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Pois é... só sei que é hora de parar... de descansar... mas eu não vou desaparecer... continuarei por aqui... visitando os vossos espaços...
Até breve... obrigado...

Imaginem um restaurante super elegante. Imaginem-me de vestido preto. Imaginem que dentro da minha mala tenho um vibrador que não combina nada com o homem que tenho à minha frente.

Eu temia que ele fosse um daqueles homens na crise da meia-idade que sufocam uma mulher quando a beijam. Se virem nisto algum arrebatamento cinematográfico, desenganem-se. É assustador. E, pensando bem, talvez verdadeiramente assustador seja uma mala que se abre sem elegância, num restaurante onde quase ninguém sabe o que é a crise da meia-idade, e muito menos um vibrador.

Não vejo sexo neste homem bem parecido. Nem é por eu ter encostado o meu joelho ao dele e não ter sentido nada. Nem é por eu ter um vibrador na mala...

O meu telemóvel estava quase a tocar e eu... não sabia. Ele estava quase a tocar-me e eu... também não sabia. Tudo se precipitou no momento em que entorno o último copo de vinho tinto... e ele agarra-me a mão... e eu agarro no telemóvel que toca... e a mala abre-se caindo no chão... Momento de ouro do jantar... o vibrador rola no chão... que filme!

O vibrador foi um presente dos meus trinta anos, e para quem acha que já está fora de tempo posso garantir que nunca é tarde demais para vibrar... nem com um momento destes...

Não cheguei a ser vítima dos beijos sufocantes, já que o ambiente se tornou irrespirável. Ele ainda me disse delicadamente "Deixaste cair o teu perfume", e eu remato o momento com uma gargalhada e digo "Lá se foram as pilhas". Recolhi o vibrador para a mala, despedi-me, alegando cansaço, e fui embora.

O tempo em que recebíamos de presente varinhas mágicas e copos misturadores já lá vai. A era dos vibradores está aí. Há para todos os gostos e carteiras, daí eu ter-me esquecido do meu na minha... Lembrem-se neste Natal de dar coisas úteis às vossas amigas...

Gosto de chegar a casa e passear-me com o mínimo de roupa possível... Tenho a cama feita de lavado. O computador em cima das pernas, tiro os óculos e socorro-me de uma das hastes para chegar ao ponto que me interessa - o meio das costas - que a mão não alcança.

Depois gosto de ficar a falar para dentro do computador. Quando as palavras ficam presas no ecrã, deixam de estar à solta na minha cabeça. Um dia ainda vão perceber porque gosto tanto de escrever...

Chega um momento na nossa vida em que precisamos despir-nos de tudo para podermos lutar pelo que consideramos a nossa felicidade. Muitas vezes os nossos preconceitos, concepções, e estilos de vida arrastam-nos para uma determinada forma de viver.

Quem nunca pensou em atirar tudo para trás das costas para viver um grande amor?... Uma grande aventura?... Mudar de cidade?... Mudar de emprego?... Mudar de vizinhos?... Fugir só para se sentir mais feliz?... Quem nunca quis?... É preciso ter coragem para se encarar um novo caminho... refazer planos...

Vivemos num mundo no qual o que vale é o que aparentamos ser, o que temos, e não o que somos realmente. Precisas despir-te, livrar-te das roupas que não te cabem, que não foram feitas para ti e que não combinam com a tua alma. Precisas sair por novos caminhos... respirar novos ares... dormir na relva para acordares nas estrelas... caminhar entre nuvens... revelar-te como pessoa.

Precisas despir a tua alma... despi-la da dor... do medo... não te submeteres às regras estabelecidas e revelares-te. Precisas vestir-me de certezas e aquecer-me de ideias, encurtar os caminhos entre o discurso e a atitude, só assim estarás a andar para a frente... Estarás tu preparado para mudar?

Só te tenho pedido ao longo do tempo que temos passado juntos uma única coisa, que me digas sempre a verdade. Podes ir e vir quando e como te apetecer... correr atrás de quem quiseres... roubar-me dinheiro... afastar-me dos meus amigos... fazer-me cenas no trabalho... chamar-me todos os nomes...

Não gosto, mas aceito tudo, desde que não me mintas. Porque é que uma pessoa que pode fazer todas as maldades que lhe vêm à cabeça, com impunidade e protecção constante, precisa, para além disso, de mentir? Não percebo. Nunca irei perceber.

