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E porque a mim me encantou, resolvi partilhar uma das muitas coisas boas que a vida nos pode oferecer.
E afinal a vida tem tantas coisas, e momentos bons, que merecem ser vividos e partilhados...


A História do Bar

O bar fica em Câmara de Lobos, na ilha da Madeira. Cresceu a fazer as ponchas tradicionais da região com aguardente de cana, e depressa se descobriu que o segredo do negócio estava na adaptação do sabor antigo para um agradável paladar das novas gerações. Substituiu-se a aguardente pela vodka, e adicionaram-se ainda os sabores do maracujá, da laranja e do limão. Depressa o bar Number2 deixou de ser só uma referência turística, para passar a ser um local de culto dos noctívagos de toda a região.

A História da Poncha

A Poncha é uma bebida originária da Índia, trazida pelos ingleses, e adaptada pelos Madeirenses. Panche, nome atribuído pelos indianos à bebida, era inicialmente constituída por cinco ingredientes: a aguardente de arroz ou de noz de coco, o açúcar, chá de ervas doces, água e especiarias.

Na Madeira esta bebida foi adaptada, passando a utilizar-se a aguardente de cana, sumo de limão, e cascas de limão maduro. A Poncha tornou-se muito popular devido ao facto de esta ser considerada um bom remédio para curar as mazelas da garganta... mas não só...

Aconselho vivamente quem não experimentou uma Poncha, a fazê-lo, porque nem imaginam o que andam a perder...

6 Comments:

  1. Litinha said...
    “E afinal a vida tem tantas coisas, e momentos bons, que merecem ser vividos e partilhados…”
    E porque existem espaços como este, que nos facultam e fomentam a partilha de experiências de vida, sentimentos, …, só tenho mesmo que te agradecer o “pedaço” da tua vida e emoções que resolveste compartilhar.
    E porque me fizeste crescer água na boca, certamente um dia, experimentarei uma Poncha!

    Ah! Já agora, Art, podes explicar-me o que querem dizer e deixam por dizer as reticências?
    “A Poncha tornou-se muito popular devido ao facto de esta ser considerada um bom remédio para curar as mazelas da garganta… mas não só… (mas não só?...)

    :)

    Beijinhos.
    Å®t Øf £övë said...
    Voilà, que perspicaz que ela é...!!!
    A verdade é que poucas pessoas conseguem atribuir real importância às reticências. A maioria das vezes, elas passam despercebidas, quando não são solenemente ignoradas. Para mim, as reticências são fundamentais, sobretudo naqueles casos de duplo sentido, nos muitos subentendidos de conversas vagas, nas situações pouco claras, nas esperanças falsamente criadas, nos convites a "algo mais", enfim, em todas as circunstâncias nas quais a precisão e o verdadeiro não figuram entre as minhas prioridades. Eu, pessoalmente, gosto de reticências, sobretudo pela liberdade que elas me permitem, porque não sou a favor das situações totalmente definidas, do tipo "pão, pão, queijo, queijo".
    Todos nós, na vida diária, nas nossas actividades, e sobretudo nas coisas do amor necessitamos, em algum momento, de utilizarmo-nos de algum subterfúgio. Para evitar confrontar as pessoas com alguma mensagem muito directa.
    O único problema das reticências é que elas não aparecem de modo claro na linguagem oral, só naqueles "balõezinhos" acima da cabeça das pessoas nos desenhos de revistas.
    Eu pergunto: o que seria do amor sem as reticências? O que seria de nós se precisássemos dizer tudo de forma clara, absolutamente sem ambiguidades, sem essas omissões convenientes, sem os subentendidos de linguagem? Certamente haveria muito mais zangas, e as taxas de separação, e de divórcio seriam infinitamente maiores.
    A vida é contraditória e cheia de surpresas, por isso não podemos, nem devemos comprometer as possibilidades infinitas do nosso futuro com frases cortantes que encerram apenas as limitações do presente.
    Vivam as reticências...

    "Como penso, logo sou reticente..."


    Beijinhos.
    Litinha said...
    Bela resposta!!!

    Olha só o meu sorriso :)) às tuas reticências!

    Curioso que também faço muito uso de reticências, porque será?!

    Um beijinho de boa-noite :)
    Dä®k Añgë£ said...
    Art,
    Persistente como és... de certeza que não me vais deixar passar pela vida sem experimentar uma Poncha... pois não???

    Beijinhos.

    PS:. Ops!!! Acabei de reparar, que nem eu sou capaz de resistir às reticências...
    menina said...
    Olá... acho que um dia destes vou seguir o teu conselho. Uma amiga anda sempre a falar da famosa "poncha" da sua terrinha natal! Tenho de ir até lá beber uma poncha com o ti' João!!
    quanto à tua explicação acerca das reticências Padrinho... tsst, tssst, tssst.... podias ter sido mais objectivo... "porque não sou a favor das situações totalmente definidas"?? ehehehheheheh... pobre Dark_Angel :o)))
    bjs
    Tazaroteno said...
    O que tu me foste lembrar, que experiencia é tomar uma poncha na Camara de Lobos, vou la voltar de certeza absoluta, lol

    Um abraço

    Octavio Viciado em Poncha

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