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Eu pensava que quando tu vinhas ter comigo... Estavas e eras. Estavas comigo e eras tu, e era por isso que vinhas, e era por isso que te sentias bem. Também pensava que esse teu estar, tão intenso e perfeito, era o inverso de todos os outros lugares onde por obrigação ou cobardia, eras obrigado a estar sem estar, e sem ser.

Mas entre o que tu e eu pensávamos, o tempo foi tecendo um manto de confusão e dúvidas, e agora já não sei onde estás, nem quem és afinal. Custa-me imaginar-te longe, viciado numa existência estéril e inglória, na qual não estás nem és aquilo que és.

Mas se calhar és mesmo assim, se calhar já te habituaste a viver fora de ti, não estando nem sendo nos lugares e nas palavras onde as pessoas pensam que te encontras. E se calhar é por isso mesmo que também não te consigo encontrar, porque estás tão habituado a estar sem estar, e a não ser, que ninguém te consegue encontrar, nem mesmo tu.

Mas não faz mal, porque tudo aquilo que não se procura, acaba por ironia, por nos vir parar às mãos. Por isso penso que um dia... uma tarde... ou uma madrugada... uma maré de sorte ou de coragem te pode trazer de volta. Mas isso só será possível quando, ao ouvires as tuas pulsações, reconheceres nelas o bater de um coração que afinal ainda pode ser teu. Tu que vives há tanto tempo alheado de ti mesmo, estando sem estar, e não sendo, à custa de ser aquilo que os outros esperam que tu sejas.

Talvez um dia voltes finalmente a estar e a ser como eu pensava que eras... e foste... só que desististe. E quando uma pessoa desiste de falar, de ouvir, de estar, e de ser, não há nada a fazer...

17 Comments:

  1. Daniel Aladiah said...
    Pois... pois... pois... que fazer para que continuem?
    Daniel
    Miosotis said...
    Hj passo só para agradecer o convite!

    Mas é tarde... foi um dia longo... amanhã, com certeza de cabeça e 'alma' mais frescas, voltarei! Aí sim para comentar o q senti ao ler...

    boa_noite Dark_&_Art
    bjs
    Miguel said...
    Art,

    Antes de mais, parabéns pelo teu regresso a este mundo ...!

    Obrigado pelo convite ...!
    Vou fazer para merecer tal honra ...!

    Um abraço da Matilde e Cª!
    Adryka said...
    Olá amigo, mas valeu a espera, porque ficou fantástico este post.Espero que nos continues a prendar com estes fantásticos escritos. Beijinhos
    Porquê said...
    em primeiro lugar quero agradecer a confiança que depositas em mim ao convidares-me para fazer parte deste teu mundo encantador!
    Pois é, Dark, quando eles chegam a esta fase já não há mesmo nada a fazer. Tu ainda alimentas a esperança de o reconquistares. Eu, em igualdade de circunstâncias, já o teria "enterrado" pois o tipo de atitudes que descreves demonstram claramente a quebra da magia e da cumplicidade que são duas características fundamentais que alimentam uma relação! já não há um regressar ao passado pois a mágoa e a desilusão deixam marcas e já nada volta a ser como foi.
    Os meus amigos acusam-me de ser pessimista mas eu chamo a isso ser REALISTA!
    E nunca te esqueças que se souberes fechar bem uma porta, outra rapidamente se abrirá....
    Um beijinho para ti,
    boa semana!
    Miosotis said...
    Voltei Art, mas ñ terei mt para comentar!
    Está lindo, sensível, real! E por isso mesmo ñ quero comentar.
    Quando se trata de 'intimidade' ficcionada' ou não... eu 'oiço/leio com mt respeito e silencio.

    Uma passagem me deteve: '...viciado numa existência estéril e inglória...'
    Conheço assim alguém. Minh'alma doi!

    Continuarei a ler-te pq sempre me senti mt bem!
    Mais uma vez, mt sensibilizada pelo convite de poder partilhar entre poucos/poucas os teus 'afectos/desafectos'.

    bjs numa noite chuvosa s fria
    Freyja said...
    gracias por la invitacion y poder estar aqui compartiendo contigo
    se te extrañaba y me alegro encontrar que nuevamente toma vida y encanto aqui
    un post lleno de sentimientos
    gracias por tus saludos en Sucesos
    un abrazo grande y una linda semana
    besitos



    besos y sueños
    Freyja said...
    gracias por los saludos en Lagrimas
    un abrazo muy grande y muchos cariños
    besitos


    besos y sueños
    Hannah said...
    Olá Dark Angel. Escreveste uma coisa muito bonita, que pareceu-me muito sincera e muito sentida. Não acredito que vás encontrar alguma resposta, também acho que não é isso que andas à procura, mas a esperança permanece e isso é notório. Há algo que dizes em que eu acredito muito.. "(...) porque tudo aquilo que não se procura, acaba por ironia, por nos vir parar às mãos." Nunca te esqueças disto e deixa o tempo passar um pouco... por vezes, ele é o nosso melhor amigo. :) Beijinhos***
    Maria Carvalho said...
    Realmente não vinha aqui há uns tempos. Não concordo. Os timings (desculpem o termo) são diferentes para todos nós e os desencontros, encontram-se aí. Podem visitar-me no http://umavidaepalavras.blogspot.com enquanto o eco está parado...se quiserem. Beijos.
    Ana said...
    Por vezes a distância entre o que cada um pensa ou sente é maior que qualquer distância no tempo ou no espaço.
    Resta acreditar que um dia essa distância deixe de existir, ou então, simplesmente deixemos de querer chegar mais perto.

    Beijinho,

    Anokas
    CM said...
    Olá, agradeço desde já o convite, fiquei agradavelmente surpreendida.

    Belíssimo texto, que retrata aos encontros e desencontros de muita gente...

    Beijo
    Ana Luísa said...
    Olá Art.
    Fiquei surpreendida e agradeço o convite, não sabia que tinhas privatizado...

    Mais uma vez, um belíssimo texto (como sempre...).

    Um beijinho e mais uma vez, obrigada :)
    meialua said...
    Olá, obrigada pelo convite, é bom ter-te (ter-vos) de volta.

    Obrigada pela honra de poder ler e apreciar estes sentimentos e momentos.

    Uma coisa me icou e te digo que o sei que é bem real; o que não procuramos acaba realmente por vir ter a nossas maos.

    Beijos com carinho.
    João C. Santos said...
    Olá...
    Muito obrigado pelo convite, obrigado por voltares,
    espero corresponder-te sempre que as tuas palavras me deliciem.

    Procuras, sentes e queres. Quando deixas de sentir vai embora sem avisar o querer...

    No "sentir" reside a essencia...
    Papoila said...
    Olá Art;
    Venho agradecer-te o convite que muito me honra para visitar este blog que tanto gosto de ler, pela sensibilidade da escrita do mundo dos afectos.
    Muito bonito este texto.
    Beijo
    Freyja said...
    dejando un abrazo grande y que todo este bien
    besitos y gracias



    besos y sueños

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