Lá estavas tu com um sorriso lindo...Foi esta a imagem com que fiquei de ti. Alguém que eu conheci quase por acaso, como se ao mesmo tempo tivesse a noção de que nada é por acaso.
"Pode ser perigoso" - respondeste à minha questão do "parece que nos conhecemos há anos". Talvez... Mas perigoso talvez seja tudo... Talvez seja perigoso eu passar a ver-te cada vez mais bonito. Eu passar a sentir-me cada vez mais incomodada com o teu olhar. Eu própria te ter passado a olhar de uma outra forma. Tudo connosco poderia ser perigoso. Não apenas qualquer coisa, mas sim tudo.
Passámos horas e horas à conversa. Tu ouviste-me, eu ouvi-te, e olhámo-nos... muito. Tudo o que eu quero é voltar a ver-te. Porque a ideia com que fiquei foi de que alguma coisa ficou por dizer... ou fazer...
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Gosto de brincar com um homem. Gosto de me expor ao ridículo com ele. Gosto de ser feia ao acordar (e alguns deles, de tão apaixonados, até já me vêem bonita), e aparecer deslumbrante ao jantar. Gosto de ser apanhada na casa de banho a limpar as orelhas com um cotonete, ou vê-lo a brincar com as minhas cuecas na cabeça. Gosto de estar na cama a rir-me com ele por se ter embebedado na noite anterior e ter beijado o amigo. Ou por eu ter sido assediada pela rapariga do bar que me ofereceu shots a noite inteira, e o ignorou o tempo todo.
Homem de que eu goste, cobre-me do frio, diz as palavras que eu gosto de ouvir, e está disposto a tudo para me ouvir gritar na cama, e nunca me vai dizer "cuidado que te podem ouvir", pelo contrário, dirá antes "grita mais que eu gosto tanto".
Para as características físicas estou-me sinceramente nas tintas. Nem pernas boas, nem músculos, nem peitorais, porque nadinha disto tem cabimento na minha cabeça. Ou seja, ele até pode vir com tudo isto, mas vai ter que me apertar as coxas e rir-se com as minhas estrias.
Homem que eu goste não tem de ser de nenhuma forma, nem estar em forma. Nem tem de ser branco ou preto, mas tem que ter raça, e coragem, porque o amor é sempre um acto de coragem.
O próximo ano vai ser o ano para combater os homens ideais. Vai ser o ano de procurar um homem vagamente gay, que me diga "a tua carteira é tão bonita", sem querer usá-la. Ou vai ser o ano para apanhá-lo a usar na cara o creme reafirmante para o corpo, e perceber que ele nem tinha reparado nisso. É no início do ano que temos que acordar a nossa lucidez, porque ela tende a perder-se com o passar dos dias. Em 2011 vou procurar pessoas, em vez de perseguir ideais...
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As mulheres quando estão sozinhas não trocam o sofá por nada, porque ele é bom e seguro, e sempre se poupa nos sapatos. Mas às vezes é preciso dizer não ao sofá, e sair de casa. Porque será que nunca se vê uma mulher bonita a jantar sozinha? Será que alguém a pode comer? Mas isso também não pode acontecer quando se está acompanhada?Uma mulher bonita à mesa é um prazer, por isso me pergunto muitas vezes porque terão elas medo de ser vistas sozinhas num restaurante ou num bar à noite?
"Então? Também estás cá? Esperas alguém?"
"Não. Estou a jantar sozinha."
"Desculpa?! Olha, eu sentava-me aqui contigo, mas tenho ali o meu namorado à espera."
A resposta a uma situação destas deveria ser: "Mas quem te disse que eu queria companhia?"
Já num bar, dá para imaginar que enquanto ela está no balcão a beber o que gosta, aproxima-se logo um gajo que se cola ao banco e lhe pede lume. Mas como ela não fuma, ele diz: "Que pena". Certinho, certinho será quando os copos tomarem conta dele, ele voltar à carga com uma pergunta qualquer descabida, e ela lá terá que ter o trabalho de evitá-lo. E se por acaso no bar onde ela se encontra entrar uma "amiga", ela certamente irá logo comentar com os outros: "Coitada dela. Agora sai sozinha. Deve andar à procura de companhia. Olha que ela não tem mesmo sorte".
Eu pessoalmente admiro muito as mulheres que não precisam de ninguém para sair. Mulheres que se arranjam para estar bem com elas próprias. Mulheres que deixam o sofá sozinho em casa. Até porque, eu falo por experiência própria, só custa a primeira vez.
