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Recebi o prémio "Blog Dourado" da minha amiga Freyja. Este é um prémio com um grande significado, porque não só valoriza o bom trabalho realizado através da escrita, como também simboliza a união, a amizade, e é um vínculo para quem o recebe.

Este prémio "Blog Dourado" tem um simbolismo que procura ser passado através das cores. O Dourado é a cor da sabedoria, da clareza de ideias, e da riqueza... riqueza no sentido de emoções, e pontos de vista. O Azul simboliza a paz, e a profundidade.

Quero entregar o prémio "Blog Dourado", a três pessoas que muito representam para mim, e que na minha opinião reúnem todas estas características - Alegria, Amizade, e Sabedoria: foryou ; Ana ; e Aorta

Ter bons amigos é um dos maiores prazeres da vida. Contudo, ser bom amigo é um dos mais difíceis compromissos. Nos nossos dias parece que é cada vez mais difícil. Crescemos ao lado de alguém, convivemos, tornamo-nos amigos inseparáveis... mas um dia, por motivos profissionais, familiares ou financeiros, vamos para outras paragens, e ficamos muito mais distantes dos amigos.

Os anos vão passando, as tarefas vão-se multiplicando, a vida vai-nos envolvendo com tantas coisas, e o tempo vai-se tornando sempre mais curto para os amigos... que estão sempre tão distantes. Por isso, é que eu costumo ter sempre isso em atenção, para não perder de vista aqueles que eu considero de verdadeiros amigos, e que na realidade são muito poucos.

Marco encontros, e a frequência com que faço depende sempre da distância a que me encontro deles, mas procuro com que não se passem mais de três meses sem estar pessoalmente com eles. Depois ainda tenho o telemóvel que também me vai permitindo manter um contacto mais frequente.

Procuro também usar a tecnologia, embora cada vez me vá apercebendo mais que há demasiada gente que anda por aqui, e que não gosta de dar a cara, e de se assumir. Eu procuro sempre manter as linhas de comunicação abertas, porque a única forma que eu tenho, e conheço, para conservar uma amizade, é sendo amigo também.

A vida tem destas coisas... é aquilo que fazemos dela, é o livro que escrevemos todos os dias por nós próprios, umas vezes de forma mais clara que outras, mas chegamos sempre a qualquer conclusão. A vida é sofrimento e alegria. A vida são os altos e os baixos que cada um ultrapassa à sua maneira, umas vezes melhor, outras vezes pior, porque a vida também é ganhar e perder, mesmo que seja no, e para o amor. A vida é uma renovação constante do nosso "eu".

Mas a vida também é desilusão e esperança... no amor, na paixão, e no desencanto. A vida é a nossa verdade e aquilo em que acreditamos... porque é antes de mais a nossa vida... que tem destas coisas...

A vida é feita de força, de esperança, e de coragem. A vida não é desistir, mas antes insistir. E sobretudo a vida é chegarmos um dia e olharmos para trás e dizer: vivi a vida que quis, a vida que fiz, a vida que mereci... porque fui eu que a escrevi, no livro da minha vida. A vida tem destas coisas...

As lembranças deixam sempre saudades... saudades de reviver cada momento, de sentir as mesmas emoções, mesmo que tudo se tenha passado há muito tempo. Saudade é fazer todo o esforço para esquecer, mas perceber que as lembranças ainda estão bem vivas em nós.

Saudade é ter a impressão de que nada aconteceu, de que ninguém que nos é querido morreu ou partiu, e que a qualquer momento, não importa se aqui ou noutra vida, retomaremos o trajecto interrompido pelo inesperado...

Às vezes há textos com os quais nos "esbarramos" no meio da nossa "navegação" por este imenso "mar" que é a internet, e com os quais nos sentimos profundamente "tocados". Esta história provocou-me essa sensação, porque é uma situação que infelizmente já nos sucedeu a todos, que é deixar de ter tempo para os amigos, ou outras coisas às quais deveríamos dar mais importância. De facto às vezes esquecemo-nos destas pequeninas coisas...



Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de acordo em dizer que sim. O professor pegou então numa caixa de fósforos e vazou-a dentro do frasco. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a responder que sim. Logo, o professor pegou numa caixa de areia e vazou-a dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um sim retumbante.

O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou:

"Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas importantes, a família, os filhos, a saúde, a alegria, as amigas, as coisas que vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, e o resto é só areia".

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: "Então e o que representa o café?"
O professor sorriu e disse: "Ainda bem que perguntas! Isso é só para lhes mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo".

Quando as coisas da vida vos parecerem demasiadas, lembrem-se deste exemplo do frasco, porque vale sempre a pena parar e pensar um pouco nestas palavras...

I lied to you, I see it in your eyes, burnin' questions.
I should have talked to you, but I wasn't strong enough to face you, and tell you.
I know it's gonna break you. I know it's gonna take you down, but I gotta tell you...
it's over girl now.
I move out, and I walk out on you. Nothing's gonna to change, so now. I move out, I run out on you, cuz life is pretty cool without you.
I don't wanna lie to you. No, I can't fool your pretty face so beautiful.
Why should I change my mind a thousand times?
It can't go on... no we can't go.
I don't wanna hurt you, I don't wanna break you down, but you gotta believe me...
it's over girl now.

