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Tenho para mim a ideia de que o casamento é completamente contranatura. Se na vida tudo se muda, desde amigos, carro, emprego, cidade, etc, etc... porque será que a pessoa com que escolhemos viver, terá de o ser para todos os dias da nossa vida, "até que a morte nos separe"?

A vida de cada um de nós é uma autêntica linha, que nós vamos traçando. Ao longo desse trajecto por vezes encontramos alguém que se encontra em perfeita sintonia connosco, e por isso conseguem-se estabelecer relações e compromissos para o futuro.

Mas no meu entender, o futuro não terá que ser forçosamente para todo o sempre. Isto porque ao longo desse trajecto que vamos construindo durante a vida, por vezes as direcções para as quais se segue começam a divergir, e quando isso acontece dificilmente se voltam a cruzar... porque as pessoas mudam... porque os gostos mudam... porque as ideias mudam... porque as prioridades mudam... porque tudo muda...

Por isso muitas vezes eu me pergunto:

O acto de casar por si só, não será a primeira crise matrimonial???
Afinal em que casamento é que não há crises matrimoniais???
E mesmo em situações de crise não devemos ver só os defeitos do outro, e então onde estão as virtudes?
Não é fácil gerir estas coisas!!!

E para mim ver um casal de costas voltadas um para o outro deixa-me triste, e ainda mais triste fico quando percebo que cada um ruma para o seu lado, em vez de rumarem os dois no mesmo sentido.

Eu gosto de mamas... Não acho que seja paranóia minha. Nisto de mamas eu tenho o espírito democrático. Gosto delas independentemente se são pequenas, médias ou grandes.

Para mim continua a ser um mistério o formato delas... nunca percebi bem porque é que algumas mulheres as têm grandes e outras não. Porque é que há tantas formas e feitios. Talvez seja por isso que são tão fascinantes.

Acho que podemos comparar as mamas às impressões digitais. Não há um par igual ao outro.

Humm... comparar mamas a impressões digitais!!! Parece-me uma comparação de gosto duvidoso. Eu respeito, e admiro muito esses belíssimos adornos com que as mulheres nos presenteiam, e ainda para mais porque têm de aguentar o seu peso o que reconheço não deve ser tarefa nada fácil.

Sem elas... as mamas... o que seria deste mundo?

A vida está cheia de obstáculos. Para que tudo nos corra o melhor possível, temos que acreditar em nós mesmos. Temos que ter o desejo de melhorar a nossa vida a cada dia, por isso temos que nos motivar e procurar pessoas positivas, e acreditar intensamente em coisas boas.

Sei que palavras são apenas palavras, mas ficamos sempre amarrados e presos àquilo que falamos, porque as palavras geram imagens que produzem sentimentos, que por sua vez produzem pensamentos que geram emoções.

Devemos acreditar em nós mesmos, e não aceitar condições que nos possam prejudicar. Temos também que eliminar todas as frases negativas, como: Não posso! Não vou conseguir! Não vou ser capaz...! Nunca irei ser feliz...!

Este tipo de frases podem produzir bloqueios, derrotas, fracassos e desânimos na nossa vida. Nós só podemos vencer se continuarmos a lutar sempre até ao fim, porque uma pessoa vencida nunca vai até ao fim. Para se vencer não se pode desistir.

Devemos sempre criar dentro de nós o desejo de vencer. É verdade que todos passamos por períodos de desânimo, de derrota, ou de prostração, mas depende de nós mesmos se continuamos, ou se desistimos. Temos que nos motivar a cada dia, acreditar em nós próprios, e ter um enorme desejo de vencer.

As mulheres quando amam, não têm complexos em pensar que "pertencem" a alguém, enquanto que nós achamo-nos na obrigação de "pertencer" a todas as mulheres do mundo. É por isso que as mulheres quando vêem um homem de que gostam, vão simplesmente "buscá-lo", sem o mínimo respeito.

No fundo, nós existimos para que as mulheres possam medir forças entre elas. As mulheres são em boa verdade muito pouco levianas, embora gostem de brincar com as nossas expectativas e vaidades. As mulheres estão sempre prontas a considerar que são elas que se metem connosco... embora gostem de nos deixar a pensar o contrário.

A caixinha que mudou o mundo, não foi a televisão, meus amigos. Foi uma caixinha espevitada de comprimidos azuis, e que diz na embalagem Viagra. Nunca tive muito contacto com medicamentos, ainda que qualquer infância não seja infância sem brincar aos médicos. Curiosamente atraio imensa gente hipocondríaca. Será que vêem em mim a continuação dos problemas, ou a salvação?

Vamos lá a ver... não é vergonha nenhuma tomar Viagra. Pelo contrário. Felizes os que têm posses, e (à) vontade para o comprar. Para mim é que foi a primeira vez que estive com alguém que o fazia, e fiquei com uma ligeira taquicardia mesmo sem os tomar, e foram milhares as perguntas em atropelo que me surgiram na cabeça...

- Será que um homem se sente ofendido se uma mulher em pleno acto gritar... Viagraaaaaa? Será traição?
- Uma mulher deve oferecer-se para ir buscar os comprimidos com um copinho de água, ou devemos ignorar que ele os toma, para não o ofender?
- E andar com uma caixinha suplente na carteira será de mau tom?

Que fique bem claro que sou capaz de gostar de um homem que tome Viagra, porque isso apenas significará que ele é capaz de fazer das suas fraquezas o seu forte.