E o que é que eu verifico que mais me tens feito desde que estamos juntos, muito mais do que estragar-me a vida? Mentir-me... mentir-me sem razão... mentir-me sem medo de seres apanhada... mentir-me acerca das tuas próprias mentiras. E porquê? Porque gostas de mentir?

Não. Mentes só porque eu te peço para não me mentires. Custa-te mas lá consegues. Esforças-te para contrariar a tua fraqueza, tal é a vontade de me enganares e desiludires. "Posso ser má mas sou sincera..." - Estás sempre a dizer isto. E eu acredito, claro!!! Tens de me mentir para eu nunca saber de nada, julgando que sei. Fazes de mim um parvo para além de toda a estupidez possível...

Arrumei os meus sonhos numa mala... e caminho em círculos... Hoje tenho a consciência que fui frágil. Sinto-me perdido, sei que viveríamos à distância, só me farias companhia dentro de mim, mas teria alguém... eu seria de alguém. Não tenho vergonha de reconhecer os meus erros, eu não dispunha de mais tempo... ele esgotou-se.

Perdi o caminho, a direcção, a coragem. Todos os caminhos me levavam até ti... até mesmo os mais confusos... os mais loucos. Fui feliz por te ter nos meus braços... feliz por te ter encontrado... feliz cada vez que te vi sorrir... cada vez que te vi dormir...

Abri mão de um amor que não poderia vingar. Sinto que perdi algo que nunca tive completamente, mas que acreditei que teria algum dia, custasse o que custasse. Sinto-me perdido nas minhas dúvidas, nos meus conceitos de amor.

Sinto-me perdido no vazio que ficou da nossa cumplicidade, da nossa teimosia em acreditar nos nossos sonhos, cujas estruturas o vento levou para longe. Não há desastre maior do que a falta de coragem para lutar até o fim. Atingi os meus limites, mas sempre julguei que por ser por amor, os ultrapassaría com compreensão e esperança.

Nem tudo na vida é simples, e há um momento em que temos que assistir ao último capitulo, mesmo sabendo que a história poderia render mais umas cenas. Saímos deste filme em acordo, mas mesmo assim, ficou a sensação desoladora da perda dos caminhos, e do sentido.

Os nossos caminhos cruzaram-se um dia, e por algum tempo caminhamos em cumplicidade, mas o destino mandou-nos para lados diferentes e mesmo sabendo que temos que os seguir, sinto-me perdido sem saber por onde começar. Há um amor em mim que teve que arrumar as malas para partir. Vou em busca de novos caminhos, mesmo sentindo-me perdido...

Não choro porque teve fim... sorrio porque aconteceu...

Mais um destaque! Até fico sem palavras! Gosto muito de os receber, mas quem não gosta? Ainda acabo por me convencer que tenho um grupo de fãs e que escrevo bem! Agradeço imenso este destaque, como a todos os outros, mas acho que nem mereço, porque tenho andado a escrever pouco...

Desta vez quem me dá o destaque é a Shiazinha no seu blog "Pensamentos versus Ilusões". Nele é reproduzido o texto com o título de "Um Amor Perfeito" que foi publicado no "About Last Night". Como nota introdutória ela deixa as seguintes palavras:

A ti, Å®t Øf £övë - Arte do Amor - Que mais te posso dizer!... As tuas palavras fazem falar quem é mudo, fazem ver quem é cego, fazem ouvir quem é surdo... fazem voltar a sentir, quem nunca soube o que era ter sentimentos, pois permitem-nos ultrapassar as barreiras da VIDA e alcançar uma das poucas certezas, que pautam a nossa existência: "A certeza de um grande Amor... O meu, o teu, o nosso, o vosso, Amor Perfeito..."

Shiazinha, muito obrigado.

Por todo o lado se lê agora que o cinema é o maior culpado da frustração sexual. Os homens indignam-se, porque não há mulheres dispostas a ter sexo contra a porta do frigorífico... na padaria... em cima do estirador... na furgoneta avariada...

As mulheres não percebem como é que as outras mulheres - as que vêem nos filmes - ficam húmidas em dois segundos e atingem o orgasmo com eles ainda de calças vestidas na casa de banho pública. O cinema é tudo isto. A nossa vida normalmente é menos que isto...