Tema: "Cool Without You" - Di-rect

Quando estou apaixonado, a mulher que amo vive dentro de mim, faz-me sonhar, faz-me ver o mundo com mais nitidez, a minha vida ganha contornos novos, descubro coisas boas, estou mais atento, sinto-me vivo, e sinto sobretudo que vale a pena viver.

Quando se dá tudo fica-se sem nada, e o pior é que uma pessoa habitua-se a ser assim, idiota e estúpida, até ao dia em que lhe cai o mundo em cima, e percebe que perdeu tudo.

Poucas pessoas conseguem atribuir real importância às reticências. A maioria das vezes, elas passam despercebidas, quando não são solenemente ignoradas. Para mim, as reticências são fundamentais, sobretudo naqueles casos de duplo sentido, nos muitos subentendidos de conversas vagas, nas situações pouco claras, nas esperanças falsamente criadas, nos convites a "algo mais", enfim, em todas as circunstâncias nas quais a precisão e o verdadeiro não figuram entre as minhas prioridades.

Eu, pessoalmente, gosto de reticências, sobretudo pela liberdade que elas me permitem, porque não sou a favor das situações totalmente definidas, do tipo "pão, pão, queijo, queijo". Todos nós, na vida diária, nas nossas actividades, e sobretudo nas coisas do amor necessitamos, em algum momento, de utilizarmo-nos de algum subterfúgio. Para evitar confrontar as pessoas com alguma mensagem muito directa.

O único problema das reticências é que elas não aparecem de modo claro na linguagem oral, só naqueles "balõezinhos" acima da cabeça das pessoas nos desenhos de revistas.
Eu pergunto: o que seria do amor sem as reticências? O que seria de nós se precisássemos dizer tudo de forma clara, absolutamente sem ambiguidades, sem essas omissões convenientes, sem os subentendidos de linguagem?

A vida é contraditória e cheia de surpresas, por isso não podemos, nem devemos comprometer as possibilidades infinitas do nosso futuro com frases cortantes que encerram apenas as limitações do presente. Vivam as reticências...

"A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos deixam sem fôlego"

Por isso, sinto que a importância das coisas revela-se na intensidade com que é vivida e não no tempo que dura. A emoção e a intensidade com que vivemos os momentos é algo inesquecível, mas por vezes temos que "mastigar" bem a vida para ela nos dar alguma satisfação.

O tempo e os anos passam por mim, mas fica a experiência, a saudade, e a inteligência, porque elas são fruto do que vivi, e do quanto amadureci.
Viver é arte de realizar os nossos sonhos... por isso nunca desisto dos meus... Acredito, e procuro realizá-los... Porque afinal, sonhar não custa nada...
Procuro encontrar dentro de mim a energia para ser, e ter, a vida que desejo, porque o Sol da Vida só pode estar dentro de mim.

A realidade virtual, é isso mesmo virtual...
Ninguém sabe que rosto, ou que história de vida está por detrás de cada nickname, no entanto partilhamos opiniões, visões, frustrações, alegrias... escrevemos o que nos vai na alma, na esperança que alguém nos leia... ou não...

É realmente muito complicado, mas como tudo na vida, estamos aqui porque esperamos receber algum tipo de feedback, e criar afinidades com alguns desses "anónimos" que se "escondem" atrás de cada nickname.

E é assim que as afinidades acontecem, e nós criamos laços virtuais com quem gostamos de partilhar sentimentos de alegria, aceitação, apoio, e companheirismo... Com quem gostamos de partilhar pequenos miminhos...

Por isso a Ignota,
e a (Un)Hapiness ofereceram-me estes dois miminhos, que eu vou partilhar com quem mais me tem proporcionado momentos de alegria, apoio, e companheirismo.

Assim podem colocá-los em destaque nas "prateleiras" dos vossos respectivos blogues:

Aorta; Oliver Pickwick; Secreta; Freyja; Erotic Spirit; Um Momento; Mel; Rachel; Cöllyßry; AcidoCloridrix

Na vida estamos todos os dias a aprender. Não podemos viver a vida com cobardia, não podemos desanimar ao primeiro desafio. Há que saber tirar proveito de tudo o que nos acontece, seja bom ou mau. Porque nem tudo é tão bom quanto parece, nem tão mau quanto possa parecer.

Como todas as pessoas já fui sujeito a várias contrariedades, mas sempre tentei ultrapassa-las de cabeça erguida e isso só me tem enriquecido como homem, só me tem tornado numa pessoa melhor. Não sou nenhum herói, nem sequer sou especial.

Nasci para viver, e viver é desde o primeiro momento uma luta. Desde o momento em que saímos do ventre das nossas mães e somos acolhidos por mãos estranhas, luz estranha, ruídos estranhos... a partir daí está determinado que a nossa vida será de sobrevivência.

Cabe-nos saber aprender todos os dias, todas as horas, todos os minutos... aceitar e tirar o melhor proveito de tudo. Porque nós nascemos para viver, e isso inevitavelmente passa pela dor!