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O tipo de pais clássicos que costumavam chegar a casa e não davam nenhuma atenção aos filhos, caiu completamente em desuso. Hoje os pais já não são considerados figuras distantes, e participam cada vez mais activamente na vida dos filhos.
As próprias mulheres "exigem" uma cada vez maior envolvência nossa na vida familiar, porque também percebem que nós gostamos de ocupar esse espaço. Portanto ambos desejamos a mesma coisa - homens e mulheres.
Hoje as crianças também percebem melhor a importância que o pai tem para elas, e nós temos é que saber dar valor a isso e corresponder cada vez mais a essa exigência. Já não somos vistos como um super-herói inatingível, mas sim como alguém capaz de participar na rotina doméstica, e nos cuidados que elas necessitam no "dia-a-dia".
É verdade que ainda há por ai muitos pais que não conseguem facilmente assumir esse papel, mesmo estando insatisfeitos com isso, portanto cabe às mulheres terem a arte e o engenho de saberem ajudar a modificar essa realidade.
As próprias mulheres "exigem" uma cada vez maior envolvência nossa na vida familiar, porque também percebem que nós gostamos de ocupar esse espaço. Portanto ambos desejamos a mesma coisa - homens e mulheres.
Hoje as crianças também percebem melhor a importância que o pai tem para elas, e nós temos é que saber dar valor a isso e corresponder cada vez mais a essa exigência. Já não somos vistos como um super-herói inatingível, mas sim como alguém capaz de participar na rotina doméstica, e nos cuidados que elas necessitam no "dia-a-dia".
É verdade que ainda há por ai muitos pais que não conseguem facilmente assumir esse papel, mesmo estando insatisfeitos com isso, portanto cabe às mulheres terem a arte e o engenho de saberem ajudar a modificar essa realidade.
Divagando sobre: filhas, Se Eu Blogo
Cresci ao som destas palavras na voz de Vítor de Sousa, e é curioso como há coisas que ouvimos na adolescência que nos marcam e acompanham para o resto da nossa vida, e que mesmo com o passar dos anos nos continuem a parecer tão actuais, e a fazerem tanto sentido...
Sou importante para números, convites-sociais, e toda uma série de compromissos inadiáveis... Como largar tudo isto para ir brincar contigo? Não, não tenho tempo!!!
Um dia trouxeste o teu caderno escolar para eu ver, e ficaste ao meu lado, lembras-te?
Não te dei atenção, e continuei a ler o jornal. Porque afinal, afinal os problemas internacionais são mais sérios do que os da minha casa. Nunca vi os teus livros, e não conheço a tua professora, nem me lembro qual foi a tua primeira palavra. Mas tu sabes... eu não tenho tempo...
De que adianta saber as mínimas coisas a teu respeito se eu tenho outras grandes coisas a saber? Incrível, como tu cresceste, estás tão alto, nem tinha reparado nisso!!!
Aliás, eu quase não reparo em nada, e na vida agitada, quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora, porque aqui fico calado diante da televisão. Porquê? Porque a televisão é importante e informa-me muito...
Sabes, meu filho... a última vez que tive tempo para ti, foi numa noite de amor com a tua mãe. Eu sei que tu te queixas, eu sei que tu sentes a falta de uma palavra, de uma pergunta amiga, de uma brincadeira, de um chuto na tua bola... Mas eu não tenho tempo...
Eu sei que sentes a falta de um abraço, de um sorriso, de um passeio a pé, de ir até ao quiosque ao fundo da rua comprar um jornal, uma revista. Mas sabes, há quanto tempo eu não ando a pé na rua? Não tenho tempo...
Mas tu não entendes, eu sou um homem importante, tenho de dar atenção a muita gente, eu dependo delas... Meu filho, tu não entendes nada de comércio... Na realidade, eu sou um homem sem tempo.
Eu sei que tu ficas triste, porque das poucas vezes que falamos é um monólogo, só eu é que falo. Eu quero silêncio, quero sossego!!! E tu tens a péssima mania de querer brincar com a gente, tens a mania de saltar para os braços dos outros... Filho, eu não tenho tempo para te abraçar, não tenho tempo para conversas e brincadeiras de crianças.
