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Quero começar pelo início, contrariamente às minhas mais recentes intenções, decidi-me por te escrever. É que apesar de infelizmente já não andar contigo, sinto a persistência de algo simultaneamente misterioso e maravilhoso que me leva a fazer-me sentir mais próximo de ti.

Infelizmente o teu jogo de xadrez provocou uma profunda alteração na minha doce "sonata". As nossas vidas já se transformaram completamente, o nosso relacionamento também acompanhou essa transformação. Hoje posso seguramente afirmar que apenas uma coisa sobreviveu da nossa separação... o meu sentimento por ti!!! Sim, esse maldito sentimento que continua a querer fazer centralizar todos os meus pensamentos na tua imagem e na tua pessoa. Por incrível que pareça, tu continuas a acompanhar-me para todo o lado, sob todas as formas possíveis e imagináveis, toda meiga e atenciosa ou mais distante e indiferente, mas nem por isso menos encantadora. Eu sei lá... ciumenta, querida, violenta, terna, carinhosa, dedicada...

Quem sabe um dia tu estejas mais sensível ao toque da melodia suave da minha "sonata" e então aí possamos os dois jogar uma agradável e eterna partida de xadrez ao som de uma boa sonata!!! Mas até lá, é evidente que à melhor pessoa do mundo, só podia desejar tudo de melhor, nem que isso implique um maior distanciamento de nós os dois. Não é por isso que eu vou deixar de te considerar minha amiga nem de me considerar teu amigo pois isso serei até morrer!

No entanto, se eu vivesse num conto de fadas pediria à minha fada madrinha como meu maior desejo que me desse a derradeira oportunidade para fazer da mulher que sempre amei, a mulher mais feliz e desejada à face da terra. Bastaria apenas a oportunidade, eu encarregar-me-ia do resto! Impossível? Nem pensar!

Nós teríamos todas as condições reunidas para formarmos um par saudavelmente unido pelo "destino". Venho hoje entregar-te pessoalmente a possibilidade de me tornares no homem mais feliz do mundo! A teu lado percorro o mundo inteiro! O passado atira-se para trás das costas e o futuro começará então a afigurar-se cada vez mais risonho. Tu és a pessoa que me completas pelo simples motivo de que tu levas sempre contigo a minha segunda metade, sem a qual é impossível eu viver.

Sempre afirmei ser teu amigo e é em nome dessa amizade que hoje gostaria de te dizer que eu estou ao teu lado, aconteça o que acontecer. Não crítico as tuas decisões que já tomaste perante mim, do mesmo modo que não te insultaria ou teria qualquer sentimento de vingança se demonstrasses a intenção de querer voltar para mim, pois isso é o que eu mais desejo. A decisão, a existir, é muito tua, qualquer que ela seja, e naturalmente, como teu amigo, eu respeito-a. Para terminar gostaria de te pedir que não levasses a mal a sinceridade e seriedade dos assuntos que aqui tratei. São muito sérios, muito meus!!!

É muito difícil saber como e por onde começar. Tenho pensado muito à procura de uma maneira. Descobri finalmente uma pequena ideia, uma metáfora musical que me permitiu pensar claramente e compreender tudo, embora sem prazer, e quero partilhá-la contigo.
Dá-me atenção por favor.

A forma mais comum usada nas grandes obras clássicas é a sonata. Constitui a base de quase todas as sinfonias e concertos. Compõem-na três grandes partes:
- Exposição, ou abertura, na qual pequenas ideias, temas, motivos são avançados e apresentados uns aos outros.
- Desenvolvimento, no qual estas ideias e motivos são explorados ao máximo, exercitados, indo muitas vezes do modo maior (feliz) ao menor (infeliz) e voltando atrás desenvolvidos de forma extremamente complexa.
- Recapitulação, na qual se expõem as ideias, que é uma expressão soberba de toda a rica maturidade que atingiram durante o processo de desenvolvimento.
Perguntarás como é que isto se aplica a nós, se ainda não suspeitaste...

Vejo-nos enredados numa abertura interminável. A princípio estava certo e era delicioso. É a parte de uma relação em que as pessoas desabrocham, mostram-se divertidas, encantadoras, excitadas, excitantes, interessadas, interessantes. É o tempo em que se está mais sereno e adorável porque não se sente a necessidade de mobilizar despesas e a nossa parceira abraça um caloroso ser humano em vez de um cacto gigante. É o tempo de deleite para ambos e não admira que gostes de aberturas, esforças-te por fazer da tua vida uma série delas.

