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Será que a dor é inevitável, e o sofrimento opcional?

Eu considero-me uma pessoa bastante romântica, mas procuro pautar a minha vida pela racionalidade. Ao colocar-se esta questão está-se a pensar no amor, na dor de amar, sendo ou não correspondido, bem como do sofrimento que o amor pode causar.

Eu acredito que amar alguém que não mereça ser amada por mim, ou que não corresponda ao meu amor, é uma dor inevitável, porque eu não tenho a faculdade, e a liberdade de escolher por quem me apaixono.

Por outro lado, a opção de insistir num relacionamento que não está a resultar e que me magoa e provoca dor, é uma opção que faço usando o meu livre arbítrio, porque sou eu que escolho se vale a pena ou não investir num relacionamento com alguém que me faça sofrer, ou que simplesmente não me ame como eu acho que merecia.

Aqui tenho a hipótese de seguir por um de dois caminhos. Ou continuo a apostar numa relação que só me trás sofrimento e dor, ou começo à procura de outra pessoa, e de outro amor. Por isso é que o sofrimento é opcional, porque tenho a liberdade escolher, posso decidir por qual dos caminhos seguir.

É verdade que muitas vezes acabo por escolher o pior caminho, o mais longo, e o mais doloroso, mas mesmo assim trata-se de uma escolha, não é algo que seja inevitável.

17 Comments:

  1. Duas estranhas não tão estranhas said...
    O importante é o final, se no fim tudo vale a pena, o resto q se dane! rs
    Miss A
    Secreta said...
    Entendo perfeitamente este teu texto , este teu pensar. Actualmente vivo uma relação do género. E sim , já me ocorreu desistir , virar as costas ... seguir outro caminho... Mas , o amor não se vai embora e parece-me ainda maior o sofrimento quando tento fugir dele...
    "Não se escolhe quem se ama" , assim como não se escolhe quando vamos parar de amar.
    Beijito.
    Carla said...
    o sofrimento é opcional...mesmo quando nos faz sofrer
    tenho uma prenda para ti lá nos "desalinhos" se puderes e quiseres recolhe o selo MasterBlog que está no lado direito do blog
    beijos
    Joana Dalila Santos said...
    Vale sempre a experiência, sofrida ou não. Aprende-se sempre alguma coisa, quanto mais não seja a tentar não voltar a cometer aquilo que julgamos terem sido erros.
    Mel said...
    Eu poderia ter escrito este teu post de hoje, Art... Mas...
    Vamos escolher não sofrer. Pelo nosso bem. Pelo amor por nós mesmos.
    Beijos, Mel
    Alien David Sousa said...
    Concordo que o sofrimento é opcional ( quando falamos de relações amorosas claro!). O ser humano tem uma capacidade enorme para se erguer das cinzas, o que acontece é que muitas vezes teme não ter forças para o fazer. Continuar numa relação que apenas traz sofrimento a dado ponto é doentio...é optar por ser infeliz. É optar pelo sofrimento em detrimento da felicidade. Mas, também sei que ENOUGH IS ENOUGH e todos os seres humanos têm o seu limite e aguentam o sofrimento até um dado momento, por muito que amem a outra pessoa. E quando chegam ao seu limite é quando escolhem por deixar de lado o sofrimento e bravar outros caminhos.O sofrimento pode ser opcional mas não há ser humano que não tenha o seu limite...nada é eterno nem o sofrimento.

    Beijinhos Art
    p.s não sei se fiz algumn sentido
    Lyra said...
    Concordo plenamente e assino por baixo!

    Quanto ao desafio que me lançaste...sinto-me lisonjeada mas, meu amigo, atravesso neste momento uma dolorosa fase na minha vida e apenas tenho um ódio: eu própria.
    Com o tempo isto passará e, se me perdoas, então terei todo o gosto em pensar nos outros ódios e aceitar o desafio....
    Está bem?

    Obrigada, beijinhos e até breve.

    ;O)
    Erotic Spirit said...
    that is so true...
    Oliver Pickwick said...
    Romantismo e razão. Impossível para alguns, mas, o segredo dos romances duradouros. Acertou na mosca, caro amigo!
    Um abraço!

