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Será que estamos no caminho certo?
Ou será que existem caminhos que são percorridos em vão?

Isto é algo com que todos nos confrontamos várias vezes ao longo da vida!!!
A liberdade de escolha é aterradora... essencial, mas assustadora pelas suas múltiplas encruzilhadas. Em certos momentos seria preferível não termos que ser nós a escolher.

Mas... somos sempre nós que decidimos... somos sempre nós que damos o passo quer em direcção ao abismo, quer em direcção a um momento de felicidade irrepetível. Por vezes recuamos... outras paramos para respirar fundo, para nos reabastecermos, para procurarmos a bússola, mas acabamos por seguir sempre o nosso caminho, porque ninguém o pode fazer por nós.

Por isso cada vez mais acredito que o melhor é deixarmo-nos levar, porque até o caminho mais sinuoso e difícil traz-nos sempre algo de bom, algo de positivo, nem que seja o simples facto de nos ajudar a crescer. E será que pode haver melhor do que isso?

O ideal seria termos sempre a certeza de encontrarmos o que procuramos no fim de cada caminho, mas na impossibilidade de termos certezas absolutas acerca disso, eu sigo sempre o caminho para onde me leva a minha inclinação.

Já está na altura de reconhecermos às mulheres a capacidade e a faculdade de falarem abertamente sobre sexo, embora seja da opinião que há coisas que não ficam bem nem vindas da boca de uma mulher, nem de um homem.

Enquanto nós continuarmos a fazer da troglodice a nossa linguagem universal, iremos continuar a ser os maiores inimigos das mulheres. E estas por sua vez, enquanto continuarem a ver todas as outras mulheres como galdérias, também continuarão a ser as suas próprias maiores inimigas.

A primeira impressão é sempre um pré-conceito que inevitavelmente se faz de alguém antes de a conhecer. Depois temos que ter a noção e a consciência que esses conceitos podem e devem ser modificados facilmente e perfeitamente, porque as pessoas quando são inteligentes são sempre capazes de reconhecer que estavam enganadas após conhecerem melhor a outra pessoa.

Quem é que já não conheceu alguém com quem não simpatizou à primeira vista, e depois acabaram por se tornar em verdadeiros amigos? Comigo isso já aconteceu algumas vezes, porque como diz o ditado... "as aparências enganam, porque nem tudo o que parece é".

A solidão é um vício que apanhamos quando nos isolamos... mas esta é a solidão por mera opção. Depois há a outra solidão, que é aquela que nos é imposta, e que por isso nos obriga a um esforço diário para a tentar combater.

Esta solidão tem que ser encarada sem dúvida nenhuma como uma doença. Esta é a solidão que nos faz chorar de dor. É a solidão na sua pior vertente, porque é a solidão amarga e cruel. Daí ter que ser encarada como uma condenação a que infelizmente muitos seres humanos estão obrigados.

Esta é o tipo de solidão em que o que não falta é tempo para se sofrer os dias passados, e chorar pelo futuro que já não se tem. É a solidão que acaba com os sorrisos, e com a alegria de viver. Esta é a solidão que espera a morte chegar, e que mata aos poucos.

"Felizes os que nada esperam, pois nunca serão desiludidos"

Sébastien-Roch Chamfort

Depois de muito tempo eu acabei por aprender a viver segundo este lema. Deixei de esperar o que quer que seja dos outros, e passei a contar só comigo. Mas na verdade não sei se sou mais feliz assim ou não. Talvez porque o que me levou a viver assim foi o facto de ter deixado de acreditar em todas as pessoas, e isso por si só não é nada positivo. Eu diria até que é uma das piores, e mais dolorosas conclusões a que se pode chegar na vida.

Infelizmente a vida é demasiado cruel, e com a experiência e maturidade, mais cedo ou mais tarde, todos acabamos por tirar a mesma conclusão. Eu diria que se trata apenas e só de uma questão de tempo, nada mais.

Tínhamos todos 20 anos nos anos oitenta.
Era o tempo da expressão "o que tu queres sei eu".

Felizmente nunca irão saber o que eu queria, nem o que andei a fazer naqueles anos que agora chamam de oitenta. Não são histórias que se possam contar, e muito menos voltar a acontecer. Eram tempos em que dava para fazer tudo ao mesmo tempo, sem se perder a sensação de que não se tinha feito nada, mas bem pelo contrário, de que ainda havia muito para fazer.

Os anos oitenta, foram uma década de puro divertimento. Era a música... a dança... a música de dança... e todos vocês são capazes de distinguir e imaginar, entre o que pode levar à dança, e ao que a dança pode levar...

Nos anos oitenta havia rapazes e raparigas... olhares, vontades, investidas, planos...
E não vale a pena esconder, esses rapazes fizeram-se homens, e as raparigas mulheres. E passaram a dar-se números de telefone, a dar-se "ares de graça", a dar-se desculpas...

Também nos anos oitenta havia projectos, havia problemas, e havia malandrice. Era o efeito desencaminhador... para o bom caminho.
Afinal aquela paródia ininterrupta que foram os anos oitenta valeu a pena...

A Blogadinha do blogue "Blogadinha dos Virtuais" porque lhe apetecia ler algo teve a ousadia de me desafiar a revelar-lhe os meus 5 maiores vícios.

E eu como gosto de mim como sou apesar de todos os meus vícios, vou revelar-lhe que o álcool me inspira, o tabaco me distrai, mas que acima de tudo é o amor a mola impulsionadora de tudo o que eu sou, sinto e vivo.

Dito isto, eu confesso que os meus maiores vícios são:


Um gole,
Um trago,
O gostar de uma mulher,
Tão meiga,
E tão linda...

Há vazios que nunca serão preenchidos, porque não se resumem apenas a saudades, são mesmo um espaço vazio. E porque razão se mantém esse vazio se ninguém é insubstituível? - pensamos...

Talvez a resposta esteja do facto de ninguém conseguir nunca ocupar um espaço que foi preenchido por outra pessoa, porque era só dela, e isso tem que ser encarado como uma realidade inevitável, e temos que saber conviver com esse espaço vazio que é deixado em nós quando alguém parte.

E o tempo? - pode passar um tempo... dois tempos... três tempos... todos os tempos... que nós nunca deixaremos de... sentir o vazio.