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Embora eu não seja uma celebridade fui desafiado pela Tibéu a responder a 33(!) perguntas, tipo inquérito, ou entrevista, revelando um pouco sobre mim. Confesso que responder a perguntas sobre mim é coisa que não me alicia, no entanto vou procurar fazê-lo tentando não me expor demasiado.

1. Nome? Å®t Øf £övë
2. Porque te deram esse nome? Talvez por falar em demasia sobre o amor, por muito que o amor seja mais de se sentir do que de se falar
3. Fazes pedidos às estrelas? A minha felicidade é representada por pequenas coisas, como o sol, as estrelas, o azul do mar, ou belas noites de luar
4. Quando foi a última vez que choraste? Muitas vezes já chorei para que não fosse ela a chorar
5. Gostas da tua letra? Gosto da minha letra quando ela escreve palavras que fazem falar quem é mudo, que fazem ver quem é cego, que fazem ouvir quem é surdo... que fazem voltar a sentir, quem nunca soube o que era ter sentimentos
6. Gostas de pão com o quê? Mais do que pão seja com o que for, gosto das situações totalmente definidas, do tipo "pão, pão, queijo, queijo"

7. Quantos filhos tens? Tenho duas filhas que crescem depressa demais, e que precisam tanto do Pai como o Pai delas
8. Se tu fosses outra pessoa, serias teu amigo? Como a amizade nunca é demais, considerar-me-ia desde logo como meu amigo
9. Saltarias de bungee-jump? Saltar até saltava, porque o perigo exerce um fascínio quase irresistível sobre mim, mas quando me fossem desamarrar podiam enterrar-me logo de seguida, porque de certeza que estaria morto
10. Desamarras os sapatos antes de tirá-los? Primeiro desamarro os pés... depois desamarro os sapatos...
11. Acreditas que és uma pessoa forte? Eu sou uma pessoa forte, mas apesar disso preciso de ter sempre o meu porto de abrigo juntinho a mim
12. Gelado favorito? Strawberry Cheesecake da Häagen Dazs

13. Vermelho ou Preto? Vermelho... sim, porque os beijos vestem-se de vermelho... e o cheiro do amor é vermelho... não se vive sem o vermelho... nem se morre sem o vermelho...
14. O que menos gostas em ti? O que menos gosto em mim, é de gostar de tudo em mim
15. O que mais gostas em ti? O que mais gosto em mim, é de apesar de gostar de tudo em mim, saber que sou uma pessoa cheia de defeitos
16. De quem sentes saudades? Sinto saudades do que ainda não vivi. Sinto saudades do que ainda não fiz. Das coisas simples que nunca vivi. Sinto saudades do que ainda viverei...
17. Descreva que roupa e calçado estás a usar agora? Como qualquer bom portuga que se preze, estou de fato de treino verde e roxo!!! kidding... estou com calças de fato de treino, com uma sweet três vezes maior do que eu, e com meias, sentado à chinês, porque assim gosto de estar
18. Qual foi a última coisa que comeste hoje? Comer de comida?... Bem na dúvida talvez seja melhor eu não responder a esta

19. O que estás a ouvir agora? A música deste blogue... "El Corazón" de Arno Elias
20. A última pessoa com quem falaste ao telefone? O telefone tocou... outra vez o telefone... só poderia ser ela... e que bom que é ouvir a voz dela...
21. Bebida favorita? Tenho que admitir que gosto bastante de beber umas cervejas... ou umas caipirinhas
22. Comida? Volto a perguntar: Comida de comida... ou??? O melhor é também não responder a esta
23. Último filme que viste no cinema e com quem? Match Point com a Dä®k Añgë£
24. Dia favorito do ano? Todos os dias do ano, porque gosto de viver, gosto de "namorar" a vida

25. Inverno ou Verão? Verão, porque me remete sempre para as coisas e as sensações boas da vida
26. Beijos ou abraços? Gosto de me perder em beijos e abraços
27. Sobremesa favorita? Mousse de leite condensado
28. Que livro estás a ler? Os meus blocos de notas
29. O que tens na parede do teu quarto? A imagem do meu paraíso

30. Filmes favoritos? Inevitavelmente o "About Last Night", "Before Sunrise", e "Before Sunset"
31. Onde foi o lugar mais longe que tu foste? Brasil
32. Uma música? É impossível resumir a minha escolha a uma só música, porque a música fascina-me. A música é um fenómeno natural intuitivo e universal. Tem ritmo, harmonia e melodia. Ouvir música é para mim um prazer...
33. Uma frase? Se eu blogo logo existo, por isso se penso logo existo, e se penso que penso, é porque divago, por isso divago enquanto isso, divago enquanto posso, o quanto posso...