    P.S.: Estou de volta depois de uma maratona intensa de trabalho e de sucessivas viagens. Desculpe a ausência temporária.
    Claudinha said...
    Não acredito que o sofrimento seja opcional, porque nem sempre deixamos de gostar de alguém apenas por querer desgostar. E procurar outra pessoa para gostar é simples assim? Não é banalizar demais o sentimento? Pensar em substituir o ser, como se fora roupa velha... não consigo pensar assim... E normalmente gosto de gostar, gosto dos sentimentos que a pessoa por quem estou apaixonada/amando, me causa, mesmo que o sentimento não seja reciproco. Porque o gostar é meu, e a partir daí, não é necessário que haja reciprocidade. Claro, se houver, o amor pode ser vivido e não apenas sentido.
    Por outro lado, sofrer por gostar? aí acho que realmente não vale a pena!
    Mas concordo quando diz que não escolhemos por quem gostar.
    Um Momento said...
    É incrivel que... quando te venho comentar , ora me saiem as palavras na hora, ora aqui fico apenas a reler...
    E ontem quando te li, na hora tinha palavras para te comentar...
    Hoje... leio, releio...e... nada sai...

    Talvez porque sofrer por amor seja realmente opcional...
    Sabes ... já sofri por amor... deveras...uma vez...
    Um dia tive uma "conversa" com o meu coração...
    Hoje... nesse campo estou mais "fria"...
    Sou também deveras romãntica... mas se por acaso o amor me bater á porta, e a pessoa a quem me dedicar de corpo e alma não respeitar os meus sentimentos, o meu coração...- não me perguntes como- mas consigo manter uma "barreira" ,a qual me ajuda a seu tempo a tirar ou apenas a "guardar" essa pessoa , evitando ou pelo menos minimizando o sofrimento ( também o "amor"não nos bate á porta todos os dias não é?, pelo menos a mim não:))
    Mas amar é bom,e seria bom que todos os que amassem fossem felizes... óh como seria maravilhoso!

    Deixo um beijo ciente que não era isto que queria comentar, mas hoje fica assim:))))))
    Bom fim de semana te desejo com tudo de MUITO BOM!

    (*)
    zm said...
    Art,

    Racionalmente e assim descrito parece tão fácil.
    Emocionalmente não me parece tão linear, é que "o coração tem razões que a razão desconhece".

    Abraço
    Irene said...
    Concordo inteiramente com as tuas premissas. Ter opção é sempre o melhor caminho e continuar a investir numa relação que só nos traz dores de cabeça para quê? A liberdade de escolha acarreta mais responsabilidade, sem dúvida, mas sem ela ficamos prisioneiros e deixamos de ser nós.
    Bom fim-de-semana
    Um Momento said...
    E como não tenho opção , pois o meu coração manda eu vir aqui, cá estou, sorridente a desejar-te uma linda noite e um Domingo maravilhoso e ainda bem sorridente!

    Apanha este meu beijo com muito carinho, bem aí. em ti:))))))

    (*)
    C Valente said...
    boa questão
    Saudações amigas
    aorta said...
    O importante é que vale a pena amar.
    Como te compreendo Art... Quando temos o romantismo à flor da pele mas temos que nos orientar com racionalidade... não é fácil gerir, meu amigo... nada fácil.
    É o coração que manda em nós e temos de admiti-lo.

    Beijo.
    foryou said...
    Boa pergunta...
    A dor creio que pode ser inevitavel. Afinal, qualquer perda está sempre associada a um sentimento doloroso, o mais não seja, pela frustração que provoca. Se existe dor... logo existe sofrimento. Contudo, creio que é possível controlá-lo. Voltando ao início: qualquer perda é sempre dolorosa. Mas até ser perda, não havia dor, então quer dizer que era bom e depois da perda outros bons virão, logo, se nos concentrarmos nisso em vez de na perda, a dor é atenuada, controlada, em vez de inevitavel?! Ou não?...

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