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Lápis...

A minha vida era bem capaz de dar um lápis. E digo-vos que já experimentei andar para aí a riscar e o resultado foi escandaloso, e nem todos os lápis estariam para isso, porque os mais macios partem-se com facilidade, e os mais rijos fartam-se de ferir o papel. É um desespero, porque depois nem todas as borrachas servem para emendar, algumas ainda borram mais do que apagam, e outras estragam completamente a folha.

O lápis da minha vida é um autêntico camaleão, porque não consigo fixar-lhe a cor. Se bem que o azul seja o que mais calha, embora o amarelo também se farte de aparecer, o verde é mais raro, mas o vermelho e o castanho aparecem quando mais preciso de ter os pés bem assentes no chão.

A vida de qualquer um de nós dava um lápis, de diferentes cores, e com riscos finos ou grossos. Por isso, risquem muito, mas fiquem-se pelo lápis que sempre é mais simpático, porque pelo menos pode riscar da maneira que cada um de nós quiser.

Divagado por Å®t Øf £övë 16.11.09 9 Divagaram comigo



As dores do amor...

A vida reserva-nos muitas surpresas, só não sei se vale sempre a pena aguardar por elas. Então quando se referem ao amor... sinceramente não acredito que o amor seja a escolha de quem quer a felicidade, porque muitas vezes, ou até mesmo a maioria das vezes, o amor e o sofrimento andam de mãos dadas.

São tantos os sofrimentos que sentimos quando amamos, que não acredito em quem diz que amar não faz sofrer, porque quem ama sofre, e sofre muito... um sofrimento tão grande quanto o amor que sente.

Com o avançar da idade vamos amadurecendo, e isso permite-nos criar a virtude de irmos sofrendo com paz, com resignação, com renúncia, e com equilíbrio interior. Quando assim é o sofrimento faz-se com menos amargura, com menos lamentações, com menos vazios, com menos dor, e com menos desespero. Porque há dores muito intensas no amor, como a dor da separação, a dor da saudade, ou a dor da incerteza... São dores demasiado cruéis.

Então eu pergunto: Como vamos fazer escolhas? Porque o amor não é uma escolha, simplesmente acontece, está lá, e só o amor é capaz de curar as dores do amor. Por isso podemos até conseguir ser felizes, mas vamos estar sempre a sofrer... por amor...

Divagado por Å®t Øf £övë 10.11.09 14 Divagaram comigo



Cada Lugar Teu...

Sei de cor cada lugar teu. Atado em mim, a cada lugar meu. Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar, tento esquecer a mágoa, e guardar só o que é bom de guardar.

Pensa em mim protege o que eu te dou. Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou, sem ter defesas que me façam falhar nesse lugar mais dentro, onde só chega quem não tem medo de naufragar.

Fica em mim que hoje o tempo dói, como se arrancassem tudo o que já foi, e até o que virá e até o que eu sonhei. Diz-me que vais guardar e abraçar tudo o que eu te dei.

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos, e o mundo nos leve para longe de nós, e que um dia o tempo pareça perdido, e tudo se desfaça num gesto só.

Eu vou guardar cada lugar teu. Ancorado em cada lugar meu, e hoje apenas isso me faz acreditar que eu vou chegar contigo onde só chega quem não tem medo de naufragar.

Tema: "Cada Lugar Teu" - Mafalda Veiga

Divagado por Å®t Øf £övë 4.11.09 15 Divagaram comigo



Depende da dose...

Tenho andado a pensar nisto... ciúmes, confiança... amor...

E cheguei à conclusão que falar de ciúmes é difícil e até polémico, porque se perguntar a várias pessoas o que pensam sobre ele, tenho a certeza que não vou encontrar duas respostas iguais sobre a forma como encaram e interpretam os ciúmes.

Há quem ache que os ciúmes são uma prova de amor, outros dizem que é o "sal" de uma relação, ou até que os ciúmes são o próprio amor. Depois do outro lado da "barricada", há os que consideram os ciúmes como o veneno do amor. Eu, particularmente diria que depende da dose...

Ainda acredito que quando realmente existe amor, respeito, e diálogo aberto e verdadeiro, estes ingredientes são sempre a forma ideal para não se criarem relações doentias e desprezíveis devido aos ciúmes. Esta pode ser a formula para acabar com a "teia" dos ciúmes, e desfazer os seus "nós", que tanto podem ser reais como fruto da nossa imaginação.