Espero depois destas respostas não ter perdido a minha credibilidade, que é a única coisa realmente importante que se pode e deve manter neste mundo da blogosfera.

Li um destes dias que a masturbação pode evitar o cancro da próstata, e que ejacular pelo menos cinco vezes por semana faz muito bem à saúde. Por isso vamos lá todos a tirar a mãozinha do bolso.

Lembro-me de me ter começado a masturbar quando estava no auge de uma paixão. Podem achar estranho, mas desde essa altura que eu vejo a masturbação, não como sinal de insatisfação, mas antes como um complemento, ou prolongamento de uma relação. É verdade que a masturbação continua pela maioria das pessoas a ser considerada uma perversão, porque ninguém acha normal que se possa "perder" tempo com a mãozinha, o chuveiro, ou a almofada.

Eu considero a masturbação tão saudável como o sexo, porque penso nela como uma espécie de estágio para o grande desafio que é o prazer a dois. Confesso que este assunto não me tem saído da cabeça só por causa da notícia do cancro da próstata. É que me tenho apercebido que há por aí muitas mulheres que nunca tiveram um orgasmo... Algumas já mo confessaram, outras desconfio. As mulheres que nunca tiveram prazer sozinhas, dificilmente o terão acompanhadas, porque o prazer depende e muito da libertação da mente.

A questão é que nenhum homem pode mentir no momento do orgasmo, porque nenhum homem satisfeito fica seco. As mulheres é que podem levar uma seca na cama, lugar onde deveriam também sentir os benefícios da humidade... mas a maioria das vezes mentem antes de lá chegar. Uma mulher que nunca sentiu um orgasmo deveria perder mais tempo com ela. Seja em casa ou no local de trabalho. Porque não quando se sente um calorzinho dar-lhe continuidade? Afinal o prazer será sempre o que dele quisermos fazer...

Eu sempre me aqueci como me apeteceu. Nunca fui menina de almofadas ou chuveiro, dois dos recursos mais procurados pelas minhas amigas. Gosto das minhas mãozinhas, e também não dispenso um filmezinho rasca de vez em quando gravado numa cassete antiga a dizer ARTE. Gosto de me masturbar, e gosto de sexo com outra pessoa, porque para mim uma coisa não invalida a a outra... bem pelo contrário... só nos torna mais válidas, e capazes em ambas as modalidades.

Há um estranho que mora dentro de mim. É alguém que tem sonhos, cujos sonhos não ousa partilhar com ninguém, mesmo que esse estranho que mora dentro de mim teime e insista em sair, em correr, ou fugir.

Esse ser estranho que mora dentro de mim confunde-me os sentimentos, não me deixa em sossego, e não gosta de mentiras, por isso acaba por me obrigar sempre a desvendar um pouco de mim, através de uma atitude, ou de alguma coisa que me obriga a dizer.

Esse ser estranho que mora dentro de mim, nunca se importa com o que os outros pensam, porque nunca sente a necessidade de agradar, bajular, ou suportar os outros, por isso gosta de me levar a fazer o que lhe apetece, quer eu queira ou não.

Esse ser estranho que mora dentro de mim, normalmente tem sentimentos puros, e é capaz de dizer palavras duras e directas, porque é sempre tão forte que não tem medos, nem dores, e tem a capacidade de me chegar a assustar com tanta transparência.

Esse ser estranho que mora dentro de mim, e com quem por vezes sinto a necessidade de conversar, não é mais do que as minhas próprias inquietações, e incertezas, e obriga-me a desconhecer-me em muitas ocasiões. De quando em vez, é bom dar "asas", e deixar "voar" esse estranho que há em mim...

Saí do escritório à hora de almoço, e como estava um dia cheio de sol, resolvi trocar o almoço por um café numa esplanada à beira-mar. Já na esplanada, de óculos escuros, e com o café na mesa, comecei a aperceber-me da conversa que vinha da mesa do lado...

Eram dois casais que falavam pelos cotovelos... ou pelo menos um dos homens, que para além de não se calar, falava muito alto, e gesticulava. Estava a falar de uma Mafalda qualquer, e repetia vezes sem conta uma das palavras que mais me irritam: "Oiça!", "Oiça!", "Oiça!".

As mulheres que os acompanhavam, simplesmente não falavam, e cheguei a pôr em dúvida se o estariam a ouvir, ou se já estariam a sonhar com uma limpeza de pele, ou aquela camisola que mandaram guardar na loja para o marido pagar. O tal que não se calava, falando da tal Mafalda, diz então: "Que habilitações tem ela para o cargo, não sei, mas toda a gente sabe que ela subiu na horizontal".