Mas os princípios não podem ser prolongados indefinidamente, não podem estabelecer-se e tornar a estabelecer-se a si próprios. Têm de evoluir, de se desenvolver, ou morrer de tédio. Dirás que não...
É preciso afastarmo-nos, mudar, conhecer outras pessoas e outros sítios para voltar a uma relação como se fosse nova, recomeçar permanentemente.
Temos andado numa prolongada série de reaberturas, separações necessárias mas desnecessariamente desagradáveis e frias para duas pessoas tão íntimas como nós. Algumas foram fabricadas por ti, a fim de dispores de mais oportunidades ainda para regressares à novidade que tanto desejas.

Fomos indubitavelmente mais longe do que tu alguma vez pensaste ir. E parámos muito antes do que eu via como os nossos próximos, lógicos e adoráveis passos. Vi que contigo, o desenvolvimento era sistematicamente travado e acabei por me convencer de que nunca faríamos mais do que tentativas esporâdicas para explorar todo o nosso potencial de aprendizagem, as nossas espantosas similaridades de interesses, por muito ou poucos anos que tenhamos, porque nunca estaremos juntos sem interrupções. Assim, o desenvolvimento que tanto prezámos, e sabemos ser possível, torna-se impossível.

Tivemos ambos uma visão de algo maravilhoso que nos espera. Todavia não conseguimos chegar lá. Deparo com um sólido muro de defesas e tu tens necessidade de erguer cada vez mais muros. Anseio pelos frutos, pela plenitude do desenvolvimento, e tu procuras meios de o evitar sempre que estamos juntos. Sentimo-nos ambos (?) frustrados... tu incapaz de recuar, eu incapaz de ir em frente, uma luta permanente, com nuvens e sombras negras sobre o tempo limitado que nos consentes.

Sentir a constante resistência que me opões ao desenvolvimento desse algo maravilhoso, como se eu e isso fôssemos qualquer coisa de horrível, experimentar as várias formas que a resistência toma, algumas cruéis, é para mim frequentemente doloroso, a um nível ou outro. Registei o tempo que passámos juntos e examinei longa e honestamente o registo. Fiquei triste, mesmo chocado, mas ajudou-me a enfrentar a verdade.

Recordei os dias passados de princípio como o nosso único verdadeiro período de felicidade. Foi a abertura e foi lindo. Depois foram as separações, os isolamentos vigorosos e para mim inexplicáveis, e a tua implacável resistência, o teu distanciamento no regresso. Longe e afastados, ou juntos e afastados, é demasiada infelicidade para mim.

Estou a transformar-me numa criatura que tem mesmo de chorar muito pois quase parece que é necessíria a piedade antes de ser possível a ternura. E sei que não cheguei até aqui para me tornar digno de pena. Ver-te tão bem e tão feliz com o teu novo relacionamento fez com que a verdade se abatesse sobre mim com a força de uma avalanche.

Enfrentando as coisas o mais honestamente que me é possível, sei que não posso continuar como até aqui, por muito que deseje fazê-lo, não posso dobrar-me mais. Espero que não vejas isto como a continuação dos muitos, muitos fins que começas-te. Penso que é algo que ambos sabemos ter de ser. Devo reconhecer que falhei no meu esforço para te fazer ver as alegrias dos mútuos cuidados.

Digo-te isto brandamente, mesmo com ternura, com afecto. E a brandura não esconde nenhum rancor subjacente, é autêntica. Não há acusações, nem culpas, nem responsabilidades. Tento apenas compreender e não sofrer. Digo o que fui obrigado a aceitar. Que tu e eu nunca teremos um desenvolvimento, muito menos conheceremos o clímax magnífico da expressão de uma relação na maturidade, desabrochando em plenitude. Compreendi que se algo na minha vida merece a rejeição de modelos previamente estabelecidos, a recusa de todas as limitações conhecidas, é esta nossa relação.

Suponho que teria razões para me sentir humilhado pelos extremos a que cheguei em ordem a permitir que a nossa relação se impusesse. Mas não, sinto orgulho em mim próprio e satisfaz-me reconhecer a rara e maravilhosa oportunidade que tivemos, enquanto a tivemos, o ter dado tudo o que podia, no mais puro e elevado sentido, para a preservar. É o que agora me conforta. Neste terrível momento final, posso honestamente dizer que não sei que mais esteja ao meu alcance para garantir esse belo futuro que poderia ser nosso.