Infelizmente muita gente só percebe a inutilidade dos ciúmes depois de dar umas valentes quedas e cabeçadas, e depois só demasiado tarde é que começam a perceber que a ilusão dos ciúmes é uma mera perda de tempo, porque ninguém é de ninguém. Será a falta de ciúmes falta de amor? Eu sinceramente não acredito...

Divagado por Å®t Øf £övë 30.10.09 16 Divagaram comigo



Basta um abraço...

Sogras de bigode, noras perversas, princesas angelicais, madrastas malvadas, namoradas, ou mães... na verdade estamos sempre a falar do mesmo... mulheres.

E eu imagino que há algumas coisas na vida que são especialidades das mulheres, como seja harmonizar, apaziguar, acalmar, consular, incentivar, e aconselhar.

Por isso qualquer homem, seja ele príncipe, enteado, namorado, ou filho, precisa da coordenação amorosa das mulheres nos momentos mais complicados da sua vida. Até porque basta um abraço da namorada, da irmã, ou da mãe, para fazer reviver no coração de qualquer homem, sentimentos de esperança, tranquilidade, e amor.

Divagado por Å®t Øf £övë 26.10.09 17 Divagaram comigo



Parvinhas, coitadinhas, e outras inhas...

As mulheres não se entendem com uma chave de parafusos, porque isso serve-lhe de argumento para que o tal "amigo com jeito para montagens" vá lá a casa "dar uma mãozinha", porque se tivessem mesmo que usar a chave de fendas, a ver se não a usavam, e se não aprendiam.

O que há é muito comodismo. Elas encostam-se a eles, e eles encostam-se a elas... Nada a dizer. O que me irrita são aquelas que gostam de fazer o papel de parvinhas, coitadinhas, e outras inhas.

Gosto de mulheres que competem comigo, e que fazem uma correria para ver quem é o primeiro a chegar ao martelo, ou ao berbequim. Gosto de mulheres [assim]...

Aliás, porque mulher que é [assim], é porque não tem qualquer dificuldade com a tecnologia, e felizmente há muitas mulheres [assim], basta ver o volume crescente das vendas de vibradores, para perceber que elas se entendem com as tecnologias. Às vezes até muitíssimo bem... haja pilhas...

Divagado por Å®t Øf £övë 22.10.09 14 Divagaram comigo



"relação relâmpago"...

Um bom ambiente... um jogo erótico... uma discoteca... uma atracção repentina... umas bebidas alcoólicas... e está criado o cenário perfeito para uma "relação relâmpago".

Gosto de one night stands, porque isso significa que houve sexo só por uma noite, e que nenhum vai à procura do outro no dia seguinte. Fica no ar um acordo tácito em que não têm lugar neuras, traumas, ou explicações... e isso agrada-me... gosto disso...

Acho que se deve ter uma aventura de uma noite ou duas, de vez em quando, sem qualquer tipo de melindres, sem amuos, e sem falsos pudores. Revitaliza o corpo como aquela bebida que dá asas... oh, se dá!!! Upa, upa... e amanhã é outro dia...

Divagado por Å®t Øf £övë 18.10.09 17 Divagaram comigo



Quem sabe...

Há feridas que enganam, porque nem tudo que cicatriza deixa de doer. Há dores que sobrevivem, e que só quando nos conseguimos sentar para conversar tranquilamente é possível olhá-las de frente sem óculos escuros, e apesar de nos continuarem a doer, sermos capazes de as aceitar.

Quem sabe, talvez um dia... tu possas deixar de lado o medo, me procures, e juntos seremos capazes mudar tudo. E quem sabe, tu não fiques por aqui...

Quem sabe, se não sou eu que sei tudo o que tu sentes, que vejo tudo o que tu não mostras, e que ouço tudo o que tu não dizes...

Quem sabe, talvez um dia... a vida nos sorria, e juntos voltemos a rir, a chorar, e a viver...

Divagado por Å®t Øf £övë 13.10.09 13 Divagaram comigo



GPS...


Se por um lado eu gosto de ter um GPS para encontrar sempre o caminho certo para as respostas que procuro, por outro, tenho reparado que a maior parte dos aparelhos de GPS têm vozes femininas...

E pergunto-me - Será que posso confiar numa mulher para me dar indicações?

Afinal elas podem ter tanto de sedutor como de enganador...
Por isso, tenho sérias dúvidas...

Divagado por Å®t Øf £övë 5.10.09 19 Divagaram comigo



Amor possível...