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Mergulhei na banheira, que enchi de espuma, e estranhamente, pela primeira vez desde que moro neste prédio, comecei a ouvir os risinhos da minha vizinha. Eu nunca tinha ouvido a rapariga a rir!!! Mas mal eu sabia que era apenas e só o princípio da tempestade...
Ela vive com um gajo por quem eu não tenho grande empatia. Ele é esforçado, mas eu chuto-o para canto. Quando os risinhos começaram eu estava a brincar com o patinho de borracha na banheira... e risinho puxa risinho (enquanto o tempo puxava chuva), e o gajo deve ter começado a puxar por ela... ela parecia um trovão a abanar as janelas... ofegante e torrencial, gritando... "sim e sim e siiiiiiiim!!!"
E não pensem que a cena foi nuvem passageira. Não... a tempestade parecia da grossa (se me permitem a expressão). A vizinha estava a ser duramente fustigada pelo dilúvio, e eu ali a espumar-me de raiva, com o patinho já murcho de tanto banho.
Das duas, uma: ou entre eles só há faísca em dias de tempestade, ou era o tempo que trazia até minha casa o eco deles. Nessa noite quase adormeci na banheira, e até aproveitei o barulho dos outros para fazer o meu...
Será que de mim também ficaram a pensar que é só em dias de tempestade??? Será que ouviram o meu patinho??? Para saber, vou ter que esperar pelas próximas chuvadas, sem descurar as boas abertas...
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Se há coisa difícil de aprender é a guardar segredos. É que às vezes são tão apetecíveis, que somos tentados a ter vontade de os partilhar... o que é um erro, claro, porque a partilha da intimidade é tão rara que temos e devemos preservá-la. Mas vamos ao segredo?Tenho uns amigos que são swingers. O assunto só é sigiloso porque no círculo dos amigos mais chegados ninguém sabe. Mas entre nós o tema não é tabu, e cada vez que estamos juntos pergunto-lhes: "Têm conhecido alguém interessante? E como era ela? E ele? E conversam muito? E ficam a ver? E foi toda a noite?".Todas as perguntas são válidas para quem está de fora, porque todos nós temos as nossas próprias fantasias, e por isso todos nós swingamos. E como as nossas próprias fantasias normalmente não são fáceis de concretizar, acabam por ficar a swingar nas nossas mentes. O swing arrepia para quem está de fora, não é?
Mas falar sobre este assunto com estes meus amigos tornou-se quase natural. Um dia até me enviaram um link de um site para eu espreitar. E posso-vos dizer que o que por lá encontrei nada tinha de bonito... Nomes mirabolantes encabeçavam pequenos textos a anunciar o que cada um pretendia, mas o pior mesmo era a galeria de fotos... um verdadeiro amontoado de mamas e pilas grandes, penetrações e bocas cheias.
Também gostei de saber que as mulheres são muitas vezes "bi", mas os homens são sempre "hetero"!!! Ou seja, nem a esta modernice do swing escapa o machismo, porque giro é ficar a ver duas mulheres a lamberem-se, mas homem que é homem nunca deve ser lambuzado por outro. Tendo em conta o que sei (e só posso falar pelo que os meus amigos me contam), não me apetece experimentar... lamento.
Por vezes a rotina e a saturação levam-nos a procurar outros caminhos da salvação (ou perdição?), mas a verdade é que esta abertura pode ser labiríntica.
Afinal, não será o swing uma fuga ao amor?
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A dor é tramada, e a pior dor é aquela que sobe e desce entre a garganta e o peito, e que me tira o sono (infelizmente nunca me tirou o apetite)... é uma dor insuportável.
A dor que me dói mais é a da incompreensão, tipo ficar no meio da rua a perguntar "porquê?", e continuar lá sem obter uma resposta.
A última vez que sofri a sério, chorei lágrimas em quantidade que não julgaria possível. E eu até gosto de chorar... choro, e pronto, renasço. Mas chorar pela dor da paixão é diferente de todas as outras dores, porque parece que nunca vai acabar, e que na manhã seguinte teremos mais uma ruga ou um cabelo branco.
A dor é impossível de se aturar, e quando se está a sofrer de amor, a única coisa boa é sabermos que é impossível sentirmo-nos pior, e que portanto o que quer que venha a seguir será sempre melhor. Hoje aconteceu-me olhar para uma das únicas pessoas que me deixaram no meio da rua a perguntar "porquê?", e de facto continuo a perguntar-me porquê? - Porque é que gostei dele?
