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A vida tem destas coisas, está sempre a indicar-nos vários caminhos ao mesmo tempo, e às tantas confundimo-nos, hesitamos, voltamos atrás, trocamos o tempo e o passo, e quando damos por isso, a oportunidade passou, e não vale a pena correr atrás dela, porque a vida vai sempre muito mais à frente do que nós pensamos, e o tempo voa muito mais depressa do que o nosso coração... deve ser por isso que nem o vemos passar.

A vida é um eterno regresso a casa, vai dando voltas e voltas, até nos pôr à frente aquilo que mais amamos ou tememos... que é afinal tantas vezes a mesma coisa.

O amor vai e vem muitas vezes no mesmo olhar, e nunca morre, mesmo quando o tempo passa e nos traz outras vidas... mas a vida ensinou-me que ninguém é sempre feliz, muito menos para sempre, porque a vida é um fio monótono e repetitivo, que nos vai levando para lugar nenhum, pontuada de momentos de felicidade.

Todos nós temos uma ideia de amor, e depois facilmente, com alguns ajustes, encaixamos lá alguém. Eu espero precisamente o contrário. Não quero ninguém para arrumar no meu conceito de amor.

Eu quero que cada pessoa por quem me apaixono crie ela própria um novo conceito de amor. Que seria do amor sem a eterna descoberta, e a perpétua renovação?

Estar perto é uma expressão que eu gosto de saborear. Estar perto é saber que vai acontecer, está quase, está prestes, vai ser. Gosto de dizer aos meus namorados "estou perto", para eles se aproximarem ainda mais de mim nesse momento.

Sentir-me perto é também rondar o amor. Fazer-lhe o cerco, e às vezes sentir-me aprisionada, mesmo que o momento não se repita. Quantos de vocês estão perto da pessoa com quem partilham a intimidade?

Quando partimos, não sabemos para onde vamos, nem por que motivo vamos. Vamos apenas... Seguimos os impulsos que nascem dentro de nós, e que nos projectam para uma vida nova.

Quando estamos atentos, apercebemo-nos que ao longo da nossa vida vão-se-nos deparando constantemente vários caminhos pelos quais temos que nos decidir.

Simultaneamente, enquanto escolhemos um, há outro que deixamos para trás - é inevitável. O caminho que escolhemos depende apenas de nós...

Mas escolher o caminho e não o seguir, não será pior do que não saber o caminho?
Por isso já decidi... vou mesmo seguir o meu caminho...


Por vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a cabeça, limpar a alma, e prepará-la para o futuro, acreditando que esse futuro é bom e que afinal já está perto.

Pensar que o tempo está a nosso favor, e que se encarregará de atenuar a nossa dor, e de a transformar numa recordação ténue, e fechada num passado sem retorno, que teve o seu tempo, e que um dia também teve o seu fim.

Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, deixar ficar para sempre no ar a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida, e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.

Muitas vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, voltar a construir do zero, bater com a porta sem olhar para trás, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz, o cheiro, as mãos, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada palavra, cada promessa, cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta, e deitar a chave fora.

É preciso saber renunciar, não pedir, não dar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz, e sossego, sem dor, sem tristeza, e sem medo de partir. E partir para outro lugar. Porque quem parte sabe para onde vai, escolhe o seu caminho, e mesmo que não haja caminho fica a certeza que fizemos bem, e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, e a lembrar, até se conformar, e um dia então esquecer...

Quando um coração se fecha, faz muito mais barulho que uma porta

A conversa continuou por mais algum tempo. Falámos de muita coisa, mas faltou sempre algo, que eu não sabia bem o que era... talvez sejam as palavras que ficam por dizer aquelas que melhor se ouvem...

Å®t Øf £övë - Ouve, andei a tentar mentalizar-me da realidade, e agora iniciei o difícil trabalho de arquivar as memórias em que partilhamos a mesma mesa, a mesma cama, os mesmos dias. Não te quero esquecer, não te quero apagar da minha vida, só não quero é que ocupes espaço dentro dela quando esse espaço já não me traz nada de real.

Dä®k Añgë£ - Mas eu ainda vivo do que fomos...

