração dependente, resolvem cansá-lo propositadamente, para se verem livres do sentimento verdadeiro e bom que sentiam.

Por isso é que as pessoas que querem ser livres e independentes, são aquelas que pior aguentam a solidão. Porque, para o mal e para o bem, habituaram-se a uma companhia constante.

A maioria das pessoas não conseguiu ainda perceber que a solidão é boa, e ficar sozinho não é vergonhoso. Pelo contrário, dá-nos dignidade.

Todos na vida temos momentos em que nos sentimos numa encruzilhada, e que apesar de haver vários caminhos todos se confundem aos nossos olhos... e só aos nossos olhos parecem-nos um só. Mas há um momento em que temos que decidir.

A vida é isso mesmo - um momento - uma curta passagem pelo tempo. E o tempo é medido por um relógio, o relógio da intensidade da ilusão.
Não vale a pena andarmos à procura de um tempo perdido no futuro, nem à procura de um tempo encontrado no passado.

Só vale mesmo a pena irmos à procura do tempo perdido no presente, porque no passado se perdeu o nosso tempo do futuro.
Olho para a frente, para o caminho a percorrer, não olho para trás... para quê fazê-lo?

Nem tudo na vida é como a gente espera que seja, mas há quem consiga fazer de um pequeno instante, um grande momento.
É isto que se pode dizer que é realmente o fantástico da vida.

Fui descansar "à sombra" da Serra da Lousã, um local magnífico... a serra, porque a cidade não é muito atractiva. A parte nova é desinteressante, e a zona antiga está praticamente abandonada, apesar dos inúmeros solares e palacetes que por lá existem.


Mas a Serra da Lousã tem algo de especial que ainda não sei bem o que é. Talvez sejam as maravilhosas e exuberantes paisagens, algumas de cortar a respiração pela sua beleza e magnitude... ou talvez tenha sido a companhia.
O que de melhor a Lousã nos oferece é o seu espaço natural... a serra, com as suas aldeias serranas com casas de xisto... lindas, onde os sentidos despertam, e em que dá vontade de conhecer todos os seus recantos. Um bom local para quem quiser viver longe de tudo, apenas rodeado pelo silêncio, pelos veados, javalis, e milhafres.


Ao falar da Serra da Lousã não me posso esquecer de falar no Castelo de Arouce, situado no topo de um outeiro, e que se assemelha à quilha de um navio.
A Serra da Lousã é um local especial, quase mágico. Adorei lá estar, porque me ajudou a hierarquizar as prioridades da vida, e faz-me perceber e acreditar que a simplicidade nos torna mais humanos, porque nos faz sentir que ser diferente num mundo igual, faz de nós pessoas tão especiais, únicas, e belas.
A Serra da Lousã tem este encanto: o de despertar em nós sentidos...

A minha amiga Rachel, parece que tomou o gosto de me passar correntes!!!...
Desta vez fez-me estas cinco perguntas, para a ajudarem a saber um pouco mais sobre mim!!!


1- Quem já fez a tua cabeça?
Alguém que uma vez me disse que a vida me iria ensinar a calar muita coisa, porque com a maturidade eu iria perceber que o teria que fazer por respeito à vida, e por respeito à verdade.

2- Quem corta os teus cabelos?
Quase qualquer um, desde que não seja o barbeiro do Paulo Bento, mas se querem mesmo saber, coloquem os headphones, fechem os olhos, carreguem no play do player que se encontra aqui ao lado... e ouçam-me em pleno corte!!!

3- Quem te enche os olhos?
Alguém especial que com a sua força invisível me seduz... porque com a sua doçura me torna menos amargo... com a sua garra me dá força... e que com o seu silêncio me mostra o seu amor... apenas ela... que me seduz de verdade, e não o posso, nem devo negá-lo...

4- Quem te enche o saco?
Todas aquelas que investigam GAJOS, como se fossem cientistas a investigar vírus ou o ADN!!!...

5- Quem não te sai da cabeça?
Todas aquelas pessoas que já passaram pela minha vida, e que sempre que recordo factos do passado, me surgem na memória os seus rostos, por muito que estivessem esquecidos nos corredores do tempo.