Não obstante o desgosto, felicito-me por te ter conhecido desta maneira especial e guardarei sempre no meu coração o tempo que passámos juntos. Amadureci contigo, aprendi muito contigo, e sei que também te dei alguma coisa de positivo. Somos hoje melhores do que éramos por termos convivido.

Nesta circunstância final creio que uma metáfora do xadrez pode também ser útil. O xadrez é um jogo no qual cada jogador possui um objectivo singular, mesmo que envolva o do outro, um jogo em que a luta se desenvolve e se intensifica, em que de parte a parte se perde, ambos os lados diminuídos, um final em que cada jogador armadilha e paralisa o outro. Penso que vês a vida como um jogo de xadrez, eu vejo-a como uma sonata. E por causa destas diferenças perderam-se o rei e a rainha, e a canção parou.

Continuo a ser teu amigo, como sei que és minha amiga. Escrevo-te com o coração cheio do mais fundo e terno amor, do mais alto apreço que sabes tenho por ti, bem como do mais profundo desgosto por uma oportunidade tão prometedora, tão rara e tão bela se ter perdido.

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho umas coisas para te dizer, e não sei como hei-de dizê-las. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. O que for incompreensível não é mesmo para perceberes. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo...

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? É que se fácil foi conhecer-te, difícil vai ser esquecer-te...

Quando nós nos conhecemos melhor, num segundo percebi que entre nós os dois, tanta coisa poderia existir daquele dia para depois. A primeira vez que eu te vi (que falámos seriamente), a impressão que eu senti, foi de que te conhecia há muito tempo atrás. Por aquele nosso encontro, eu não sei por quanto tempo esperei. O lugar onde fomos, e até mesmo o que falámos eu guardei. Era de madrugada, e foi a primeira vez...

Outras vezes nós nos vimos, e em cada vez sentimos que o amor, se excedia em cada beijo, e nos abraços o desejo explodia em nós. Numa noite inesquecível, controlar foi impossível tudo aquilo a sós. A primeira vez, o amor se fez, a primeira vez...
Acordamos sorrindo, e até parecia que era o amanhecer. Era tanta poesia transbordando em nossos dias, que eu nem posso crer que tanto amor não foi bastante para evitar o fim. Tu disseste adeus, tudo terminou na primeira vez...

Mas hoje estou com tempo, com todo o tempo do mundo para pensar em "nós". Para pensar em ti, em mim. Em todas as pequenas coisas que fizemos, e que nos aconteceram nestes últimos tempos. É que até agora eu ainda não entendi porque te amo, e porque te quero.
Por isso senti raiva do mundo, depois senti raiva de ter sentido. Condenei-te, culpei-te, mas não procurei saber dos meus defeitos, que são tão perfeitos, que até as minhas virtudes são defeituosas. Pensei, pensei, e depois de muito pensar, julgo que entendi...

É que o amor é uma coisa e a vida é outra. Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O amor não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz.
A vida às vezes mata o amor. O amor não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor é uma condição. O amor não se percebe. Não é para se perceber. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. É sinal de amor não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar esperança, doer sem ficar magoado.

Cheguei à conclusão que por causa do nosso orgulho podemos estar a perder mil coisas boas. Não fomos bastante inteligentes para ir até ao fundo, porque o fundo é o final, e todos temos medo do final. Vamos esquecer os ferimentos que não chegaram a cicatrizes. Vamos sorrir, chorar, gozar, sentir, andar vivos de braços abertos, aproveitar todos os momentos que não passámos, todos os desejos que não sentimos.

Quero amar até ao fundo sem ter medo. Não existe fim, nós é que acabámos, e se um dia iremos acabar, vamos acabar juntos. Decidi esquecer-me de tentar te esquecer, e decidi lembrar-me de ti quantas vezes tiver vontade, sem pensar naquilo que possa sofrer, e naquilo que possa perder. É que a vida dura a vida inteira e o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira, e valê-la também.




Num lindo pôr do sol
Eu e tu sós na areia
Ante a vastidão do mar
Num calor que se ateia
Em côr laranja-fogo
De um cogumelo nuclear...
Como é bom sonhar...
Se tu pudesses apanhar a lava...