Há muito que tento chegar a uma conclusão sobre a força mais poderosa que podemos experimentar. Por ser o mais antigo, e ser o mais respeitável, o Tempo lidera esta tabela.

O Tempo cura tudo, segundo dizem. O Tempo, apazigua tudo, e cola os cacos. O Tempo é o braço direito da Natureza e do Pai de tudo, acirra-nos o ódio, mas também nos purifica a alma.

E o Amor. Ah sim, o Amor. Apesar de ser mais jovem que o Tempo, apesar de ser mentiroso, o Amor ainda é a razão pela qual o Tempo existe. Para o provar, para o desmentir, para o fazer morrer e ressuscitar.

O Tempo e o Amor têm uma relação que nunca será bem percebida, uma ligação cúmplice que aponta o caminho e o desnorteia a seguir. Todos nós, pequenos seres, similares na nossa insignificância, apenas podemos esperar ser bafejados por um e pelo outro... pelo Amor e pelo Tempo.

Tirei do armário meia dúzia de peças de roupa e dois pares de sapatos, para a viagem que ia fazer. Deixei o carro em casa e fui apanhar o pendular. Sentei-me em primeira classe, e prevendo que o sono iria chegar, resolvi descalçar-me, e quando estava a esticar as pernas, chegou um homem que se sentou mesmo ao meu lado. Ele tinha um ar tão clássico quanto perfumado. Raios! - pensei - e fechei um olhito, deixando o outro entreaberto a vigiar o ambiente. Entretanto adormeci.

Quando acordei, temendo que o fiozinho da baba me tenha traído a figura estudada, resolvi voltar a calçar-me, e enquanto o fazia, ele sorriu e disse-me: "Não devia calçar-se. Tem uns pés lindos!" . Soltei um risinho que não me fez recuar.
"Que número calça?" - eu disse-lhe, o que o fez sorrir.
"Ainda bem que não é demasiado alta" - disse ele simpaticamente.

O que ele devia querer dizer é que sou baixa, e vou bem no número que calço, para não cair dos pés... Este foi precisamente o momento em que pensei que ou me calo para sempre, ou já não lhe dou com os pés.

O comboio chegou a Coimbra, e restava-nos menos de uma hora de convivência. Foi então que lhe resolvi perguntar como se chamava, e perguntar-lhe o que fazia, ao que ele me respondeu, e devolveu as mesmas perguntas, às quais também eu lhe respondi. Entretanto já estávamos em Espinho...

No Porto não tinha ninguém à minha espera, apenas um fim-de-semana de spa, e amigos era o que previa, e era tudo o que me apetecia. A ele deve ter começado a apetecer mais qualquer coisa, porque de repente perguntou-me: "E se viesse jantar comigo hoje?". Só um homem com uma personalidade muito forte teria coragem para fazer um convite assim. E porque não?... - pensei eu (este é o meu pensamento preferido quando estou receptiva a todas as possibilidades).

Antes de jantar fomos deixar as malas ao hotel, e estava eu no meu quarto a retocar a pintura, quando ele bateu à porta. Vinha aparentemente confiante, entrou no quarto, e sentou-se em cima da cama, de comando de Tv na mão, e começou a fazer zapping enquanto esperava por mim. Entretanto lá saímos em direcção ao restaurante...

À segunda garrafa de vinho comecei a sentir um fracote por ele, e já o meu pensamento estava no acolhedor quarto de hotel, quando ele decide baixar o tom de voz, e falar-me do fracasso do seu terceiro casamento...

"Ó céus!" - pensei - "Queres ver que ele está a pensar no quarto? Mas não é nesse quarto que eu quero que ele pense, é no outro...". Ele fez questão de pagar o jantar, e eu de o convidar para dançar. Umas amigas minhas punham música num bar, onde os hits dos oitentas não nos chocariam.

Quando lá chegamos, empurrei-lhe um Whisky pela goela abaixo, e uns minutos depois já ele estava pendurado no pescoço das minhas amigas. Tudo estava a correr bem até ao momento em que ele começou a dançar o "Just like heaven" dos Cure como se fosse o foxtrot!!! Arrasou-me...

Fui emborcar às escondidas uns shots, enquanto ele jingava tudo o que havia nele. "Ai que medo" - pensei. E lá fui eu de sorriso posto bambolear um bocadito com ele. As minhas amigas devem ter notado qualquer desfasamento, porque pouco depois começou a trocar um slow, coisa nunca vista nestes bares. A meio do enrolanço, já qualquer coisa tilintava surdamente nele, e dali ao quarto do hotel, foi só mais um passo...

Quando entrámos no quarto, ele gritou: "Estou tão feliz! Casa comigo". Eu depois de ter emborcado duas garrafas de vinho, e uns dez shots, já me via de grinalda e cachucho de noivado, e num momento de lucidez pensei: "Calma, que tu nem sabes se ele tem pêlos no peito. Não te precipites para o abismo..."

Há vida no amor, e não há vida sem amor.
E como eu gostaria que o amor fosse sempre sem exigências, com sinceridade, sem prisões, com liberdade, sem exageros, com ternura, sem nada de muito impossível a não ser a certeza terna de que vale a pena.
Muitas vezes posso não saber o que quero em muitos aspectos da minha vida, mas tenho sabido sempre o que EU NÃO QUERO!!!
Consequentemente, construo mudanças... por isso não poderia deixar de estar de mais acordo com esta frase, e de me rever nela:

"Só a vontade do homem mede a distância entre o possível e o impossível"