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Eu pensava que quando tu vinhas ter comigo... Estavas e eras. Estavas comigo e eras tu, e era por isso que vinhas, e era por isso que te sentias bem. Também pensava que esse teu estar, tão intenso e perfeito, era o inverso de todos os outros lugares onde por obrigação ou cobardia, eras obrigado a estar sem estar, e sem ser.

Mas entre o que tu e eu pensávamos, o tempo foi tecendo um manto de confusão e dúvidas, e agora já não sei onde estás, nem quem és afinal. Custa-me imaginar-te longe, viciado numa existência estéril e inglória, na qual não estás nem és aquilo que és.

Mas se calhar és mesmo assim, se calhar já te habituaste a viver fora de ti, não estando nem sendo nos lugares e nas palavras onde as pessoas pensam que te encontras. E se calhar é por isso mesmo que também não te consigo encontrar, porque estás tão habituado a estar sem estar, e a não ser, que ninguém te consegue encontrar, nem mesmo tu.

Mas não faz mal, porque tudo aquilo que não se procura, acaba por ironia, por nos vir parar às mãos. Por isso penso que um dia... uma tarde... ou uma madrugada... uma maré de sorte ou de coragem te pode trazer de volta. Mas isso só será possível quando, ao ouvires as tuas pulsações, reconheceres nelas o bater de um coração que afinal ainda pode ser teu. Tu que vives há tanto tempo alheado de ti mesmo, estando sem estar, e não sendo, à custa de ser aquilo que os outros esperam que tu sejas.

Talvez um dia voltes finalmente a estar e a ser como eu pensava que eras... e foste... só que desististe. E quando uma pessoa desiste de falar, de ouvir, de estar, e de ser, não há nada a fazer...

A idade não me pesa nadinha. Depois dos trinta tudo nos deve ser permitido, mas na verdade antes também já era, porque o "tudo" foi sempre pouco para mim.

Dez da manhã, entro para uma reunião, sobre assuntos que não me dizem muito respeito, mas sinceramente, gosto que me peçam a opinião, até porque tenho sempre algo a dizer. Tenho aprendido que todos devem ser ouvidos, é por isso que dou hipóteses a todos.

Na reunião está apenas um homem, que é olhado por todas nós com admiração. Sim... ele é um homem bonito... tem aquela beleza simples em que apetece tocar, e quem sabe... até acordar.

A reunião termina como sempre sem nenhuma decisão tomada. Saio para a rua, e apercebo-me que já é hora de almoço, quando ao ouvido me sussurram: "Podemos almoçar juntos?" - É ele, e está com um olhar maroto que nunca lhe tinha visto antes...

Embasbacada, respondo-lhe: "Claro que sim..." - sem perceber onde ele quer ir
- "Sempre me apeteceu convidar-te para almoçar, mas nem sei bem porquê, nunca tive coragem" - disse ele
- "Então... olha... nunca tinha calhado antes" - digo-lhe eu estupidamente, e caindo no ridículo de um lugar-comum
- "E que tal se em vez de almoço, fosse um jantar hoje?" - desafia ele
- "Porque não? Jantámos quando tu quiseres" - respondo-lhe eu enquanto sorrio
A ansiedade que varreu o resto do meu dia deixou-me sem apetite para o jantar... no estômago... só nervos...

Ele falou o tempo todo, e deu-se a conhecer como imagino ninguém o conheceria, e no fim do jantar, foi directo ao assunto: "Gostava de passar esta noite contigo"
Só então percebi que o hotel onde jantámos não tinha sido escolhido ao acaso. Bebi o copo cheio de uma vez...

Quem diria que ele por todas admirado, e elogiado, se revelaria esta força da natureza, que não me deixou dormir, e que mal me deixa sentar...

O meu peito está entre o "satisfaz mais" e o "satisfaz bastante". Um belo peito descobre-se com o tempo, mas há quem já não perca muito tempo a apalpar as mulheres. Talvez os decotes tenham sido destronados pelos tops da barriguinha à mostra. Será então que o silicone já passou de moda?

Eu diria que não, que o silicone é tão útil como o puré de batata de pacote, ou seja, há bocas que comem tudo e não percebem a diferença. Eu pessoalmente gosto muito de receber elogios ao meu decote... aprecio-os. É verdade que por esta altura, por ser Inverno, sofro sempre um bocadinho, por não poder usar tanto os decotes como gostaria.

A verdade é que eu gosto de decotes, e de evitar os soutiens... o meu maior prazer é evidentemente não usá-los. Coisa que faço sempre que posso. Apesar de, como já vos disse, me dar a ideia de que hoje em dia já não se liga tanto a um bom par de mamas. E o tamanho das mamas será que conta?

Eu tenho a ideia que a importância do tamanho é relativa, porque tenho amigas, que tendo-as pequenas, as aproveitam muito bem. O frio, como sabem, é bom amigo das maminhas, porque as torna arrebitadas, e mais bonitas. Mas não abusem, porque apanhar uma constipação acaba sempre por dar cabo de tudo.