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Os acasos nas nossas vidas são normalmente uma experiência marcante. São coisas que poderiam não acontecer, não são coisas esperadas, nem passíveis de previsão. É simplesmente o acaso...

Há pessoas que se assustam com o acaso, acham que é mau acontecerem coisas inesperadas, têm medo porque são coisas que normalmente fogem ao nosso controle, e há tantas coisas que nos fogem ao controle, muito mais do que às vezes nós pensamos. No entanto, se pararmos um pouco para pensar, apercebemo-nos que as nossas melhores, e mais bem sucedidas experiências, ou pelo menos as mais marcantes, deram-se pelo acaso.

O acaso, normalmente transporta sempre com ele uma forte mensagem, e no amor, para que ele se torne inesquecível, é preciso que os acasos aconteçam desde o primeiro instante. Eu nunca vi o acaso... mas acredito que exista, porque tudo acontece com uma finalidade, mesmo que por vezes nunca venhamos a descobrir qual é. E é isso que faz girar o mundo..."acaso" atrás de "acaso".

O amor também nunca o vi... mas acredito nele... aliás sinto-o dentro de mim... amo muito... amo com todas as minhas forças... por isso deixo-vos esta pergunta no ar...
O amor não será também ele sempre um acaso?

Jura
Que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois se desvanecem
Sem lembrança
Boa ou má
E por isso mesmo se esquecem

Jura
Que não vais ter uma aventura
Porque eu hei-de estar sempre à altura
De saber
Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura
E a razão não serena
Mas jura
Que se tiver de ser
Ao menos que valha a pena

Tema: "Jura" - Rui Veloso

A infidelidade é algo muito subjectivo e cuja definição é muito própria de cada um. Para mim, a infidelidade não é um comportamento exclusivo das pessoas com pouco carácter, pelo que é importante que cada um possa reflectir honestamente sobre o seu próprio comportamento. Acho que muito mais importante que fidelidade é a honestidade (ou falta dela) que as pessoas têm umas com as outras nos seus relacionamentos afectivos.

O que me choca não é a infidelidade (desde que assumida, com todas as suas consequências), mas sim a mentira e falsidade. Para a maioria das pessoas, a palavra infidelidade implica um relacionamento com uma forte componente sexual. Contudo, na realidade não é bem assim, é sabido que quase todas as relações começam por ser uma "amizade especial".

Não podemos falar em infidelidade apenas e só relativamente aos relacionamentos conjugais, porque podemos ser fiéis ou infiéis, leais ou desleais, correctos ou incorrectos sob várias formas, e em vários aspectos, relativamente a um sem número de questões. Sendo agora um bocadinho polémico, e até controverso... no que diz respeito às relações conjugais, há para mim, algumas questões que se levantam, e para as quais não sei se algum dia obterei uma resposta:

Será o Homem um ser monogâmico por natureza?
Ou será a monogamia um comportamento imposto pela sociedade?

Vemos tribos na Amazónia em que a poligamia é sinónimo de status. Os muçulmanos têm como derradeiro e último estado de alma, 40 (!) virgens no paraíso, à sua espera. A mim, a questão da fidelidade e infidelidade apresenta-se como um ensinamento que é transmitido de pais para filhos. É mais como uma tradição ou uma religião. São verdades tidas como absolutas na nossa sociedade. São comportamentos que nos são (mais do que ensinados) impostos como comportamentos normais (fidelidade) ou anormais (infidelidade) que, no fundo e pensando bem, atentam contra a liberdade de cada um. E a liberdade de cada um termina quando colide com a liberdade do próximo.

Somos obrigados a cumprir a lei. Temos regras, obrigações e deveres. E ainda bem que assim é... ou viveríamos num perfeito e permanente anarquismo. Mas, num mundo regido por normas, regulamentos e doutrinas, a única coisa que realmente é nossa, absolutamente livre e que ninguém controla (às vezes nem nós próprios) são os sentimentos.

Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Dr. Jorge Bucay

Conheço tanta gente, mas mesmo tanta gente que precisava de arranjar um "amante"...

É que se assim fosse tornavam-se pessoas melhores, menos cinzentas, deixavam de vigiar a forma como os outros vivem, e consequentemente de os criticarem por serem como são... e como eu odeio este tipo de pessoas... que gostam de nos julgar, achando-se donos da razão, e da verdade. Infelizmente tenho muitas pessoas deste género que tentam gravitar em meu redor como melgas, mas eu tenho sempre como principal preocupação mantê-las afastadas... não sei se é defeito, ou feitio, mas a verdade é que eu gosto de ser quem sou, e gosto de manter essas pessoas à distância.

