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Tudo o que nos rodeia desde que devidamente olhado, acaba sempre por despertar os nossos sentidos, e por desencadear uma imensidão de emoções. Poderemos ter muitas formas de interpretar aquilo que vemos diante dos nossos olhos... podemos até ir além dos nossos sentidos, porque através da visão é que nós podemos expressar e demonstrar tudo aquilo que sentimos. Podemos de certo modo olhar aquilo que nos rodeia como uma forma de darmos pouco significado às palavras.

A dúvida entre ligar ou não ligar a alguém que nos fez felizes causa sempre sensações difíceis de serem expressadas... O coração bate... as mãos suam... ficamos com os nervos à flor da pele pela incerteza de... ligar ou não ligar? E se a outra pessoa já não se lembra de mim? E se me ignora? O que devo fazer...?

Mesmo com a ansiedade que estas dúvidas nos provocam, e com a pulsação no seu auge a decisão certa a tomar é mesmo ligar, e esperar para ver o que acontece. Afinal nunca devemos ignorar alguém que em determinada fase da nossa vida teve grande importância para nós.


Eu senti-me um pouco tonto
Sem saber o que fazer
Talvez fosse a tua imagem
Talvez fosse por querer

Ao certo abriste-me a porta
Mas eu não queria entrar
Só queria uma miragem
Só queria naufragar

Faz tanto tempo
Tanto tempo
Faz tanto tempo
E eu não esqueci

E tu chegaste tão perto
Que te apertei no meu peito
Já não era uma miragem
Era a serio eras tu

Faz tanto tempo
Tanto tempo

Tema: "Tonto" - Xutos e Pontapés

Eu gosto de perceber a diferença entre olhar, e ver. É que embora parecidos, no fundo as diferenças entre ver e olhar são enormes. Eu sou capaz de olhar tudo o que está à minha volta, porque para olhar basta-me ter a capacidade de abrir os olhos, mas ver é muito mais profundo. Para mim o acto de ver significa saber observar com sentimentos. Quando vejo reparo sempre em algo de novo. É quando percebo esta diferença que começo a caminhar rumo à felicidade.

Surpresas... quem não gosta de ser surpreendido?
Quem não gosta de surpreender?
É das coisas que mais gosto... surpreender e ser surpreendido pelas pessoas de quem gosto... ADOROOOOOOOO... mas normalmente sou eu o "maluco" das ideias mais tolas... das prendas surpresa... das coisas mais inesperadas... das escapadelas para os sítios que ninguém se lembra... das experiências com misturas de sabores inacreditáveis... quando não resultam... resulta uma grande gargalhada e uma óptima recordação...

Também quero... também quero alguém que me surpreenda...

A música e as palavras são a linguagem das emoções. A palavra pode ter som mesmo quando lida em silêncio. Um texto é uma sucessão de palavras de modo a expressar uma mensagem, ou uma informação, de quem o compõe para quem o recebe. Por vezes, a música e as palavras ficam de tal forma sincronizadas, que é difícil pensá-las em separado.

É o que me acontece cada vez que leio e oiço, tudo aquilo que o meu amigo Mitro Vorga escreve e compõe. E como forma de reconhecimento pelo seu talento, tomo a liberdade de partilhar com todos vocês a sua "Alquimia", ao som do seu "En Canto". Esta foi a forma que eu encontrei para agradecer a sua presença constante, e as palavras sempre amáveis que ele usa quando me visita e comenta.

E como "Criar é como parir!"... Enjoy...




Alquimia
Há substâncias que nenhuma química consegue ligar
Incompatibilidades, que ninguém consegue vencer
São como ventos contrários, numa vela esburacada
Quando querias que importasse, não importa nada

Há efeitos enganosos, miragens feitas pelo calor
Pensas que o que vês, é o que parece, e não é
Há caminhos, que nunca se deviam trilhar a pé
Ausências, que já não conseguem causar dor

Porque me perguntas se está tudo bem?
Se de facto me conhecesses, saberias
Que desapareço no contar dos dias
Que afinal, são os teus também...

Nesta química insuportável que nos separa
Há este desejo intenso de me aproximar
Contudo, há uma força que me pára
Uma alquimia retorcida de afastar



Texto e Música: Mitro Vorga

Será que estamos no caminho certo?
Ou será que existem caminhos que são percorridos em vão?

Isto é algo com que todos nos confrontamos várias vezes ao longo da vida!!!
A liberdade de escolha é aterradora... essencial, mas assustadora pelas suas múltiplas encruzilhadas. Em certos momentos seria preferível não termos que ser nós a escolher.

Mas... somos sempre nós que decidimos... somos sempre nós que damos o passo quer em direcção ao abismo, quer em direcção a um momento de felicidade irrepetível. Por vezes recuamos... outras paramos para respirar fundo, para nos reabastecermos, para procurarmos a bússola, mas acabamos por seguir sempre o nosso caminho, porque ninguém o pode fazer por nós.

Por isso cada vez mais acredito que o melhor é deixarmo-nos levar, porque até o caminho mais sinuoso e difícil traz-nos sempre algo de bom, algo de positivo, nem que seja o simples facto de nos ajudar a crescer. E será que pode haver melhor do que isso?

O ideal seria termos sempre a certeza de encontrarmos o que procuramos no fim de cada caminho, mas na impossibilidade de termos certezas absolutas acerca disso, eu sigo sempre o caminho para onde me leva a minha inclinação.

Já está na altura de reconhecermos às mulheres a capacidade e a faculdade de falarem abertamente sobre sexo, embora seja da opinião que há coisas que não ficam bem nem vindas da boca de uma mulher, nem de um homem.

Enquanto nós continuarmos a fazer da troglodice a nossa linguagem universal, iremos continuar a ser os maiores inimigos das mulheres. E estas por sua vez, enquanto continuarem a ver todas as outras mulheres como galdérias, também continuarão a ser as suas próprias maiores inimigas.