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Uma boa história de amor é o que realmente interessa e é importante nesta nossa vida. Mas para que isso aconteça, é necessário que se consiga viver um amor possível, o que cada vez está mais difícil de encontrar, porque à medida que o número de casamentos aumenta, paralelamente as separações também, e até em proporções maiores!!! Porque será que isto acontece? E porque será que cada vez é mais difícil encontrar um amor possível?

Talvez porque enraizámos na nossa forma de pensar que se um relacionamento não der certo, é fácil procurar e encontrar um novo amor. Mas não nos devemos esquecer que o sentimento de perda é doloroso, porque afinal, o fim de cada relação deixa sempre marcas profundas, e muitas vezes cicatrizes para toda a vida, ainda para mais quando estávamos certos de ter encontrado um amor possível.

Mas pior do que perder um amor possível, é nunca tê-lo encontrado, e acreditarmos que eles só acontecem nos filmes. Não nos devemos iludir, por isso temos que estar conscientes que encontrar um amor possível, é como sair-nos o Euromilhões. E quando isso acontece há que o ter bem presente na nossa consciência, e encará-lo como um presente, ou uma dádiva de valor inestimável.

Isso significa que temos que estar preparados para dividir o que temos, e desejarmos construir mais para termos mais o que dividir e partilhar. Temos que saber viver com a outra pessoa dentro de nós, e para isso temos que saber "queimar" todas as outras relações anteriores, e saber esquecê-las. Amar é aventurarmo-nos, e mergulharmos de cabeça sem nada saber.

As dores da alma perduram pelo tempo fora. As dores da alma podem manifestar-se de diversas forma. Podem ser amores mal resolvidos... ou um emprego que se perdeu de forma inexplicável... ou um casamento que quase antes de começar já tinha acabado... ou ainda uma amizade que acabou em traição.

Tudo isto são dores de alma... tudo isto deixa marcas profundas... e talvez por isso as dores de alma precisem ser trabalhadas, para que nos sirvam de lições, porque só assim podemos extrair delas forças para nos fortalecermos, aprendendo que o melhor de nós, está precisamente dentro de nós mesmos. Só se nos amarmos é que conseguimos ter auto-estima, para seguirmos em frente sem estarmos sempre com lamentações.

Só depois de sentirmos as dores da alma é que somos capazes de sentir o impacto que elas causam nas nossas vidas. Mas não há solução, nem forma de escaparmos às dores da alma, por isso quando elas surgem, há que saber ultrapassá-las através do amor, sabendo amar, deixando-nos amar verdadeiramente... sabendo sorrir para o mundo reparando nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia... sonhando porque só assim podemos chegar a realizar os nossos sonhos...

Não há nada para ultrapassar as dores de alma, como apaixonarmo-nos por nós mesmos, e por a vida que vivemos, acreditando no nosso poder de sedução, sabendo que depois de uma forte dor de alma o sol vai brilhar na nossa vida ainda mais forte.

Sou da opinião que a única verdade absoluta que existe, é precisamente não existirem verdades absolutas. É nas verdades absolutas que construímos a nossa personalidade, e estruturamos o nosso futuro. E ninguém contesta a veracidade das verdades ditas absolutas? Vivemos num mundo de verdades absolutas, mas superficiais.

Para mim a verdade que mais se consegue aproximar da verdade absoluta é aquela que está dentro de cada um de nós, essa verdade que é só nossa, que é a pedra basilar do nosso eu. A nossa verdade nunca será igual à dos nossos amigos mais próximos. Cada um tem as suas próprias verdades.

A cada experiência de vida que temos, as nossas verdades mudam, por vezes de forma drástica. Aquilo que acreditámos ser verdade durante anos, passa a não ser. Mas isso não quer dizer que se tenha tornado necessariamente em mentira. Simplesmente passou a ser uma não verdade.

A toda a hora nos questionamos sobre o que está certo ou errado, para a sociedade em que vivemos, ou até para nós próprios. Afinal todos fomos educados debaixo da tirania da verdade dos outros. Talvez por isso só quando nos é permitido pensar pela nossa própria cabeça, naquela fase em que contestamos tudo e todos, é que começamos a busca real da nossa verdade. Uns mais tardiamente que outros, mas acabamos sempre todos por chegar lá.

Chamem-me louco, mas eu só acredito furiosamente na minha verdade. Não a imponho a ninguém. É só minha. É a minha verdade absoluta.

