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A infidelidade é algo muito subjectivo e cuja definição é muito própria de cada um. Para mim, a infidelidade não é um comportamento exclusivo das pessoas com pouco carácter, pelo que é importante que cada um possa reflectir honestamente sobre o seu próprio comportamento. Acho que muito mais importante que fidelidade é a honestidade (ou falta dela) que as pessoas têm umas com as outras nos seus relacionamentos afectivos.

O que me choca não é a infidelidade (desde que assumida, com todas as suas consequências), mas sim a mentira e falsidade. Para a maioria das pessoas, a palavra infidelidade implica um relacionamento com uma forte componente sexual. Contudo, na realidade não é bem assim, é sabido que quase todas as relações começam por ser uma "amizade especial".

Não podemos falar em infidelidade apenas e só relativamente aos relacionamentos conjugais, porque podemos ser fiéis ou infiéis, leais ou desleais, correctos ou incorrectos sob várias formas, e em vários aspectos, relativamente a um sem número de questões. Sendo agora um bocadinho polémico, e até controverso... no que diz respeito às relações conjugais, há para mim, algumas questões que se levantam, e para as quais não sei se algum dia obterei uma resposta:

Será o Homem um ser monogâmico por natureza?
Ou será a monogamia um comportamento imposto pela sociedade?

Vemos tribos na Amazónia em que a poligamia é sinónimo de status. Os muçulmanos têm como derradeiro e último estado de alma, 40 (!) virgens no paraíso, à sua espera. A mim, a questão da fidelidade e infidelidade apresenta-se como um ensinamento que é transmitido de pais para filhos. É mais como uma tradição ou uma religião. São verdades tidas como absolutas na nossa sociedade. São comportamentos que nos são (mais do que ensinados) impostos como comportamentos normais (fidelidade) ou anormais (infidelidade) que, no fundo e pensando bem, atentam contra a liberdade de cada um. E a liberdade de cada um termina quando colide com a liberdade do próximo.

Somos obrigados a cumprir a lei. Temos regras, obrigações e deveres. E ainda bem que assim é... ou viveríamos num perfeito e permanente anarquismo. Mas, num mundo regido por normas, regulamentos e doutrinas, a única coisa que realmente é nossa, absolutamente livre e que ninguém controla (às vezes nem nós próprios) são os sentimentos.

19 Comments:

  1. Um Momento said...
    E dizer o que mais quando tu consegues de uma forma espantosa exprimir tão bem o que te vai na alma em relação a este tema...
    Hoje estou preguiçosa nas palavras, e tinha tanto para dizer sobre tal...
    Deixo um beijo em cada palavra tua ,em cada sentir teu,um abraço grande em ti ...
    É muito bom mesmo visitar-te.
    Obrigado!

    Bom fim de semana te desejo e espero eu que para a semana já esteja melhor para te comentar como mereces:)

    (*)
    Enfim... said...
    nao compreendo quem o faz, n digo nunca mas condeno :)

    beijihos
    bom fim semana
    Carla said...
    não é líquido que o HOmem seja um ser monogâmico por excelência...creio que neste domínio há mais uma imposição social, do que outra coisa qualquer, no entanto, esta matéria pode ter muitas cambiantes e variar de caso para caso...não há uma verdade absoluta, há situações que devem ser analisadas à luz das ocorrências...a verdade pode ter uma parcela de subjectividade
    bom fim de semana
    beijos
    CESAR said...
    Olá.

    Excelente questão a que apresentas.

    Como mencionaste, não ocorre infidelidade unicamente no plano conjugal.
    Pode-se ser infiel para com os nossos amigos, quando os traimos.
    Pode-se ser infiel quando roubamos o nosso patrão.
    A ideia por detrás da infidelidade é a quebra de um elo de confiança.

    A verdadeira pergunta é: Poderemos amar unicamente uma pessoa no mesmo momento?

    Não sei...

    Quanto à questão da monogamia.
    Isso prende-se com a moral e o código ético vigente nas sociedades.
    à luz da moral europeia dominante, imbuída de ensinamentos judaico-cristãos parece que a monogamia é o que deve ser feito. Não sei quais os fundamentos disso, mas pronto...

    Abraços
    CESAR
    Tipp said...
    Procurei responder ás perguntas que colocas neste post em http://sexosentidopt.blogspot.com/2007/12/infidelidade.html
    O problema é que não existe uma resposta certa ou errada. Para cada pessoa existe uma solução, e o importante é que a conjugação se consiga fazer no plural.

    Abraço
    Jacinta Correia said...
    A fidelidade não é uma religião, mas é sagrada na medida em que tem por base o respeito e o amor ao próximo. E, como tu dizes, não é uma questão unicamente conjugal Devemos ser fiéis principalmente a nós próprios. E quando a infedilidade acontece há certamente razões para tal - umas válidas outras não - mas há sempre uma razão. Agora, quanto a respostas concretas e 100% válidas... duvido que as haja. Bj
    Leonor Branco said...
    Eu já estudei um pouco este assunto referente à monogamina e poligamia. Para não estar aqui a chatear com teorias e conceitos, digo apenas que a sociologia e a biologia tanto podem defender o comportamento monogâmico ou poligâmico do homem. Mas tal como tu disseste, e o que eu concordo, no fundo o que se trata aqui são os nossos sentimentos e cada um sabe como actuar de acordo com as nossas influências. Ainda que o nosso desenvolvimento sofra o condicionamento da sociedade pré-definida em que nos encontramos, cada indivíduo é por si só único e o seu comportamento também. Mesmo que possamos falar em generalizações, o motivo que nos orienta difere de pessoa para pessoa.
    Voltando ao caso da infedilidade, em qualquer situação, é a pessoa que tem noção do seu comportamento e porquê. E a infedilidade não é apenas masculina, é também feminina.
    Odele Souza said...
    Pois é. Não termos completo controle sobre os nossos sentimentos, faz com que a infidelidade esteja sempre a um passo de nós. Você pode até não agir, mas vai ser difícil ou quase impossível deixar de SENTIR.