Para elas eu grito bem alto: Arranjem "amantes", e deixem-me em paz com os meus "amantes", porque o que eu mais gosto de fazer é "namorar a vida".
E são tantos, e diversos, os incentivos e as motivações que eu encontro todos os dias para me manter "apaixonado pela vida"... pela vida e pelas pessoas...

Se for para levar o que diz o Dr. Jorge Bucay à risca, deverei ser então o mais "promíscuo" dos homens à face da terra, porque são tantos os meus "amantes" que já lhes perdi a conta!!! Desde desporto, a um bom jantar, ou uma noite bem passada entre verdadeiros amigos (aqueles que eu amo, e que sei que me amam sem concessões), à leitura, à música, e há tão boa música... a todas as restantes pequenas coisas, e momentos, que fazem de mim uma pessoa feliz.

Quando me apaixona dedico-me de "corpo e alma", talvez por isso seja tão "transparente"... Quando me apaixono pelos autores, passo a "namorar" os seus livros. Quando me apaixono pelos intérpretes e compositores, torno-me "amante" das suas músicas. Por isso, tive e tenho, muitos "amantes"...
Ah!!! Sim... mas há sempre "alguém"... Aquele "alguém"...

"Alguém" que me faz pensar em como a vida é bela só pela sua simples e pura existência neste mundo. A essas pessoas só me resta agradecer. A verdade é que elas às vezes nem desconfiam, mas são a minha motivação para viver. São o meu motivo para sorrir todos os dias. São o meu último pensamento antes de dormir, e o primeiro ao acordar. Estão lá... nos meus sonhos... em todos eles... na minha vida... com todos os detalhes...

Por isso, a todos aqueles que transformam a minha vida simples todos os dias em superproduções dignas de todas as luzes da ribalta, e que "emprestam" as suas cores para com elas colorir os meus dias mais cinzentos, só me resta agradecer por serem meus "amantes", e dizer o meu muito obrigado.

Porque como já dizia Marcel Proust:
"Devemos agradecer às pessoas que nos fazem felizes. São elas os jardineiros encantadores que fazem nossas almas florescerem"

Nada somos enquanto não houver quem veja que nós existimos, enquanto não houver quem ouça o que estamos a dizer, e enquanto não formos amados. Poucas coisas são tão estimulantes e aterrorizadoras como saber que somos o amor de alguém, porque receber carinho dessa pessoa é como receber o mundo sem perceber bem porquê.

O problema deste sentimento... do amor... é que só nos apaixonamos quando não sabemos por quem estamos a apaixonar-nos. A vontade de amar, e ser amado é tão grande, que nos apaixonamos rapidamente.

E apaixonamo-nos sempre na esperança de não encontrarmos na outra pessoa aquilo que sabemos que existe em nós. E quando isso acontece, e a maioria das vezes só acontece uma vez na vida de cada um de nós, podemos ficar apaixonados para sempre, e assim vermos juntos os anos passarem, e quando dermos por isso, estamos a viver um amor verdadeiro, para a vida.

Muitas vezes é ao lermos páginas alheias à nossa história, que acabamos por aprender pedaços de nós em palavras imaginadas. Nós pudemos controlar a nossa vontade, mas não pudemos controlar o que nunca aconteceu, mesmo que seja possível tentar prever, e tentar pôr através dos nossos dedos, e dos nossos lábios em palavras.

Muitas vezes deitamos a vida fora por um momento só... por um momento que nunca aconteceu. Lançamos tudo à eternidade. Costuma-se ouvir dizer - acabou - se acabou é porque começou, mas será verdade que só acaba aquilo que começou?
Eu penso que não...

A vida não começa, a vida nasce, cresce, amadurece e morre. A vida não acaba, ela morre. A vida não começa nem acaba. Um livro é que começa... uma história é que começa... uma guerra é que começa... o amor é como a vida, também não começa nem acaba...

Se dizemos que o amor acabou, é porque nunca nasceu. E se dizemos que o amor começou, é porque nunca aconteceu. O amor só é amor, quando nasce e morre.

A linguagem do amor é privada, silenciosa, e universal. Julgo que não há uma palavra específica para ilustrar o amor, uma vez que o amor se sente.

Reflecte-se no olhar... um olhar diz tudo... esconde-se num sorriso, numa mão que afaga o cabelo, nas pernas que se enroscam, no contacto da pele que nos faz transpirar e percorre o corpo todo, na respiração que acelera, e no coração que fica a bater mais forte.

