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Quando um homem ama uma mulher, parece que odeia todas as outras mulheres. Com as mulheres já não é bem assim. Vá lá alguém saber porquê. A indiferença parece que as atrai... desafia-as... diverte-as... sei lá... deve enfurecê-las pensar:
"Este gajo não quer nada de mim..."

"Não penses que sou um gajo como os outros" - disse eu a uma que só queria dormir comigo - "sem fazer nada" - como elas gostam de dizer. Como se dormir não fosse já gravíssimo!!!
Abri um livro, e comecei a ler... ela começou a rir-se... esticou o dedo do pé até tocar no meu pé, e respondeu...
"Eu sei... vi logo que eras um gajo diferente..."
Continuei a ler...
"Diz-me uma coisa bonita" - pediu ela
E eu disse...
"És a rapariga mais bonita que já vi..."
E ela perguntou...
"Quantas viste até hoje?"
E eu respondi...
"Contigo treze..."

Fodemos como doidos... mas eu queria ler!!!
Amei-a... depois tentei esquecer... e ela enrolou-se numa almofada e dormiu...
Agora o que me custa mais não é tanto lembrar-me desses momentos... é não os esquecer...
O que é que se faz com o que nos fica na cabeça, quando já não há nada a fazer?

6 Comments:

  1. Nefertiti said...
    Art,

    Não compartilho da “teoria” que haja um sentir, emoções, sentimentos, ..., próprios e comuns só do sexo feminino ou só do sexo masculino. Todos nós, homens e mulheres, somos humanos, a essência é a mesma... e amor é amor para os dois sexos... assim como desejo, paixão, dor, sofrimento... haverá, sim, formas distintas de serem manifestados... mas isso também se verifica nos indivíduos do mesmo sexo.
    Opiniões...! Não as discuto... devo respeitá-las mas, a verdade é que discordo... “Vá lá alguém saber porquê”...!

    “Se”... Se partir do princípio mencionado no texto e tomando-o como norma inquestionável, devo dizer, modéstia à parte e sem presunção alguma, que sou, então, a excepção à regra!
    Não me atrai, de forma alguma, a indiferença do sexo oposto... não me desafia, nem me diverte... muito menos me enfurece... não me “desgasto” com quem não manifesta vontade de estar comigo, de fazer parte da minha vida ou que eu faça, de alguma forma, parte da sua vida...
    Um relacionamento, para me satisfazer e me preencher, terá que ir muito para lá do encontro de dois corpos, de meras satisfações carnais, de partilha de desejos físicos...
    Num relacionamento, para mim, terá que haver cumplicidade de almas... somente este “encontro”, apenas perceptível nos mais ínfimos pormenores, me cativa e faz despertar em mim aquele sentimento designado de amor e, claro, então surge, em consequência, o sexo... mas sexo de fazer amor, de fazer sentir através do mecanismo físico que possuímos, o sentimento nutrido pelo outro ser...
    Ir para a cama com alguém, pelo simples prazer de fazer sexo, não “combina” com a minha forma de ser... nem vai de encontro às minhas necessidades...
    Se acontecer, eu perceber que a pessoa que despertou a minha atenção, não tem a mínima intenção de, nem quer (porque não aconteceu querer) estar comigo... no momento que, para mim, for evidente, afastar-me-ei... não me “arrastarei” jamais aos pés de alguém, nem imporei a minha presença e/ou vontade... não se chama a este comportamento “desistir” ou “pouco amar”... mas sim, respeitar... respeito pelo espaço, vontade, da outra pessoa e sobretudo por mim, pelo ser humano que sou, e como tal, pelo respeito que me devo a mim própria... Evidentemente que há o sofrimento a acompanhar esta atitude... não é fácil o afastamento quando são despertados em nós sentimentos adormecidos... mas é o procedimento mais sensato antes que aconteça, um dia, lamentar o passado...

    O que é que se faz com o que nos fica na cabeça, quando já não há nada a fazer?
    A esta tua pergunta, digo-te que, para bem da minha sanidade e da contínua insistência em almejar (re)encontrar a felicidade, o melhor, para o meu bem-estar, é guardar as memórias no lugar onde sentimentos não esmorecem e são sempre recordados ainda que, por vezes, com alguma saudade, tristeza e sofrimento: no coração!... e... seguir em frente...

    Um beijinho.
    Dä®k Añgë£ said...
    Art,
    A minha opinião sobre este tipo de situações, e sobre os homens, não é lá muito favorável.
    As mulheres quando amam, não têm complexos em pensar que "pertencem" a alguém, enquanto que os homens acham-se na obrigação de "pertencer" a todas as mulheres do mundo. É por isso que as mulheres quando vêem um homem de que gostam, vão simplesmente "buscá-lo", sem o mínimo respeito. No fundo, os homens existem para que as mulheres possam medir forças entre elas. As mulheres são em boa verdade muito pouco levianas, embora gostem de brincar com as expectativas e vaidades dos homens. As mulheres estão sempre prontas a considerar que são elas que se metem com os homens... embora gostem de os deixar a pensar o contrário.
    Beijinhos.
    Porquê? said...
    Querido Art,
    este teu post ajudou-me a "aclarar" um pouco aquilo que eu suspeitava relativamente a algo que se passa comigo. Só me falta perceber o porquê da tua aparente contradição ao dizeres "MAs eu queria ler" e depois assumes que o que te custa mais é não esqueceres os momentos que viveste.... Será essa a essência dos homens? Afinal vocês também vivem as vossas inseguranças? também têm medo de se envolverem? é por isso que apenas "querem ler?".
    "o que é que se faz com o que nos fica na cabeça quando já não há nada a fazer?" - o tempo é o melhor conselheiro, a emoção acaba por se desvancer aos poucos...mas as recordações ficarão para sempre gravadas na nossa memória!
    Beijinho
    bom fim de semana
    Ana said...
    Art,

    Não posso responder por todas as mulheres, obviamente... mas posso afirmar que a indiferença, decididamente, não me atrai, não me desafia e não me diverte.
    A questão, muitas vezes, prende-se com o verdadeiro significado dessa "indiferença" e o sentir até que ponto "ela" é verdadeira.
    Sem querer entrar no campo da "intuição" ou do "sexto sentido", sempre achei (correndo o risco de estar redondamente enganada) que há sentimentos que simplesmente não nos convencem... ou pelo menos a forma como são demonstrados. E "vá lá alguém saber porquê", muitas vezes homens e mulheres insistem em demonstrar uma indiferença que simplesmente não combina com as restantes atitudes, palavras, olhares e até silêncios.
    Quando isso acontece, acredito que essa indiferença suscite uma vontade de lutar, insistir e "perseguir" aquilo que sentimos estar lá.

    Beijinho
    Dulcineia said...
    Por mim,gosto de desafiar os que se fazem de indiferentes.Lá que os há,disso ninguém duvide...Depois,julgo que a maioria das mulheres não de deita com um homem só porque sim.Isto é;nós somos transparentes e sinceras e normalmente só praticamos sexo com um gajo se sentimos mais do que o desejo carnal...ehehehe..profundo,não?
    E sei lá que escrever mais....
    Beijinhos para a minha familia de blogueres aqui do Pedaços e um xi-coração especial para ti Art.Vai dando noticias..agora que deixaste o teu outro cantinho...
    Anónimo said...
    para quê? disse...
    Volta rápido.
    Já estamos em Janeiro.
    Queremos mais um texto.

    09 Janeiro, 2007 23:19

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