    Boa semana.
    Nandinha... said...
    Acho que é um caso de cada caso...
    Secreta said...
    Sim , os sentimentos são a unica coisa que temos (de facto) livre.
    Beijito.
    zm said...
    Art,

    Não me parece poder acrescentar grande coisa ao que aqui li e escreveste tão bem.
    Mais grave que a infidelidade fisica/amorosa parece-me ser a perca da confiança que qundo acontece tudo acaba ou começa dfinitivamente a mentira.
    Triste, mas vulgar e aceite nos nossos dias.

    Iludem-se as almas de ser o caminho mais fácil.

    Grande abraço
    Nogs said...
    Art,


    Definitivamente a infidelidade começa a par com a mentira, no entanto é mesmo um tema complexo...
    Se somos monogâmicos ou não, não estou certa da resposta. Creio que cada pessoa será um caso particular. No entanto, à parte disso, dói sempre ter que "dividir" sentimentos entre outras coisas da pessoa amada.


    Beijo
    Lyra said...
    É a 3ª vez que entro para te ler e volto a sair por causa do tema...
    Toca-me demais...

    Mas hoje resolvi ler tudo de um só mergulho...

    E...penso que fidelidade e infidelidade não podem ser tidas como comportamentos normais ou anormais, aliás porque é mais "normal"/comum ser-se infiel...

    O que é importante é a forma como a sentimos... E se há culturas em que quase não existe ciúme porque haréns fazem parte do modo de vida, a verdade é que na nossa cultura isso não funciona assim...

    O cristianismo monogamizou-nos...Talvez seja essa a razão...

    Pessoalmente pesno que a infidelidade é a pior traição à confiança, é mentira e hiptocrisia.

    Se acontece que os nossos sentimentos vão crescendo por uma pessoa e diminuindo por outra essa outra tem o direito de saber. Porque no amor a amizade é a componente primordial que traz a cumplicidade e a indidelidade trai a amizade e, assim, o amor deixa de ser cumplice...

    E...sei lá...


    Beijinhos e até breve.

    ;O)
    cõllybry said...
    Querido amigo,pelo que sei a mulher tambem, todos são infieis no pensamento que que é bem pior que o acto praticado...seria bom que o viver a dois fose pleno em realização das fantazia partilhadas, assim a vida seria bem melhor...
    Tema complicado...

    Beijito
    Ruela said...
    ser ou não ser...





    Abraço.
    aorta said...
    Meu caro Art,
    acredito sinceramente que o ser humano tem uma natureza polígama, sendo a sociedade que nos impõe as regras. Somos obedientes, razoáveis e moderados. Pelos menos, nós, que pertencemos a civilizações mais modernas. Vais para África, Oriente... e ser polígamo é ser "normal". Nós somos o que a tradição e a sociedade na qual estamos inseridos fizeram de nós.
    Mas esta infidelidade, de cariz sexual, não é a que mais me choca.
    O que me choca é a infidelidade nas acções, nos gestos, nas palavras e nas ocasiões diversas, que não no aspecto sexual. Entendes? Ser-se infiel é muito fácil. Ser-se fiel é só para alguns.
    Claudinha said...
    Art, acho que com o tempo, com as vivencias, com a experiencia adquirida, aprendemos a nos desvencilhar de certos conceitos e a perceber a vida por um prisma diferente.
    Fidelidade, infidelidade, moral, costumes, tradição, imposições, tudo isso é conceito e vamos evoluindo e descobrindo formas e formas de continuarmos a viver e bem dentro de uma sociedade regida por regras (como você bem lembrou).
    Hoje, minha visão de vida e mundo é a de que ninguém é dono de ninguém, todos são infieis de alguma forma, não existe como você querer controlar o outro, e se não é pelo aspecto físico, pode-se ser, e ainda mais, pelo psicológico.
    Quem em sã consciencia diria que nunca desejou "a mulher do próximo", que nunca "cobiçou a grama do visinho"?
    E apesar de não me prender mais a esses conceitos, continuo acreditando (por quanto tempo mais continuarei? não sei... até que a vida me mostre o contrário...rs) que o respeito pelo outro é o maior bem que podemos dar-lhes.
    Beijos pra ti, ótimo texto!
    Elsa said...
    se fossemos sempre fieis... em todas as nossas relações seria tudo mais facíl???...
    o maior desafio é ser sempre fiel ao que sentimos...

    jokas
    foryou said...
    Não, o Homem não é monogâmico por natureza! Trata-se efectivamente de uma norma social.

    Quanto à infidelidade tenho a minha opinião sobre isso, que acho não difere muito da tua (aliás já deves saber por post's de outras paragens)
    O conceito de fidelidade varia de pessoa para pessoa embora na nossa organização social ele esteja tipificado.

    Costumo dizer que fiéis são os cães e eu nem cadela sou!!
    Não suporto mentira! Seja qual for a relação (amorosa, amizade, laboral...) é fundamental para mim que eu e os outros possamos confiar mutuamente.
    Quanto às relações amorosas, entendo que elas dizem respeito aos próprios, acima de tudo e assim sendo, as regras sociais podem ser adaptadas ou mesmo alteradas desde que os envolvidos acedam e não prejudiquem terceiros.

    E finalmente tenho aquela "máxima": quando dois estão bem, não existe terceiro que entre, mesmo que tente!!

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