Quando se sente as vibrações, e se está em profunda harmonia, e em completa sincronia, aparece o silêncio, não é necessário conversar, fica-se calado. Quando se está assim e se pega na mão de quem amamos, é bom ficar em completo silêncio, porque através das vibrações conseguimos transmitir a nossa mensagem, e o que estamos a sentir naquele momento... é uma mensagem sem palavras.

As palavras que não falamos tornam-se desnecessárias, porque se comunica com o coração... é assim a linguagem do amor... com ela entendemos até a dor... esta verdadeira harmonia não precisa de diálogos, porque basta deixarmos falar o coração, para que nunca sejam monólogos.

Será que a dor é inevitável, e o sofrimento opcional?

Eu considero-me uma pessoa bastante romântica, mas procuro pautar a minha vida pela racionalidade. Ao colocar-se esta questão está-se a pensar no amor, na dor de amar, sendo ou não correspondido, bem como do sofrimento que o amor pode causar.

Eu acredito que amar alguém que não mereça ser amada por mim, ou que não corresponda ao meu amor, é uma dor inevitável, porque eu não tenho a faculdade, e a liberdade de escolher por quem me apaixono.

Por outro lado, a opção de insistir num relacionamento que não está a resultar e que me magoa e provoca dor, é uma opção que faço usando o meu livre arbítrio, porque sou eu que escolho se vale a pena ou não investir num relacionamento com alguém que me faça sofrer, ou que simplesmente não me ame como eu acho que merecia.

Aqui tenho a hipótese de seguir por um de dois caminhos. Ou continuo a apostar numa relação que só me trás sofrimento e dor, ou começo à procura de outra pessoa, e de outro amor. Por isso é que o sofrimento é opcional, porque tenho a liberdade escolher, posso decidir por qual dos caminhos seguir.

É verdade que muitas vezes acabo por escolher o pior caminho, o mais longo, e o mais doloroso, mas mesmo assim trata-se de uma escolha, não é algo que seja inevitável.

O C.Valente lançou-me um desafio que consiste em enumerar os meus seis ódios de estimação. Poderei começar por dizer que por princípio odeio odiar... gosto muito mais de gostar... Mas como este desafio não se trata de falar de gostar, mas antes de odiar, vou dizer-vos seis coisas que eu não direi que odeio, mas que pelo menos me fazem uma certa confusão...


Desgraçar-me na FNAC - É que há tanta coisa maravilhosa que me torno compulsivo!!!

Fanáticos - Seja pelo que for... mas se forem benfiquistas a coisa piora substancialmente...

Ida das mulheres em dupla ao WC - Acredito que provavelmente existe uma mesa de pingue-pongue dentro do WC feminino, o que obviamente implica que as mulheres tragam sempre nas suas carteiras raquetes!!!

Fascínio feminino por sapatos - Talvez elas acreditem que cada par de sapatos foi pensado para uma ocasião e só deve ser utilizado com um tipo específico de roupa. Por isso a quantidade abusiva no armário lá de casa

Depilação feminina - Elas acham que são mais inteligentes que nós (o que nem sempre é mentira), mas precisam encontrar uma maneira de provar que além disso são mais fortes do que nós. Daí a depilação...

Menstruação - Provavelmente as mulheres não sentem absolutamente nada nesta época, mas como para elas o facto dos homens não a terem é injusto, o stress e as reclamações acabam por ser utilizados como retaliação


Vou passar este desafio a seis pessoas não por as odiar - embora possa parecer, só pelo facto de estar a lançar um desafio - mas por ter curiosidade de saber aquilo que elas odeiam. É que nós homens por vezes também somos uns "cuscos"...

Detesto despedidas, embora elas sejam tão triviais quanto qualquer outra coisa. Não gosto pelo simples facto de que a despedida por si só encerra... põe fim.

As despedidas marcam etapas na vida, por menores que elas sejam. Gostaria, sim, de nunca precisar de dizer "tchau" ou "adeus". Gosto sempre mais de dizer um "até logo" ou "até já".

Há despedidas que nos deixam um sabor amargo. Não pelo adeus, que esse nunca é definitivo, sabemo-lo nós, mas pelas palavras que queremos dizer e que ficam presas. E tudo se resume a um instante, um instante que de repente não queríamos que acontecesse.

Será que o mundo precisa de mais vírgulas e menos pontos? É necessário dividir, encerrar e classificar épocas da vida como capítulos de livros? Não sei. Mas gostaria de saber... Como acontece com todas as pessoas importantes da nossa vida, teremos toda a vida para nunca nos despedirmos!