E foi assim que cheguei à conclusão que todos nós sobrevivemos à dor de um coração despedaçado, porque as dores de amor passam, e nada têm de afrodisíaco, porque quando estamos a sofrer de amor, achamos que nunca mais ninguém nos vai satisfazer sexualmente tanto como a pessoa que nos acabou de deixar. Mas é mentira. É preciso é nunca deixar de tentar, e às vezes até faz bem enganar a dor com um "aqui vai disto" mais ou menos às cegas... e assim um dia, quase sem querer, deixamos de sofrer.
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Li um destes dias que a masturbação pode evitar o cancro da próstata, e que ejacular pelo menos cinco vezes por semana faz muito bem à saúde. Por isso vamos lá todos a tirar a mãozinha do bolso.Lembro-me de me ter começado a masturbar quando estava no auge de uma paixão. Podem achar estranho, mas desde essa altura que eu vejo a masturbação, não como sinal de insatisfação, mas antes como um complemento, ou prolongamento de uma relação. É verdade que a masturbação continua pela maioria das pessoas a ser considerada uma perversão, porque ninguém acha normal que se possa "perder" tempo com a mãozinha, o chuveiro, ou a almofada.
Eu considero a masturbação tão saudável como o sexo, porque penso nela como uma espécie de estágio para o grande desafio que é o prazer a dois. Confesso que este assunto não me tem saído da cabeça só por causa da notícia do cancro da próstata. É que me tenho apercebido que há por aí muitas mulheres que nunca tiveram um orgasmo... Algumas já mo confessaram, outras desconfio. As mulheres que nunca tiveram prazer sozinhas, dificilmente o terão acompanhadas, porque o prazer depende e muito da libertação da mente.
A questão é que nenhum homem pode mentir no momento do orgasmo, porque nenhum homem satisfeito fica seco. As mulheres é que podem levar uma seca na cama, lugar onde deveriam também sentir os benefícios da humidade... mas a maioria das vezes mentem antes de lá chegar. Uma mulher que nunca sentiu um orgasmo deveria perder mais tempo com ela. Seja em casa ou no local de trabalho. Porque não quando se sente um calorzinho dar-lhe continuidade? Afinal o prazer será sempre o que dele quisermos fazer...
Eu sempre me aqueci como me apeteceu. Nunca fui menina de almofadas ou chuveiro, dois dos recursos mais procurados pelas minhas amigas. Gosto das minhas mãozinhas, e também não dispenso um filmezinho rasca de vez em quando gravado numa cassete antiga a dizer ARTE. Gosto de me masturbar, e gosto de sexo com outra pessoa, porque para mim uma coisa não invalida a a outra... bem pelo contrário... só nos torna mais válidas, e capazes em ambas as modalidades.
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Eram dois casais que falavam pelos cotovelos... ou pelo menos um dos homens, que para além de não se calar, falava muito alto, e gesticulava. Estava a falar de uma Mafalda qualquer, e repetia vezes sem conta uma das palavras que mais me irritam: "Oiça!", "Oiça!", "Oiça!".
As mulheres que os acompanhavam, simplesmente não falavam, e cheguei a pôr em dúvida se o estariam a ouvir, ou se já estariam a sonhar com uma limpeza de pele, ou aquela camisola que mandaram guardar na loja para o marido pagar. O tal que não se calava, falando da tal Mafalda, diz então: "Que habilitações tem ela para o cargo, não sei, mas toda a gente sabe que ela subiu na horizontal".
Eu já ouvi esta expressão umas centenas de vezes, e para além de me irritar, discordo completamente deste chavão. Porque será que qualquer mulher bonita que chegue a um cargo importante numa empresa, tem de ver a sua honra em dúvida? Porque será que um "começo por baixo" tem de acabar numa "subida na horizontal"? E porque será que nunca se acha que os homens sobem na "horizontal"? Quererá isto dizer que só as mulheres é que usam o sexo para fazerem carreira?
A mim não me parece, até porque conheço muitos homens que se serviram dos seus atributos físicos para alargarem o horizonte na horizontal. Mas na verdade todos eles saem sempre ilesos e sem mácula das suas conquistas, reforçando até a sua prateleira de troféus.
Numa empresa em que trabalhei havia um chefe novo e bonito, que já conhecia os gemidos de quase todas as minhas colegas, e eram elas que tinham o rótulo de "comidas", enquanto ele continuava a ser o jovem bonito e galante que ia preenchendo a estante.
Porque será que nunca ouvi nenhuma delas dizer que o tinha "comido"? Porque será que nunca ninguém duvidou da subida meteórica dele? Terá subido na horizontal?
Depois de todos estes pensamentos e dúvidas, do café tomado, e do corpo aquecido pelo sol, voltei para o trabalho, porque pelo sim pelo não há que garantir a carreira...