O sexo em toda a parte devia ser obrigatório para deixarmos a caminha para momentos especiais, mas somos levados pelo óbvio, mesmo quando o momento é inesperado. Tenho uma amiga que se queixava de o namorado não querer sexo senão na cama. Péssimo, claro, mas, tal como ensinamos os cãezinhos a fazer chichi no sítio certo, também podemos levar o nosso namorado ao lugar que fantasiámos. A minha amiga tem agora outro namorado que gosta de sexo na casa toda... menos na cama. A justiça ri-se de nós.

Eu, que tenho uma casa com uma enorme varanda, não a tenho rentabilizado como devia. É que normalmente mostro a casa inteira e o momento da varanda é apressado para não parecer romântico. É também recente a minha descoberta - mas descobrimos tudo depois dos trinta? - de que os homens se assustam quando lhes mostro a casa. Como é que descobri?

Há aqueles que ao fim do jantar e três copos depois, nunca tendo a relação passado da amizade, me dizem: "Tu realmente és um bocado oferecida. Convidas-me para subir e ver a casa, e o que querias?"

Na verdade, não queria nada. Acho simpático agradecer a boleia e convidar para subir. Lá vem o cinema outra vez. Nos filmes, quando se vê uma cena destas, não é para comer tarte... Mas, meus amigos, ex-namorados e aqueles que hão-de vir, se vos mostrei a casa e a varanda e vos deixei ir em paz é porque nunca vi sexo em vocês.

Gosto da sensação de corpo partido, que no caso do sexo é muitas vezes a do dever cumprido. Aquele andar desconchavado, uma marquita ou outra no pescoço, uns arranhões nas costas, um soutien perdido... tudo recordo com prazer depois de umas horas bem passadas.

O gosto de mudar os lençóis também não o deixo para ninguém. Olho para o que ficou com um sorriso nostálgico, como se recordasse as fotografias da minha primeira comunhão. Também aqui é de comunhão que se trata...

É por isso que sexo na cama é bom. Não vejo nisto nada de antiquado. Gosto que fique impressa a história de uma noite. Depois é lavar e pôr de novo...


Sinto que o tempo de sermos nós...
Passou
Sinto que a vontade das nossas mãos se encontrarem...
Passou
Sinto que a ternura que existia nos nossos olhares...
Passou
Sinto que a distância que sempre nos uniu...
Passou

Sinto que apesar de tanto sentir
Ainda persiste a vontade de...
Nos reencontrarmos
E aí eu sinto... tu sentes
Que nada passou e tudo ficou...


Aprendi uma lição:
Descobri que acender um fósforo é perigoso em épocas de ventania

Mar Revolto

Numa determinada fase da minha vida decidi que mais valia ficar sozinho... e nunca tive tantas "namoradas" como nessa fase!!! A minha última paixão já me tinha passado e parecia-me a ocasião ideal para me isolar do mundo do qual me tinha fartado.

Porque será que as mulheres não resistem a um homem que quer mesmo estar sozinho, que nem sequer quer ter amigas só para ir para a cama com elas? Não se pode ficar sozinho e bem disposto neste mundo. Para se garantir uma solidão minimamente desacompanhada é preciso estar-se triste. Eu não estava...

Tinha algum dinheiro... carro... casa e outras coisas parecidas que também nos impedem de descer à mais baixa das misérias. O meu período "só" foi... um corropio!!!

As gajas entravam por uma porta num dia e saíam por outra no dia seguinte... raramente se cruzavam... cada uma era "atendida" no seu tempo, com um toque personalizado. Se calhar combinavam entre elas... capaz disso eram elas, tal era o desrespeito que me tinham. Só sei que muitas delas eram amigas umas das outras. Sei porque era destas que eu menos gostava. Foder uma amiga de uma amiga é chato, é como sair um cromo repetido. Então quando elas se fartam de nos imaginar com outras mulheres, como é do seu feitio, é sempre de temer que nos estejam a imaginar na cama com as amigas. Tira um bocado o tesão esta familiaridade.

Quando se está sozinho só se pensa em foder, da mesma forma que quando se pára de foder só se pensa em estar sozinho.

Fortaleço amizades pela paixão que transponho para tudo o que me toca verdadeiramente.

Revelo os meus sentimentos e deixo-os correrem livres nas amizades puras com as pessoas que se cruzam na minha vida.

Muitas vezes, considero-me feliz por conseguir cativar pessoas tão fantásticas, e presenteá-las com a minha alegria de viver, com a doçura dos meus sentimentos, com a sinceridade dos meus actos... e para quê???

Se a vida tem contrariedades que nos ultrapassam e que apenas nos resta erguer as mãos enquanto pudermos para lhes fazermos frente...