É fácil saber se um amor é o primeiro ou não. Se admitirmos que possa ser o primeiro, é porque não é.

O primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo. Nunca se percebe bem por que razão começa, mas começa, e acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal.

O primeiro amor dá demasiadas alegrias, é por isso que a alegria dói, porque parece que vai acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós, ocupa tudo, leva tudo e não deixa nada. Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais apaixonadamente vividos e mais longos (quase todos), mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado para sempre.

O primeiro beijo então... é sempre uma confusão, vemos tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isso apesar de ser tão tímida e inexperiente como nós. Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido não seria o primeiro. No primeiro amor sofre-se principalmente por acabar. Anos mais tarde ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capitulo mais feliz, mas não pode ser...

O primeiro amor é um milagre que sentimos que acontece na nossa vida. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor morre-se. Quando se renasce é uma nova vida e uma forma diferente de ver o amor. Os novos amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades de cada um, são mais construtivos, são tudo aquilo que se quiser. O segundo, o terceiro, o quarto, por muito diferentes que sejam, são mais parecidos uns com os outros. São amores mais maduros e adultos.

O primeiro amor não forma conjunto nenhum. O amor foi a única coisa que nos prendeu, e como toda a gente sabe, isso não chega para quase nada. É preciso respeito, compreensão mútua, uma certa amizade. Para se fazer uma vida a dois que valha a pena, o amor não chega, porque não se vive só dele.

É por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece, parece que foi impossível ter acontecido, não nos levou a parte nenhuma... o primeiro amor deveria ser o primeiro a esquecer-se. Seguimos caminho para outros amores, mais suaves, mais civilizados, menos exigentes e mais compreensivos.
Será por isso que o primeiro amor nunca é o único?
Que lindo seria se fosse mesmo o único e que não houvesse outro...

E com vocês como foi o vosso primeiro amor?


Somente hoje
Queria imaginar o teu abraço
Ouvir a tua voz
Num telefonema inesperado
Receber uma nova mensagem
A explicar a tua ausência.

Somente hoje
Queria estar em completo silêncio
Para fantasiar o nosso encontro
Queria estar ao do teu lado
A preencher toda a minha carência.

Somente hoje
Queria ser forte o suficiente
Para transpor todos os obstáculos
Sair da lucidez, cair em demência
E perder-me nos teus beijos e abraços.


Ah que saudades...
Faz tanto tempo...
Ah que vontade, de ver-te...
Não foi maldade, deixar-te,
Foi ingenuidade, fingir não te querer...
As belas tardes...
As doces manhãs...
Nas noites frias, sentia-te...
Os teus braços, o teu peito...
Os teus abraços...
O teu beijo, as tuas pernas...
Ternos momentos, o teu corpo no meu!
Procuro-te, onde estás?
Não durmo, só te espero...
Hás-de de voltar...
Onde estiveres, hás-de de voltar!
Ah que saudades...
Faz tempo...
Ah que vontade, de ver-te...
Não foi maldade, deixar-te...
Foi ingenuidade, fingir não te querer...

Acordei e ainda era madrugada, senti o frio do tempo e o frio no coração, encolhi-me para me proteger do vento, chorei para cobrir o meu coração.

Queria que estivesses ao meu lado, queria que não existisse esse abismo entre nós. Se eu pudesse, encheria-o com todas as minhas lágrimas, assim eu te alcançaria, ou ainda, deixaria o meu coração escorrer, e assim também te alcançaria...

Mas não é possível chorar tanto, não é possível sangrar o suficiente, mas é possível deixar os meus pensamentos criarem asas, e com elas, voar sobre todo o abismo, sobre qualquer distância, e envolver-te nos meus braços, encostar-me no teu corpo e aquecer-me, aquecer o meu coração...

Assim foi, até as lágrimas pararem, até o frio passar, até eu conseguir dormir, mesmo que através dos pensamentos, consegui dormir ao teu lado.


Tu prometeste...
Agora cumpre...
Beija-me, deseja-me...
Toma a taça do meu corpo...
Bebe-o...
Prova o meu gosto...
Tira a minha roupa...
Apalpa esta pele...
Penetra nestas águas...
Afoga-te nos meus rios...
Conta-me um segredo...
Imenso e profundo...
Nada será igual!