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Lembro-me de ter andado a dar umas voltas com um gajo que tinha namorada, sem que nunca me tenha sentido apaixonada por ele... o que poderia ter acontecido, mesmo sabendo que dificilmente ele iria deixar a rapariga. O gajo lá me caiu nos braços (ou eu nos dele), e o sexo nem valeu lá grande coisa... mas ainda assim repetimos várias vezes a experiência.Passados uns tempos sempre que nos cruzávamos ele ficava todo intrigado, porque não percebia porque é que eu não andava atrás dele apesar de estar sozinha, e de ele dar um belo poster de quarto para qualquer adolescente.
A verdade é que já me tinha apercebido que ele tinha contado a todas as amigas as nossas quecazitas meia leca, e eu passei a ser vista como a gaja que foi para a cama com o amigo que tem namorada.
Um dia cruzei-me com ele, e ele estava acompanhado com outro gajo com quem até simpatizo. Quando os cumprimentei, ouvi-o dizer para o outro: "Ela tem uma casa gira". Aqui está a sua forma subtil de dizer que me tinha "comido"... ou será que o outro ficou a pensar que ele me poderia ter ido arranjar a canalização?
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Há quem me diga que pareço um homem por falar abertamente sobre sexo, e por ir para a cama com quem me apetece. Mas na verdade tenho que vos dizer que não vejo nenhum tipo de problema nisso.
Aliás até sou da opinião de que os homens não falam tão abertamente assim, porque quando estão numa "tasca" qualquer a dizer que "comeram" esta ou aquela, além disso não significar falarem abertamente sobre sexo, também não é bonito, nem lhes fica bem.
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Estou a ouvir Nina Simone, e a música vai bem com este fim de tarde. E ele que ontem saiu aqui de minha casa de mãozinhas a abanar, não pára de me mandar sms's. O clássico... prazer adiado, no telemóvel é conquistado. A mim seduz-me este jogo. Sobretudo porque sei que não posso, ou não devo dar seguimento à coisa.Mas a vontade... a vontade é soberana, e pensar arrasa com a emoção. E o que sinto é real... por agora é cama... ou vontade que para lá caminhe...
Não lhe respondi ainda a nenhuma sms. Tenho-me aguentado. Mas há dez minutos atrás, a última sms que ele me mandou dizia: "Vamos jantar?".
Esta noite ou muito me engano ou a coisa vai descambar...
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É bonito o amor... Parece um carrossel...
3 Divagaram com - Dä®k Añgë£ - quarta-feira, fevereiro 04, 2009Há aquelas que não gritam na cama, nem têm a capacidade de explorar aquilo que o sexo lhes pode dar, porque desde muito cedo constroem um relacionamento, depois perdem a virgindade com essa mesma pessoa, e logo de seguida começam a planear o casamento. Depois do casamento começam a pensar muito em ser mães... e depois o sexo deixa de ser frequente... Tenho muitas amigas que fizeram este trajecto de vida, até um dia... até ao dia em que...
Percebem que a vida é um carrossel, que pode e merece ser vivida, e que de desejadas a desejosas vai um pequeno passo. Isto acontece quando se interessam por alguém, começam a ficar outra vez mais magras e bonitas, coisa que os maridos inicialmente nem reparam. Compram roupas novas com maior frequência, começam a frequentar o ginásio, e deixam de falar na vontade de ter filhos.
Depois aconselham os maridos a sair com os amigos, dizendo que ficam bem por ali a verem um filme e a adormecerem no sofá. Eles ficam todos contentes, começam a achá-las mais bonitas, e a saírem todos confiantes, porque quando regressarem a casa depois da noitada com os amigos, e um pouco bebidos, ainda vão ter sexo... sempre muito igual... vinte minutinhos... no máximo... nem uma palavra durante... um sorriso no fim... e toca a virar as costas que o soninho está aí.
Elas por sua vez depois de eles saírem para a tal noitada com os amigos, suspiram de alívio, sentam-se no sofá, mas em vez de verem o tal filme e depois adormecerem, começam a trocar sms's com outro, que por acaso acham muito interessante e começam a pedir umas palavras bonitas... daquelas palavras que levam ao sexo, que tiram o sono, e a fome.
Como já "dormiram" algumas vezes com eles, tornam-se mais exigentes, e começam a achar que eles estão menos generosos que o costume, que as sms's começam a chegar a conta-gotas, e começam a sentir-se angustiadas. Nos intervalos longos entre as mensagens, começam a lembrar-se dos fins de tarde em que "dormiram" com eles, e em que voltaram a descobrir o prazer do sexo oral, e de se voltarem a excitar com apenas alguns beijos.