Como também gostaria de saber mais sobre vocês, vou lançar o repto de responderem a estas cinco perguntas à (Un)Hapiness, à Luna, e à Stiletto, para ver como se saem desta, se quiserem responder... claro.

Hoje com as novas tecnologias arriscamo-nos a ir muito para lá das nossas limitações conscientes. Os nossos comportamentos alteram-se e a isso ninguém está imune.

Hoje já não vemos os nossos amigos, temos a distância como amiga, o monitor como rosto, e o teclado como voz, e tudo isto pode acontecer de diversas formas, quer através de chats, de fóruns, da troca de emails, ou até mesmo através dos blogues.

Criam-se rapidamente intimidades profundas com situações como desabafos de carências afectivas, fala-se das insatisfações nos relacionamentos, e ultrapassam-se todos os limites, podendo-se até correr o risco da incoerência.
Por isso todos nós temos hoje em dia amigos virtuais.

Com a internet nós podemos alargar os horizontes, e passamos a ter o mundo inteiro à distância de um "click", e isso permite que seja mais fácil encontrar alguém que seja capaz de provocar situações que alteram o comportamento de qualquer pessoa, levando-a a enveredar pelo desenvolvimento de um relacionamento que a levará a trair os seus próprios princípios.

Depois das pessoas conseguirem criar laços de amizade através da internet, mesmo assim poderá demorar meses até surgir a possibilidade de se realizar um simples encontro para tomar um café. A partir daí, a intimidade vai-se desenvolver de uma forma descontraída em direcção a um previsível envolvimento...

Para mim, o amor é a outra face da felicidade. A face palpável e possível. O amor para mim, só existe se for quase impossível, se o mundo que nos rodeia o quiser roubar, se a distância o alimentar, e se os dias de ausência forem trocados por noites de inesquecível e inigualável prazer.

O amor só subsiste na dúvida, na incerteza, naquele toque que pode ser o último, no abraço que se perde no ar, no derradeiro olhar antes da separação. O amor verdadeiro para mim é assim, tem que ser alimentado, vivido com paixão.

Quanto a outros tipos de amor... bem quanto a esses... eu não sei bem se lhes podemos chamar de amor... ou será que são esses os amores verdadeiros???

Na vida podemos escolher entre ser uma Ponte que une uma margem à outra, ou ser um Muro que separa um território de outro. Se formos Pontes, iremos unir todas as coisas. Se formos Muros, estaremos a dividir, a marcar espaço.

Como Pontes, podemos aumentar amizades. Como Muros, aumentamos divisões e isolamentos... tornamos a vida mais solitária. De nada nos serve sermos Muros. Sejamos Pontes, verdadeiras fontes de amizade e de união. A escolha é sempre nossa... minha... ser Muro... e ficar sozinho, ou Ponte... e ter sempre a alegria da companhia na minha vida.

Eu escolhi ser uma Ponte, para poder passar nela, para conhecer novas pessoas de quem passo a gostar, que passam a fazer verdadeiramente parte da minha vida, e por quem tenho admiração e estima. A essas pessoas deixo sempre um pouquinho de mim, porque sei que também recebo sempre um pouquinho delas. E é este sentimento de partilha que nos faz ser pessoas diferentes e únicas, porque afinal é na mistura de experiências que está o verdadeiro "charme da vida".

A Rachel do Blogue Whispers coming from my heart, que tenho a certeza que também escolheu ser uma Ponte, e imbuída do sentimento de partilha, ofereceu-me estes quatro prémios, que muito orgulho me dá em receber, porque afinal partilhamos na esperança que alguém nos leia, e de recebermos algum tipo de feedback e reconhecimento.

Ao recebê-los, vou partilhá-los, e atribui-los da seguinte forma:

Trevinho da Sorte vai para a Freyja

Prémio dá cá um abraço vai para o AcidoCloridrix

Esse Blog é Show de Bola vai para a Aorta

Blog com boas energias vai para a Lady.Bug



É incrível como há pessoas que nos marcam, e fazem parte da nossa vida, mesmo que nunca se tenha estado "face to face"...!!!