Parabéns ao "Pedaços de Nós"

Parabéns a todos nós...


Faz hoje 4 anos que começamos este "livro" de nós mesmos, em que temos convivido e participado todos os dias ao longo de todo este tempo. Este blogue tem sido um espaço de todos que nele participam, ou participaram, onde têm sido partilhados pensamentos profundos, sonhos, receios, aspirações... enfim pedacinhos de cada um de nós.

Tenho que agradecer a todos os colaboradores, amigos, seguidores, e eternos anónimos que diariamente têm feito com que o "Pedaços de Nós" continue a existir, e a fazer sentido. O "Pedaços de Nós" não é com toda a certeza o blogue mais comentado, nem o mais visitado, mas para todos nós é o realizar de um projecto, e de um sonho... o escrever o que nos apetecer sem mentir a nós mesmos.

O "Pedaços de Nós" está aqui para durar...

À semelhança do que tenho vindo a fazer todos os anos, também este ano vou fazer um agradecimento público e personalizado a todos aqueles que se foram mantendo mais participativos por me parecer inteiramente justo esse reconhecimento e agradecimento. O meu muito obrigado pelo grande contributo e empenho, e os meus Parabéns muito especiais para todos vocês.


Diz a criadora deste prémio, que ele é um presente para blogues bonitos e criativos, por isso só me posso sentir muito honrado e orgulhoso pela Blogadinha, e a Tibéu considerarem este espaço como "um blog de sonho" ao atribuir-me o prémio.

Para mim o sonho é tudo aquilo que me encanta, cativa, ou arrebata, pela sua extraordinária beleza. Por isso este espaço, mais do que "um blog de sonho" , é um lugar onde escrevo o que sinto, como exercício para diminuir a minha febre do sentir.

Ao fazê-lo estou a construir paisagens daquilo que sinto. Tento expressar-me através do que escrevo com entrega de corpo e alma, e por isso nunca desistirei de tentar colocar toda a minha alma na "ponta da caneta" onde a "tinta" ganha forma, e se transforma em letras.

Sim porque as letras por si só não têm alma... mas podem expressar sonhos... sonhos esses que podem ser belos e criativos. Será que os meus sonhos são tudo isso? E será que são apenas sonhos? Deixo à vossa consideração...

Quem parte leva sempre saudades de alguém que fica a chorar de dor. É esta a beleza que existe entre a ilusão do ficar e do partir. Muitas vezes é necessário partir para conseguir ficar, e outras vezes é preciso ficar para conseguir partir de vez.

Ficar ou Partir?

Ficar tem o valor da estabilidade, da segurança, e do conhecido. E todos nós tendemos a amar o que conhecemos. É muito difícil partir, trocar o que conhecemos pelo desconhecido. Quando ficamos é porque temos a ilusão, e acreditamos que vamos conseguir alterar o que nos levou a pensar que deveríamos partir.

Quando partimos temos a beleza da aventura, porque quando se parte deixa-se tudo para trás. Por isso é preciso muita força para partir. Quando decidimos partir, tal como quando ficámos, é porque estamos com a ilusão de que encontraremos sempre algo melhor, mais perfeito. No fundo partimos em busca de um ideal. Só que esse ideal nem sempre existe, ou se existe pode não estar ao nosso alcance.

Entre o ficar e o partir, muitas vezes esquecemo-nos do principal, que é o motivo pelo qual nos decidimos a partir. Partimos em busca de algo diferente, só que nos esquecemos que o que nos leva a partir está dentro de nós, por isso talvez o fundamental seja nós termos a capacidade de mudar.

Nunca devemos partir, deixando ficar uma parte de nós para trás, tal como não devemos ficar, deixando partir uma parte de nós. Mas pior do que partir ou ficar, é não deixarmos os outros partir, sendo que isso acarreta infelicidade para quem não partiu, e para quem não deixou partir, pensando que assim seria melhor. Para quê ficar, ou impedir a partida se por causa disso vamos fazer infelizes quem nos rodeia?

A vida é mesmo uma teia em que é possível partir ficando, e ficar partindo, e em que muitas vezes só se consegue partir quando nos obrigamos a ficar, e outras vezes ficamos porque nos obrigamos a partir... Existe beleza no partir e no ficar, desde que estejamos por inteiro seja lá qual for a nossa decisão.