Eles que andavam loucos por elas começam a fartar-se, porque começam a achar que antes de terem "dormido" com elas, elas eram menos ansiosas, e agora estas mensagens em catadupa já chateiam, e o que não faltam por aí são umas quantas também belas e simpáticas, e se calhar descomprometidas...
Assim entre um "dormida" e outra, elas rapidamente passam de desejadas a desejosas. E assim acabam por adormecer a pensar no fim precoce que essas "dormidas" tiverem, e acabam também por perceber que se pode viver um outro tipo de vida, e que se pode repetir o fracasso das "dormidas" até estas serem um sucesso.
Passado umas horas eles - os maridos - regressam a casa das noitadas com os amigos, sentem-se felizes, e voltam a desejar a mulher que ali têm ao lado a dormir.
É bonito o amor... Parece um carrossel...
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Andava eu muito sossegada numa vidinha entre o escritório e casa, o que até nem me importava porque aproveitava para pôr os meus contactos em dia (de trabalho, claro), e ainda para visitar alguns blogues, quando o meu chefe veio ter comigo e me disse que estava para chegar um novo colaborador para a empresa, e que gostaria que ele passasse uns tempos comigo. Eu sorri-lhe com honestidade, e disse-lhe: "Claro, se o chefe acha que sou capaz de tomar conta de alguém..." - E ele entre dentes avisou-me: "Nada de copofonia, ouviste?"Fiquei logo a perceber que iria ter um problema pela frente para resolver, e questionei-me se já teria chegado à fase de me acharem maternal, para me estarem a rodear de putos novos. Logo eu que já comi montes de putos imaturos... Restava-me a esperança de me surgir pela frente um puto imberbe e borbulhento, que me fizesse não pensar em actos pecaminosos.
E lá chegou o seu primeiro dia. Eu apresentei-me no escritório com uma roupa discreta, para não impressionar, e esperei confiante, inventando telefonemas à espera da chegada do novo colaborador...
"Este é o B." - disse-me o chefe exibindo-o com orgulho. E tinha razões para isso, porque eu vi logo na cara do puto a palavra PROBLEMA, e disfarcei com um cordial - "Bom dia B.".
Dei-lhe duas ou três tarefas menores para começar... uns preliminares, portanto... e no fim do dia ele perguntou-me: "Vamos jantar?". Fiquei em pânico, porque ele era um puto bem-parecido, moreno, alto, e com um lindo sorriso... Ia dizer-lhe que não? Estando ele em formação comigo? Levei-o a jantar ao Bairro Alto.
Conclusão... ando a jantar com ele há duas semanas, e ontem bebemos de mais, ao percebermos que queremos ver os mesmos concertos, e que gostamos dos mesmos filmes. Quando apanhámos o táxi e parámos à porta de minha casa, ele disse-me: "Gostava de subir para ver os teus discos". E eu levei-o comigo, e enquanto ouvíamos um CD novo, de repente ele riu-se e disse-me: "Ensina-me os preliminares"...
Agora estou com um problema... é que estou a ver que a formação vai ser longa...
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Há quem use preservativo e seja apanhado na mesma. Há quem use óculos e deixe de ver. E há quem seja inteligente, e mesmo assim vá à bruxa.
Os ciúmes acabam sempre por ter a ver com a intensidade da paixão. Ou com a segurança que a outra pessoa nos dá. Ou ainda com a que temos em nós mesmos...
Ninguém sai ileso, embora haja quem se saiba comportar melhor.
Eu confesso que se estiver apaixonada sou ciumenta... saudavelmente ciumenta... Que é sentir aquela dorzinha na barriga sempre que alguma gaja deixa cair qualquer coisa ao chão só para ter que apanhar de rabo espetado para o meu mais-que-tudo. E olhem que a barriga já me doeu muitas vezes, por isso sei do que falo.
O ciúme cego, que não é saudável, só se começa a manifestar em nós quando começamos a fazer coisas que nunca nos veríamos a fazer, tais como espreitar telemóveis, remexer em bolsos, apanhar olhares que na nossa cabeça só podem ser para ele, vasculhar-lhe as coisas, ou cheirá-lo e achar que ele cheira a sexo (que não o nosso). E tudo isto é feio.
Suspeito que os homens não confessam os seus ciúmes com medo que a voz lhes falhe. Já nós mulheres, é só garganta, por isso sai-nos tudo em discurso descoordenado para desfazer o nó que a dúvida emaranhou.
