Os "ses" fazem parte da vida, porque se não fossem eles, se não nos interrogássemos, se calhar seria porque não existíamos. Os "ses" comandam uma boa parte da nossa vida, porque os sonhos dependem dos "ses" da vida.
Parece que é mesmo assim... cada um de nós tem uma "pasta" cheia de "ses"... faz parte... assim como faz parte cada um de nós ser um "se" na vida de alguém.
Divagando sobre: felicidade, Se Eu Blogo
Gostar não pode ser visto como um acto, uma decisão, e muito menos uma imposição. Não é importante se é conveniente ou sensato gostarmos, porque só o facto de experimentarmos essa sensação, é por si só uma felicidade.
Gostar é simples, o que às vezes complica o gostar, é não gostar de gostar, travar essa sensação livre e espontânea, não deixar o gostar seguir o seu próprio caminho, até criar a sua história, cumprir o seu tempo, e dar lugar a novos gostos.
Divagando sobre: amor, Se Eu Blogo
Divagando sobre: amor, Se Eu Blogo
Ninguém te amou como eu
Ninguém te quis como eu quis
Ninguém te viu feliz como eu
Ninguém te magoou como eu, como eu
Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à força de te amar
Sentado à beira-rio
Eu vejo-o correr
Ter a vida por um fio
Deitá-la a perder
Como eu
Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à força de te amar
Só à força de te querer
Sentir o amor escapar
Por entre os beijos fugir
Por entre as mãos escapulir
Como eu
Como eu
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Como se costuma dizer... "se soubesse o que sei hoje..." - Porque será que todos nós temos sempre uma fase em que temos a mania que tudo sabemos, e mais tarde, quando recuamos no tempo, e abrimos o tal baú, acabamos por chegar à conclusão que nada sabíamos, e que de sábios nada tínhamos?
Divagando sobre: felicidade, Se Eu Blogo
As mulheres quando estão sozinhas não trocam o sofá por nada, porque ele é bom e seguro, e sempre se poupa nos sapatos. Mas às vezes é preciso dizer não ao sofá, e sair de casa. Porque será que nunca se vê uma mulher bonita a jantar sozinha? Será que alguém a pode comer? Mas isso também não pode acontecer quando se está acompanhada?Uma mulher bonita à mesa é um prazer, por isso me pergunto muitas vezes porque terão elas medo de ser vistas sozinhas num restaurante ou num bar à noite?
"Então? Também estás cá? Esperas alguém?"
"Não. Estou a jantar sozinha."
"Desculpa?! Olha, eu sentava-me aqui contigo, mas tenho ali o meu namorado à espera."
A resposta a uma situação destas deveria ser: "Mas quem te disse que eu queria companhia?"
Já num bar, dá para imaginar que enquanto ela está no balcão a beber o que gosta, aproxima-se logo um gajo que se cola ao banco e lhe pede lume. Mas como ela não fuma, ele diz: "Que pena". Certinho, certinho será quando os copos tomarem conta dele, ele voltar à carga com uma pergunta qualquer descabida, e ela lá terá que ter o trabalho de evitá-lo. E se por acaso no bar onde ela se encontra entrar uma "amiga", ela certamente irá logo comentar com os outros: "Coitada dela. Agora sai sozinha. Deve andar à procura de companhia. Olha que ela não tem mesmo sorte".
Eu pessoalmente admiro muito as mulheres que não precisam de ninguém para sair. Mulheres que se arranjam para estar bem com elas próprias. Mulheres que deixam o sofá sozinho em casa. Até porque, eu falo por experiência própria, só custa a primeira vez.
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Mergulhei na banheira, que enchi de espuma, e estranhamente, pela primeira vez desde que moro neste prédio, comecei a ouvir os risinhos da minha vizinha. Eu nunca tinha ouvido a rapariga a rir!!! Mas mal eu sabia que era apenas e só o princípio da tempestade...
Ela vive com um gajo por quem eu não tenho grande empatia. Ele é esforçado, mas eu chuto-o para canto. Quando os risinhos começaram eu estava a brincar com o patinho de borracha na banheira... e risinho puxa risinho (enquanto o tempo puxava chuva), e o gajo deve ter começado a puxar por ela... ela parecia um trovão a abanar as janelas... ofegante e torrencial, gritando... "sim e sim e siiiiiiiim!!!"
E não pensem que a cena foi nuvem passageira. Não... a tempestade parecia da grossa (se me permitem a expressão). A vizinha estava a ser duramente fustigada pelo dilúvio, e eu ali a espumar-me de raiva, com o patinho já murcho de tanto banho.
Das duas, uma: ou entre eles só há faísca em dias de tempestade, ou era o tempo que trazia até minha casa o eco deles. Nessa noite quase adormeci na banheira, e até aproveitei o barulho dos outros para fazer o meu...
Será que de mim também ficaram a pensar que é só em dias de tempestade??? Será que ouviram o meu patinho??? Para saber, vou ter que esperar pelas próximas chuvadas, sem descurar as boas abertas...
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Nessas alturas o vazio que fica na nossa alma é tão forte que não tem explicação. Nestas fases pensamos que dar a volta por cima pode ser uma missão impossível, e bem longe de estar ao nosso alcance. Mas com o passar dos dias vamos começando a sentir que esse vazio se transformou em nada, e voltamos a sentir de novo, voltamos a importar-nos com tudo aquilo que nos rodeia, e quando nos apercebemos já ultrapassamos o caos que se tinha instalado, e deixamos de tentar esquecer o que nos levou a esse mesmo caos, simplesmente porque já nos esquecemos dele.
E assim, quando menos esperamos acaba por chegar aquele dia em que nos voltamos a sentir confortáveis, e novamente em perfeita harmonia com a nossa própria vida, e embora possamos sentir-nos um ser diferente do anterior, as certezas voltam, nem que seja tendo como base a única pessoa em que voltamos a confiar, ou seja... nós mesmos.
Nunca devemos ter medos nem receios de partilhar aquilo que o passado nos ensinou, porque é esse mesmo passado que nos faz perceber e saber onde estamos, e até onde podemos ser levados.
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