Eu já ouvi esta expressão umas centenas de vezes, e para além de me irritar, discordo completamente deste chavão. Porque será que qualquer mulher bonita que chegue a um cargo importante numa empresa, tem de ver a sua honra em dúvida? Porque será que um "começo por baixo" tem de acabar numa "subida na horizontal"? E porque será que nunca se acha que os homens sobem na "horizontal"? Quererá isto dizer que só as mulheres é que usam o sexo para fazerem carreira?

A mim não me parece, até porque conheço muitos homens que se serviram dos seus atributos físicos para alargarem o horizonte na horizontal. Mas na verdade todos eles saem sempre ilesos e sem mácula das suas conquistas, reforçando até a sua prateleira de troféus.

Numa empresa em que trabalhei havia um chefe novo e bonito, que já conhecia os gemidos de quase todas as minhas colegas, e eram elas que tinham o rótulo de "comidas", enquanto ele continuava a ser o jovem bonito e galante que ia preenchendo a estante.

Porque será que nunca ouvi nenhuma delas dizer que o tinha "comido"? Porque será que nunca ninguém duvidou da subida meteórica dele? Terá subido na horizontal?

Depois de todos estes pensamentos e dúvidas, do café tomado, e do corpo aquecido pelo sol, voltei para o trabalho, porque pelo sim pelo não há que garantir a carreira...

Why should you forget?
You have so much fear
Why should you forget?
When I only want your love

It's my soul telling me
Telling me to follow you
I want to give
Give you everything, everything, everything
Your forgiveness
But I know about love
I do know how to love, corazón
I do know how to love
I do, my love
Corazón, corazón

I want to give my forgiveness
I know it, my love

Why should you leave?
Understand me, I love you
And to fight for a worthwhile life
That is love
Understand it, my love
And I have forgiveness, I forgive you
I feel much more than affection
I feel love for you
I want to give you everything you wish for
Be my love, corazón
I know about love
You are, you are my heart
You are my heart
I want to give you love
Understand it

I want to forgive you
Be my love

It's my soul telling me
Telling me to follow you

Tema: "El Corazón" - Arno Elias

Há situações em que não conseguimos explicar o que se passa connosco. Até mesmo o frio, ou o calor que sentimos por vezes nos parece uma espécie de dor.

Seguimos o nosso caminho, sem dizermos a ninguém a verdade, por muito que a nossa vontade fosse contar, para que não nos digam que tudo não passou de um sonho, porque só nós é que sabemos que não foi um sonho, mas que aconteceu de verdade. Mas não sabemos como explicar...

Já não é a primeira vez que vos digo que gosto de espreitar por esta janela, porque é de onde ao longe eu vejo romãs, e onde apesar da ventania, as sílabas são sempre inventadas e reinventadas... por ela através dos seus olhos e das suas palavras...

Já foste a paixão
das minhas horas
desmarcadas,
já foste a precisão
incompleta,
a inacabada
loucura de um verbo.

Já foste o desenho
da minha vida
e a voz mansa
dos meus sonhos.

Foste tudo.

Hoje és a desilusão
perfeita do caos.


Por Ti... Com os Meus Olhos - Março 2009

Depois de "Canela e Erva Doce" e "Golpe de Asa", chegou agora a hora de Paula Raposo editar o seu terceiro livro de poesia "Nevou este Verão".

Paula Raposo nasceu em Lisboa, decorria o ano de 1954. Chegou a frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas não passou do primeiro ano. Interrompidos os estudos, foi trabalhar para um banco; trabalho que deixou em 1987, para trabalhar num escritório de contabilidade. Hoje em dia, concilia a sua carreira de escritora e poetisa com actividade que continua a desenvolver nesse escritório.

A sua poesia é livre, sem deslumbramentos formais no que respeita a métrica e rima, contendo em si uma contemplação constante, um encanto místico, onde o amor está sempre presente. A autora (in)define-se numa só frase: "Não sou definível, sou apenas uma mulher como as outras". (Magna Editora)

Há locais, espaços, e momentos que nos encantam, e deixam-nos arrebatadoramente em êxtase. Talvez seja a sua beleza que nos consiga transmitir serenidade e tranquilidade, deixando-nos profundamente em paz.

Quando nos deparamos com situações assim, somos como que convidados a aproveitar o momento para fazer uma reflexão pessoal à nossa vida, à vida dos outros, e ao mundo. Pensamos nos caminhos a trilhar, e a seguir, e nos valores pessoais a manter.

O que separa o TUDO do NADA, é um pequeno fio condutor que faz toda a diferença, e que pode significar a distância entre a vida e a morte.

A morte pode ser personificada por monstros, feios, maus, e estúpidos. A vida são todos os lugares, momentos, pessoas, e recordações que nos marcam, e que nos fazem perceber como é bom estarmos vivos.

TUDO e NADA está nas nossas mãos... só é preciso ter garra, determinação, e vontade de viver a vida. I have a wonderful life, in a wonderful world to live...