Nenhum homem gosta de assumir que a mulher lhe pode fazer mossa quando é cortejada por outro homem. E ela passou a dar importância ao colega que reparava nos seus pormenores, e ele acaba por asfixiar nos ciúmes que nunca teve. Acontece muito, não é?
Mas também pode acontecer o contrário. Ela nunca achou que havia razões para ter ciúmes. Era mais bonita que ele, e teimava em subestimá-lo. Um dia ele conheceu alguém como ele, e nunca mais viu beleza nela.
Desprezar os ciúmes é mau, mas tornarmo-nos desprezíveis por causa deles é capaz de ser pior. Por isso, entre homens e mulheres venha o ciúme e escolha.
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Vamos lá a ver... não é vergonha nenhuma tomar Viagra. Pelo contrário. Felizes os que têm posses, e (à) vontade para o comprar. Para mim é que foi a primeira vez que estive com alguém que o fazia, e fiquei com uma ligeira taquicardia mesmo sem os tomar, e foram milhares as perguntas em atropelo que me surgiram na cabeça...
- Será que um homem se sente ofendido se uma mulher em pleno acto gritar... Viagraaaaaa? Será traição?
- Uma mulher deve oferecer-se para ir buscar os comprimidos com um copinho de água, ou devemos ignorar que ele os toma, para não o ofender?
- E andar com uma caixinha suplente na carteira será de mau tom?
Que fique bem claro que sou capaz de gostar de um homem que tome Viagra, porque isso apenas significará que ele é capaz de fazer das suas fraquezas o seu forte.
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Tirei do armário meia dúzia de peças de roupa e dois pares de sapatos, para a viagem que ia fazer. Deixei o carro em casa e fui apanhar o pendular. Sentei-me em primeira classe, e prevendo que o sono iria chegar, resolvi descalçar-me, e quando estava a esticar as pernas, chegou um homem que se sentou mesmo ao meu lado. Ele tinha um ar tão clássico quanto perfumado. Raios! - pensei - e fechei um olhito, deixando o outro entreaberto a vigiar o ambiente. Entretanto adormeci.Quando acordei, temendo que o fiozinho da baba me tenha traído a figura estudada, resolvi voltar a calçar-me, e enquanto o fazia, ele sorriu e disse-me: "Não devia calçar-se. Tem uns pés lindos!" . Soltei um risinho que não me fez recuar.
"Que número calça?" - eu disse-lhe, o que o fez sorrir.
"Ainda bem que não é demasiado alta" - disse ele simpaticamente.
O que ele devia querer dizer é que sou baixa, e vou bem no número que calço, para não cair dos pés... Este foi precisamente o momento em que pensei que ou me calo para sempre, ou já não lhe dou com os pés.
O comboio chegou a Coimbra, e restava-nos menos de uma hora de convivência. Foi então que lhe resolvi perguntar como se chamava, e perguntar-lhe o que fazia, ao que ele me respondeu, e devolveu as mesmas perguntas, às quais também eu lhe respondi. Entretanto já estávamos em Espinho...
No Porto não tinha ninguém à minha espera, apenas um fim-de-semana de spa, e amigos era o que previa, e era tudo o que me apetecia. A ele deve ter começado a apetecer mais qualquer coisa, porque de repente perguntou-me: "E se viesse jantar comigo hoje?". Só um homem com uma personalidade muito forte teria coragem para fazer um convite assim. E porque não?... - pensei eu (este é o meu pensamento preferido quando estou receptiva a todas as possibilidades).
Antes de jantar fomos deixar as malas ao hotel, e estava eu no meu quarto a retocar a pintura, quando ele bateu à porta. Vinha aparentemente confiante, entrou no quarto, e sentou-se em cima da cama, de comando de Tv na mão, e começou a fazer zapping enquanto esperava por mim. Entretanto lá saímos em direcção ao restaurante...
À segunda garrafa de vinho comecei a sentir um fracote por ele, e já o meu pensamento estava no acolhedor quarto de hotel, quando ele decide baixar o tom de voz, e falar-me do fracasso do seu terceiro casamento...
"Ó céus!" - pensei - "Queres ver que ele está a pensar no quarto? Mas não é nesse quarto que eu quero que ele pense, é no outro...". Ele fez questão de pagar o jantar, e eu de o convidar para dançar. Umas amigas minhas punham música num bar, onde os hits dos oitentas não nos chocariam.
Quando lá chegamos, empurrei-lhe um Whisky pela goela abaixo, e uns minutos depois já ele estava pendurado no pescoço das minhas amigas. Tudo estava a correr bem até ao momento em que ele começou a dançar o "Just like heaven" dos Cure como se fosse o foxtrot!!! Arrasou-me...
