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Vai, apanha esse avião, esconde-te daqueles que te amam, e fecha-te na tua concha o tempo que for necessário. Vai e não olhes para trás, não te arrependas daquilo que não fizeste, escolhe um lugar onde ninguém te conheça, e em que a língua seja diferente.

Leva livros, algumas músicas eternas, papel e envelopes para escreveres a quem te apetecer. Parte para longe, dá a ti própria um tempo indefinido de solidão e recolhimento, fecha-te nas tuas dúvidas e nos teus medos, mas lembra-te daqueles que sempre te amarão onde quer que estejas, e resguarda-te de todos aqueles que só te querem bem quando estás bem, e que te esquecem quando desapareces. Parte vazia e preparada para a travessia do deserto da tua alma cansada e triste, e não olhes para trás.

Dorme muito, que o sono arruma o coração, acorda devagar, e depois lê um livro, e mergulha na dor das histórias alheias até que a tua própria dor desapareça sob a distância e a saudade. Não lamentes a tua tristeza, esgota-a em lágrimas e gritos, e depois deita-a fora quando já não te servir para nada, e já estiver ultrapassada na tua consciência. Vai, vai antes que seja tarde e não tenhas coragem para partir, e não te despeças de mim, que eu fico cá à espera que voltes reencontrada e pacificada, pronta para voltar a ver na vida tudo que ela tem de bom.

Não tenhas pressa em regressar, demora o tempo que for necessário até te sentires outra vez dona de ti própria, mas guarda na memória o meu desejo profundo de que fiques bem, e que encontres o teu caminho, mesmo que nunca mais te veja, e que a vida nos dê outros destinos. Vai nessa tua busca de ti mesma, e nunca te esqueças que quando voltares eu estarei cá à espera, mesmo não sendo para te amar, mas para te receber com o coração.

10 Comments:

  1. foryou said...
    Caminhar em frente é uma boa opção, não olhar para trás... não sei... Afinal, o "para trás" deve seguir-nos... ou não?...
    contradicoes said...
    Reflectir, sobretudo no campo sentimental é sempre aconselhável em especial nos momentos de incerteza.
    Desejo um bom desfecho. Um abraço do
    Raul
    Paula Raposo said...
    Consegui entrar para ler, mas com outra conta! Às vezes percebo pouco disto, realmente! O que quero dizer é que podemos pacificar-nos sem precisar de partir. Digo eu. Beijos. Paula Raposo.
    Ana said...
    Será que o partir para longe nos ajuda a esquecer? O que levamos, o que fazemos, por onde nos escondemos, nunca ocupará o lugar daquilo que é realmente importante e deixamos para trás.
    Podemos-nos esconder do mundo, mas não de nós próprios.

    Beijinho

    Anokas
    Freyja said...
    que buenos consejos, la verdad que siempre se vuelve a caminar despues del dolor
    que estes muy bien, me alegra llegar aqui
    besitos


    besos y sueños
    Pedro Arunca said...
    Viajar renova a alma, reforça o conhecimento e faz despertar sentimentos, por vezes contraditórios: saudade, revolta, solidão, inspiração, paixão, euforia, generosidade e egoísmo. Às vezes o sol noutras paragens tem outro brilho e outro calor. Regressamos, renovados,
    com outras intenções na bagagem...
    AL said...
    Como por vezes eu queria poder "partir" para me reencontrar, mas motivos profissionais impedem-me. E aqui continuo dividida entre o deixar andar e o largar tudo e começar de novo.
    CM said...
    A dúvida existencial, por vezes dá vontade de percorrer novos caminhos... mas, por vezes pisamos caminhos um pouco duvidosos, e ao invés de nos ajudar afundam-noas ainda mais... se calhar o melhor é reflectir primeiro no que está para trás e so depois seguir em frente, com firmeza!
    Fechar bem a porta e deitar fora a chave e de seguida abrir uma nova porta que poderá ser também um novo mundo...
    BEijo
    Cristina said...
    Além de ser difícil, devemos sempre de caminhar para a frente, e não tentar olhar para trás...

    Um beijinhu
    Atlantys said...
    Em primeiro lugar quero agradecer o convite para fazer parte do grupo de leitores do blog =)
    Aorei o que li nesta primeira visita e este texto "fala-me" de uma realidade muito próxima. Agora vou querer ler mais "para trás" e descobrir que mais emoções escondes.
    Voltarei =)***

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