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A atmosfera romântica tomou conta da blogosfera, e por isso a
foryou do blogue again for you and me atribuiu-me o prémio "Destaque Cupido Fonte de Amor"... ou seja, fui "flechado" a falar sobre o que é o amor...


De que é feito o Amor?
O Amor é feito da soma de muitas coisas... de vontade... tempo... espera... respeito... paciência... doçura... proximidade... generosidade... sonho... paixão... e também de alguma tristeza... Há pessoas que ficam tristes quando se apercebem que se vão apaixonar, e outras que ficam ainda mais tristes quando se apercebem que não conseguem atingir esse sublime momento que faz parar os ponteiros do relógio.

É muito difícil amar... amar sem tempo... sem exigências... sem medo. Amar por amar... querer sem pensar... sonhar sem recear... O que eu mais gosto no amor é da paixão, do desejo, da serenidade, e da vontade de construir tudo à imagem do que sentimos. Mas o amor é muito mais do que isto, o amor é muito mais do que querer, desejar, sonhar, e amar.

O amor é partilhar uma vida numa entrega sem limites. O amor não tem nada a ver com grandes presentes, jantares-surpresa em bons restaurantes, viagens-relâmpago, ou garrafas de champanhe. O amor alimenta-se com beijos, sorrisos, palavras, e ideias. O amor leva-se a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, e é por isso que quem ama promete sempre tudo sem pensar, porque quando estamos apaixonados, respiramos amor até quando estamos calados ou a dormir.

Mais do que uma paixão que se consome a si mesma e desaparece sem deixar rasto, o amor sabe ser calmo, sereno, sem medo nem dúvidas. O amor quando chega e entra na nossa vida muda tudo... e tudo na nossa vida muda. O que havia antes apaga-se, deixa de fazer sentido, e reduz-se à insignificância de passado que já passou. Amar alguém é começar a viver outra vez, e esquecem-se as desilusões, o medo de falhar, e aqueles que nos amaram, ou que nós pensamos ter amado morrem sem dor dentro de álbuns de fotografias, ou de cartas já sem voz.

Há instantes de amor perfeitos, momentos perfeitos em que sentimos por breves segundos as mãos entrelaçarem-se enquanto alguém nos diz ao ouvido:
"Estás enganado, pode ser isto o Amor"
E pode... e deve... e nós até queremos que seja...
É este o amor que nos faz sermos felizes, sempre, apesar de tudo, e acima de tudo. E o resto são pequenos nadas que pertencem ao mundo dos comuns mortais. O Amor continua a ser um mistério que não sabemos como começa, nem onde acaba... que transforma tudo, e mente muito bem.


Agora passo adiante o prémio, atirando flechas de amor a 10 blogues que falam, e respiram amor por todos os seus poros. Os indicados devem fazer o mesmo e "flechar" outros tantos blogues...


Like a Summer in Paris... at night
Far away from all my worries... I can live again
Far away from the cool... I run away... to Paris
And in your arms, I forget myself... all night long

Summer in Paris...
Like a Summer in Paris... at night
A sublime desire of a Summer in Paris
I miss that kiss...
On Summer in Paris...


fotografia: Å®t Øf £övë
música: Summer in Paris

Não compreendo as mulheres que choram a qualquer momento por tudo e por nada... Irritam-me... porque parece que vertem lágrimas como se estivessem a fazer chichi. Ao menos eu, quando sinto vontade de chorar, finjo que estou com um aperto, vou à casa de banho e abro as torneiras para molhar a cara.

Não pensem que sou contra o choro. Não, nada disso, até porque as lágrimas nas mulheres... refrescam-me... levantam-me a moral... e às vezes até lhes lambo os cantos dos olhos... a mim sabe-me como beber umas caipirinhas... só que sem álcool... inteiramente naturais!!!

Quando digo "não chores" funciona sempre, porque só de mencionar o verbo "chorar" emociona-as, e liberta-as para chorarem ainda mais!!! Só intervenho com palavras de esperança, e de amor quando elas vão longe de mais e começam a pingar do nariz.

As mulheres depois de chorar ficam quase sempre com vontade de fazer amor. É como se apanhassem uma chuvada... ficam todas molhadas... e eu funciono como a toalha que está mais à mão... E as que choram depois de fazerem amor? Estarão assim tão arrependidas? Comovidas? Simplesmente agradecidas?

Gostaria de pensar que sim... de preferência as três coisas ao mesmo tempo... mas a verdade é que nem elas próprias sabem!!! Riem-se logo de seguida... mas as piores são as que se riem logo ao princípio... mas a verdade é que as piores também são as mais queridas... É horrível, não é? Mas só um santo é que não se aproveitaria...

Há muito tempo que não sinto o teu cheiro. Dantes quando a distância era apenas ditada pela nossa vontade, bastava-me inspirar um pouco mais fundo para te apanhar no ar. Era um tempo que corria muito depressa, e parecia sempre pouco. Era um tempo em que o nada era tudo, em que as palavras se silenciavam mesmo à porta de casa, e em que a música ia dizendo o que não sabíamos explicar, nem compreender.

Nesse tempo, tu fingias que não te doía a distância, e eu convencia-me que era melhor assim. Foram tempos difíceis, em que metade de ti já estava fora daqui, em que só o corpo te mantinha por cá, presa por um fio, como sempre estiveste presa a tudo na vida, e a quem te tocasse no coração.

A verdade é que aprendi a esquecer-te... mas não sei se te esqueci... parece-me que não é bem isso... nem sei se os meus joelhos voltariam a tremer, ou se teria um ligeiro ataque de pânico se nos voltássemos a cruzar... ou se pelo contrário, te estendia a cara para trocar um beijo rápido, quase impessoal, que não me faria sequer virar a cabeça e seguir-te os passos no caminho do afastamento.

Não sei como é a vida, o dia de hoje, o próximo minuto, o instante que se segue, porque nada é certo e seguro, e nada se agarra a não ser por escassos instantes. A vida ensinou-me a aceitar na perda uma vantagem qualquer.