Fui emborcar às escondidas uns shots, enquanto ele jingava tudo o que havia nele. "Ai que medo" - pensei. E lá fui eu de sorriso posto bambolear um bocadito com ele. As minhas amigas devem ter notado qualquer desfasamento, porque pouco depois começou a trocar um slow, coisa nunca vista nestes bares. A meio do enrolanço, já qualquer coisa tilintava surdamente nele, e dali ao quarto do hotel, foi só mais um passo...
Quando entrámos no quarto, ele gritou: "Estou tão feliz! Casa comigo". Eu depois de ter emborcado duas garrafas de vinho, e uns dez shots, já me via de grinalda e cachucho de noivado, e num momento de lucidez pensei: "Calma, que tu nem sabes se ele tem pêlos no peito. Não te precipites para o abismo..."
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Desde muito nova que me apaixono com facilidade, por isso decidi trocar o termo "paixão" por "fascínio", porque me fascino com tudo o que as pessoas têm para me mostrar, e com tudo o que lhes posso conquistar. Gosto desta luta, que por vezes se assemelha à improbabilidade de encontrar uma casa de banho limpa num festival de Verão.
Uma desta noites sentados na mesa de um bar, e com a vista mais bonita com que poderia sonhar como pano de fundo, ele por quem me sentia apaixonada, disse-me:
"É estranho, mas eu nunca me senti tão à vontade a falar com ninguém como contigo"
E eu perguntei: "E isso é bom, ou mau?"
Ele respondeu-me: "É assustador"
Depois dele me dizer isto a música do bar parou, e os empregados limparam os últimos copos. Então eu quase a cambalear levantei-me, fui até ao balcão, e ajudada por tudo o que tinha bebido e ouvido, dirigi-me ao barman e disse-lhe: "Eu percebo que queiram todos ir para casa descansar, mas não parem a música, para não me pararem este momento"
Voltei à mesa dos copos vazios, de todas as palavras que ele ainda não me tinha dito, e de todas as confissões, e voltamos a ouvir a banda sonora da noite, que por acaso era péssima devo dizer, mas o que quer que fosse teria soado bem naquela noite. Saímos do bar directos para o carro, de mão dada, e unidos pela paixão. Ele deixou-me em casa e fui dormir. Nunca mais estive com ele...!!!
Vejo-o muitas vezes, ele sorri-me a medo, e eu procuro nem olhar para ele. Quando estou acompanhada, ele arrisca em vir dar-me um beijo, porque sabe que assim não corre o perigo de eu o questionar. Vem com o seu ar "politicamente correcto" e pergunta-me: "Estás boa?". Depois afasta-se confiante, e com a sensação de ter cumprido o seu papel.
Deve pensar que eu acho que ele até é um gajo porreiro... e até acho, só que para mim um gajo porreiro é uma coisinha insuficiente, porque na minha avaliação, seja de uma queca, ou de um amor, a positiva só começa a partir da coragem.
Não percebo como ele pode ter sido tão cobarde, e há de certeza quem ache que eu deveria vingar-me dele, enxovalhá-lo, ou desprezá-lo num momento "politicamente correcto", mas eu nunca lhe faria uma coisa dessas, porque a vingança é uma motivação muito perigosa, por isso prefiro sorrir, sabendo que um dia ele vai lembrar-se de mim quando precisar de coragem.
A coragem só podia ser mesmo uma palavra feminina...
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Demos uma escapadela de duas noites ao hotel mais bonito, e mais "in" da minha cidade, que é aquela a que os Lisboetas insistem em tratar por "Inbicta", o que me irrita bastante, tanto quanto a história do "cimbalino", que já ninguém diz, mas que eles insistem...A coisa começou logo mal, porque chegados ao hotel ele abraçou-me logo na recepção, e aquilo, sei lá porquê, pareceu-me exagerado... enjoativo mesmo... Subimos no elevador envidraçado que me faz sonhar com Tóquio, e comecei a achar que ele não tinha sido a escolha certa para contracenar neste filme comigo, mas aguentei-me...
No quarto, ele começou logo a despir-me, e eu a sonhar com o jacuzzi, acabei por lhe dizer, num estilo que não me reconheço: "E se deixássemos isto para depois?". E comecei a sentir os primeiros sinais de arrependimento.
A caminho do spa, eu e ele de roupões vestidos, e mesmo comigo a precisar de mais umas sessões de drenagem linfática, a verdade é que me sentia nas tintas para que ele reparasse nisso, porque não estou apaixonada, porque se o estivesse a conversa seria outra.