Å®t Øf £övë - Esperei muito tempo até ter força para isto. Esperei que me quisesses, que me desejasses, que sentisses a minha falta. Mas não quero, não posso e não devo esperar mais. O tempo virou-se contra mim e estende-se à minha frente como um campo de pedras, sem árvores nem caminhos, que nunca vou conseguir atravessar. E eu cansei-me de te vender o meu sonho de felicidade com palavras, e de te tentar convencer a ficar ao meu lado. À medida que o silêncio me foi comendo os dias, fui-me sentindo mais pequeno, mais idiota, e mais ridículo por te ter tentado convencer que a nossa relação era possível.

Dä®k Añgë£ - O amor é como uma sombra, se corresse atrás dela nunca a conseguia apanhar, se lhe virasse as costas seguir-me-ia para sempre, mas eu sempre fiz tudo ao contrário... não foi?

Å®t Øf £övë - Pois... mas agora é tarde. Agora já me sinto demasiado cansado para poder fazer mais do que afastar-me. O silêncio é a única força autorizada, a distância é a única saída possível. Por isso respeita o meu silêncio, respeita a distância, respeita a minha escolha, quando não me é permitida nenhuma outra. Prefiro seguir em frente, num caminho escolhido por mim, do que continuar parado em frente a um muro, uma torre, um abismo, uma nuvem, ou um caminho sem saída.

Dä®k Añgë£ - Fica descansado, que nunca mais vais ouvir falar de mim...


A maneira como nos víamos um ao outro era agora bastante diferente. Não sabia qual era o nosso futuro, nem sabia bem o que queria. Acabámos por não esclarecer bem as coisas. Pareceu-me que para ela esta simples conversa chegou, e que tinha ficado tudo bem.

Eu próprio nos dias que se foram seguindo comecei a aperceber-me que as coisas entre nós tinham acabado. Agora já só havia, talvez... amizade.

Fui compreendendo melhor aquilo que sentia, que era apenas alguma tristeza pelo facto das coisas se terem passado da forma que se passaram. Ao perceber isso, vi que estava agarrado a essa tristeza, e não ao amor que poderia existir entre nós. Assim, deixei que a paz e o silêncio inundassem o meu coração.

(continua)

Sabem que o vírus da gripe das aves foi descoberto há 9 anos no Vietnam? Sabem que, desde então, morreram 100 pessoas em todo o mundo? Sabem que os norte-americanos é que propagandearam o Tamiflu (que é um antiviral) como preventivo eficaz? Sabem que a sua eficácia nos casos de gripe comum é questionada por grande parte da comunidade científica?

Sabem que, em caso de um suposto vírus mutável como o H5N1, o Tamiflu apenas alivia o padecimento? Sabem quem comercializa o Tamiflu? Os Laboratórios Roche. Sabem quem comprou à Roche a patente do Tamiflu, em 1996? Foi a Gilead Sciences. Sabem quem era o presidente da Gilead Sciences nesse tempo e é ainda hoje o principal accionista? Donald Rumsfeld, actual secretário de estado da Defesa dos E.U.A.

Sabem qual é a base do Tamiflu? Aniz estrelado. Sabem quem ficou com 90% da produção mundial desse arbusto? A companhia Roche. Sabem que as vendas de Tamiflu passaram de 254 milhões, em 2004, para mais de um bilião em 2005? Sabem quantos milhões mais pode ganhar a Roche nos próximos meses, se se mantiver o negócio do medo?

Ou seja, em resumo: Os amigos de Bush decidem que um fármaco como o Tamiflu é a solução de uma pandemia que ainda não ocorreu e que causou a morte de 100 pessoas em 9 anos. Esse fármaco não cura nem sequer a gripe comum. O vírus não ataca o homem em condições normais. Rumsfeld vende a patente do Tamiflu à Roche por uma fortuna. A Roche adquire 90% da produção mundial do aniz estrelado, base do antivírico. Os governos de todo o mundo ameaçam com uma pandemia e compram à Roche quantidades industriais do produto. Nós, ao fim e ao cabo, pagamos a droga, enquanto Rumsfeld, Cheney e Bush fazem o negócio...

ESTAMOS TODOS DOIDOS OU SOMOS IDIOTAS?

Resumo do Editorial da revista espanhola SALUD de Abril de 2006, por Jose Antonio Campoy