Por vezes sinto que fui traído por alguém que disse que me amava.
Mas será que foi mesmo alguém que o disse?
Não terei sido eu a imaginar?
Não me posso esquecer que quando se ama não é só a boca que fala. Tenho que me lembrar que por vezes é o nosso corpo, e o nosso olhar, a "trair-nos"... porque as expressões corporais e o olhar, muitas vezes valem mais do que as palavras...

Porque é que não grito?
Porque é que não deito cá para fora tudo o que me aperta o peito?
Não será melhor muitas vezes desistir?
Não será que por vezes desistir não é perder, mas sim ganhar?
Principalmente quando já se está apenas numa fase de se ir até onde aguentámos?
Tantas perguntas e dúvidas a invadirem-me o espírito...

A Aorta e a Rachel, dizem que "Este blog não lhes sai da cabeça!"

E justificam-no dizendo que já não passam sem as minhas divagações, e que por isso este blogue faz parte do grupo de blogues que elas visitam, e que o lêem como se de um livro se tratasse, não olhando só para a capa, mas sim para o seu conteúdo, porque as tem ajudado a ver alguns sentimentos com outros olhos.

Na verdade fico muito lisonjeado com isso, até porque as palavras que aqui vou deixando nem sempre são bonitas, nem sempre são fáceis, e sem dúvida, quase nunca atingem a veracidade dos meus sentimentos, embora muitas vezes consigam chegar lá perto, porque quando as palavras fervilham em nós, é sinal de que nós próprios fervilhamos por dentro.

Agora, e dando seguimento a este prémio compete-me a mim nomear mais cinco "blogs que não me saem da cabeça!". Mas para o fazer conscientemente, fui pesquisar o que é afinal "Um blog que não nos sai da cabeça!", e assim cheguei à origem deste prémio, e percebi pela descrição do seu autor, que "Um blog que não nos sai da cabeça!", é afinal um "Blog Neurónico"!!!

Ou seja, é um daquele tipo de blogues, que apesar da vida corrida de cada um de nós, com milhões de relatórios para entregar, com clientes para receber, e com os patrões a chatearem-nos, não conseguimos deixar de dar uma espreitadela para ver se há novidades. É um daqueles blogues onde passamos todos os dias, mesmo não havendo novidades. Segundo também a mesma definição, é um blogue em que, no trabalho, numa caminhada, ou no convívio com amigos, estamos sempre ansiosos por termos acesso à internet, só para o espreitarmos.

Enfim, esta e a verdadeira essência do prémio... "Este blog não me sai da cabeça!"

E aqueles que neste momento estão na minha cabeça são:

Secreta
Erotic Spirit
Silêncio Culpado
José Neves - Fotografia
O Melhor Blog Sobre Nada

E se houvesse um medicamento que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos?
As farmácias seriam invadidas de gente à sua procura.
E se existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse mesmo alguém?
As listas de espera para essa cirurgia ficariam enormes.
Mas não existe... não há... não se vende... nem se opera...

Então pode-se esquecer?
Pode... digo eu... usando a técnica vulgarmente chamada de "fogo contra fogo", que consiste em lançar outro fogo na direcção do que vem a arder.
O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom, e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queríamos, não nos pareçam assim tão agradáveis. Aqui o grande problema pode ser o vento reacender as chamas.

E o que poderá ser esse vento?
Pode ser uma chamada dela - Há que não atender o telefone.
Pode ser uma vontade de lhe ligarmos nós - Apague-se já o número.
Pode ser uma fotografia dela ainda guardada, ou uma carta que imbecilmente relemos, ou quem sabe aceitarmos um convite para um café em casa dela... Bem, mas isto já não seria bem vento, mas possivelmente um tornado.

Portanto, voltando à técnica do "fogo contra fogo", o mais importante é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo, e assim, extinguirmos o pouco que ainda pudesse existir, não permitindo recaídas, que sabemos que só iriam adiar o inevitável.