Na piscina, ele refastelou-se nas cadeiras longas, e eu nem queria acreditar quando ele sacou do seu charuto, e me perguntou confiante: "Vamos?". E enfiou-se no jacuzzi de charuto na boca, julgando-se dono do mundo!!! No momento em que lhe digo: "Não me parece que te fique bem essa coisa na boca", uma rapariga muito educada vem ter connosco e pede-lhe amavelmente que apague o charuto.
A partir daqui começou a minha contagem decrescente para que esta escapadela de duas noites chegasse rapidamente ao fim. Era escusado... era escusado eu ter dado a este gajo esta oportunidade, mas se não o tivesse feito, talvez me arrependesse na dúvida. Assim fiz, está feito, e não se repete.
O tempo acabou por passar depressa, graças à quantidade de vinho e cocktails que fui bebendo. Na primeira noite, bebemos tanto que caímos na cama vestidos. Na segunda noite, invoquei a amiga ressaca para não ser "incomodada". Benditas as bocas que não se ocupam só de charutos...
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Haveria melhor forma de começar o ano, do que ouvir dizer por aí que o "Red Diaries" até não é um mau blog? Quem o diz é a Litinha, e de curiosidade em curiosidade, ela também quer saber que livro andei a ler recentemente. Pede-me para o abrir na página 161, e para transcrever para aqui a 5ª frase completa!!!O que andei a ler, e que confesso me tomou muito tempo, não a ler mesmo tratando-se de um verdadeiro tratado, mas a por em prática, foi um relatório em que três mil mulheres, dos 14 aos 78 anos, confessam espontaneamente os seus mais íntimos sentimentos sobre sexo (obviamente só podia tratar-se de algo sobre sexo). Então, neste tratado de 546 páginas, o que diz na página 161, na 5ª frase, é o seguinte:
"Primeiro estimulo a minha região clitoriana puxando a pele para cima, e tenho a sensação de que a minha vagina se abre, querendo ser preenchida, ou penetrada, mas se isso acontece, estraga tudo, talvez porque a coisa é muito generalizada, só talvez se o ponto exacto pudesse ser tocado, seria óptimo, porque no momento do orgasmo a sensação é intensíssima, mas se nesse momento houver penetração a coisa perde-se toda."
Tanto este desafio da "página 161", como o prémio "Diz que até não é um mau blog", têm as suas próprias regras, em que em ambos os casos depois de muito blá, blá, blá, chega-se ao que realmente interessa, que é nomearmos outros blogues para lhes dar seguimento.
Ora, se a raposa tem sete manhas, eu tenho a manha de sete raposas, e como gosto de manter o meu anonimato, e não gosto que a minha presença se torne demasiado óbvia (basta avaliar pelo reduzido numero de visitas, e comentários que este espaço tem), não irei nomear ninguém, porque isso iria gerar uma maior exposição da minha parte. Espero no entanto ter conseguido satisfazer a curiosidade da Litinha.
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É o caso desta música... "Let's make a night to remember".
A minha noite de Passagem de Ano foi inesquecível, e espero que todos vocês também tenham conseguido fazer da vossa noite "a night to remember", e que a consigam prolongar ao longo de todo o ano de 2008.

Eu gosto do teu jeito esta noite, com o teu cabelo solto pela altura dos teus ombros.
Eu gosto do teu jeito de dançar aquele doce tango lento... o jeito como queres fazer tudo, excepto falar.
E como me encaras com esses olhos de "tira a minha roupa"...
E a tua respiração no meu corpo, deixa-me quente por dentro
Vamos fazer amor, vamos fazer algo incrível, vamos fazer algo sem parar.
Porque eu nunca toquei alguém do jeito que toco o teu corpo.
Agora eu nunca mais te irei deixar ir embora.
Vamos fazer uma noite, inesquecível, de Janeiro até Dezembro.
Vamos fazer amor para nos animar, uma lembrança para nos inflamar.
Vamos fazer mel... macio e delicado.
Vamos fazer açúcar... doce redenção.
Vamos fazer uma noite inesquecível para a vida inteira.
Eu gosto do jeito que tens de te mover esta noite. Gotas de suor a escorrer da tua pele. Eu deitado aqui, e tu deitada aí, e as nossas sombras na parede, e as nossas mãos em todo o lugar.
Eu penso em ti o tempo todo.
Será que não vês como que me deixas louco?
Bom, eu nunca mais me vou segurar outra vez.
Eu não quero que esta noite termine, porque eu nunca toquei alguém do jeito que toco o teu corpo.
Agora eu nunca mais te irei deixar ir embora.
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