Uma boa história de amor é o que realmente interessa e é importante nesta nossa vida. Mas para que isso aconteça, é necessário que se consiga viver um amor possível, o que cada vez está mais difícil de encontrar, porque à medida que o número de casamentos aumenta, paralelamente as separações também, e até em proporções maiores!!! Porque será que isto acontece? E porque será que cada vez é mais difícil encontrar um amor possível?

Talvez porque enraizámos na nossa forma de pensar que se um relacionamento não der certo, é fácil procurar e encontrar um novo amor. Mas não nos devemos esquecer que o sentimento de perda é doloroso, porque afinal, o fim de cada relação deixa sempre marcas profundas, e muitas vezes cicatrizes para toda a vida, ainda para mais quando estávamos certos de ter encontrado um amor possível.

Mas pior do que perder um amor possível, é nunca tê-lo encontrado, e acreditarmos que eles só acontecem nos filmes. Não nos devemos iludir, por isso temos que estar conscientes que encontrar um amor possível, é como sair-nos o Euromilhões. E quando isso acontece há que o ter bem presente na nossa consciência, e encará-lo como um presente, ou uma dádiva de valor inestimável.

Isso significa que temos que estar preparados para dividir o que temos, e desejarmos construir mais para termos mais o que dividir e partilhar. Temos que saber viver com a outra pessoa dentro de nós, e para isso temos que saber "queimar" todas as outras relações anteriores, e saber esquecê-las. Amar é aventurarmo-nos, e mergulharmos de cabeça sem nada saber.

Divagado por Å®t Øf £övë 28.9.09 17 Divagaram comigo



Dores de alma...

As dores da alma perduram pelo tempo fora. As dores da alma podem manifestar-se de diversas forma. Podem ser amores mal resolvidos... ou um emprego que se perdeu de forma inexplicável... ou um casamento que quase antes de começar já tinha acabado... ou ainda uma amizade que acabou em traição.

Tudo isto são dores de alma... tudo isto deixa marcas profundas... e talvez por isso as dores de alma precisem ser trabalhadas, para que nos sirvam de lições, porque só assim podemos extrair delas forças para nos fortalecermos, aprendendo que o melhor de nós, está precisamente dentro de nós mesmos. Só se nos amarmos é que conseguimos ter auto-estima, para seguirmos em frente sem estarmos sempre com lamentações.

Só depois de sentirmos as dores da alma é que somos capazes de sentir o impacto que elas causam nas nossas vidas. Mas não há solução, nem forma de escaparmos às dores da alma, por isso quando elas surgem, há que saber ultrapassá-las através do amor, sabendo amar, deixando-nos amar verdadeiramente... sabendo sorrir para o mundo reparando nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia... sonhando porque só assim podemos chegar a realizar os nossos sonhos...

Não há nada para ultrapassar as dores de alma, como apaixonarmo-nos por nós mesmos, e por a vida que vivemos, acreditando no nosso poder de sedução, sabendo que depois de uma forte dor de alma o sol vai brilhar na nossa vida ainda mais forte.

Divagado por Å®t Øf £övë 22.9.09 14 Divagaram comigo



A minha verdade absoluta...

Sou da opinião que a única verdade absoluta que existe, é precisamente não existirem verdades absolutas. É nas verdades absolutas que construímos a nossa personalidade, e estruturamos o nosso futuro. E ninguém contesta a veracidade das verdades ditas absolutas? Vivemos num mundo de verdades absolutas, mas superficiais.

Para mim a verdade que mais se consegue aproximar da verdade absoluta é aquela que está dentro de cada um de nós, essa verdade que é só nossa, que é a pedra basilar do nosso eu. A nossa verdade nunca será igual à dos nossos amigos mais próximos. Cada um tem as suas próprias verdades.

A cada experiência de vida que temos, as nossas verdades mudam, por vezes de forma drástica. Aquilo que acreditámos ser verdade durante anos, passa a não ser. Mas isso não quer dizer que se tenha tornado necessariamente em mentira. Simplesmente passou a ser uma não verdade.

A toda a hora nos questionamos sobre o que está certo ou errado, para a sociedade em que vivemos, ou até para nós próprios. Afinal todos fomos educados debaixo da tirania da verdade dos outros. Talvez por isso só quando nos é permitido pensar pela nossa própria cabeça, naquela fase em que contestamos tudo e todos, é que começamos a busca real da nossa verdade. Uns mais tardiamente que outros, mas acabamos sempre todos por chegar lá.

Chamem-me louco, mas eu só acredito furiosamente na minha verdade. Não a imponho a ninguém. É só minha. É a minha verdade absoluta.

Divagado por Å®t Øf £övë 19.9.09 17 Divagaram comigo