Filho, o que é que tu percebes de computadores, comunicação, cibernética, racionalismo? Tu sabes quem é Decart, e Kant? Como é que eu vou parar para falar contigo? Sabes filho, não tenho tempo...
Mas o pior de tudo, o pior de tudo é que se tu morresses agora, já, neste instante, eu ficava com um peso na consciência, porque até hoje, até hoje não arranjei tempo para brincar contigo, e na outra vida, Deus não terá tempo de me deixar, pelo menos, ver!!!
Divagando sobre: filhas, Se Eu Blogo
Não preciso de ser perfeito para ter o amor das minhas filhas, basta que a minha razão de viver seja as minhas filhas e terei toda a vida o amor delas.
E nunca me esqueço que na vida nós podemos mudar tudo, quando digo tudo, é tudo mesmo. A única coisa que nunca mudará é o facto de ser Pai. Isso serei a vida toda, com tudo de responsabilidade e de bom que isso acarreta.
E nunca me esqueço que na vida nós podemos mudar tudo, quando digo tudo, é tudo mesmo. A única coisa que nunca mudará é o facto de ser Pai. Isso serei a vida toda, com tudo de responsabilidade e de bom que isso acarreta.
Divagando sobre: filhas, Se Eu Blogo
Vou buscá-las à escola, já é fim da tarde... o dia passa tão depressa!!!
Atravesso o portão da escola, chego ao recreio, e lá estão elas, distraídas entre uma correria e uma conversa com as amiguinhas da sala. Por momentos perco-me a observar aquelas amostras de gente, e apetece-me ter outra vez quatro anos.
Elas demoram até me achar o olhar... o meu olhar de saudade e de mimo de pai, e então quando me vêm, os seus olhos acendem-se em mil luzinhas, e correm com os braços estendidos para abraçar as minhas pernas, e se enroscarem nelas.
Às vezes dizem-me baixinho, para ninguém ouvir, que tinham tantas, tantas, tantas saudades de mim, fecham os olhos quando as abraço, e dão-me as mãos pequeninas... que vêm quase sempre imundas...
Com quatro anos o mundo são três casas, meia dúzia de adultos, e outras tantas crianças. A "Erika", e a "Anneliese" são seres fascinantes, a sopa é sempre uma chatice, e as gomas uma maravilha. Nunca é tarde para irem dormir, nem cedo para se levantarem. O quarto delas tem muitos brinquedos, mas a cama do papá é que é boa, porque está sempre muito quentinha. Não gostam de lavar a cabeça, porque o champô arde-lhes nos olhos...
Atravesso o portão da escola, chego ao recreio, e lá estão elas, distraídas entre uma correria e uma conversa com as amiguinhas da sala. Por momentos perco-me a observar aquelas amostras de gente, e apetece-me ter outra vez quatro anos.
Elas demoram até me achar o olhar... o meu olhar de saudade e de mimo de pai, e então quando me vêm, os seus olhos acendem-se em mil luzinhas, e correm com os braços estendidos para abraçar as minhas pernas, e se enroscarem nelas.
Às vezes dizem-me baixinho, para ninguém ouvir, que tinham tantas, tantas, tantas saudades de mim, fecham os olhos quando as abraço, e dão-me as mãos pequeninas... que vêm quase sempre imundas...
Com quatro anos o mundo são três casas, meia dúzia de adultos, e outras tantas crianças. A "Erika", e a "Anneliese" são seres fascinantes, a sopa é sempre uma chatice, e as gomas uma maravilha. Nunca é tarde para irem dormir, nem cedo para se levantarem. O quarto delas tem muitos brinquedos, mas a cama do papá é que é boa, porque está sempre muito quentinha. Não gostam de lavar a cabeça, porque o champô arde-lhes nos olhos...
...o nosso pai diz-nos para inclinarmos a cabeça para trás, mas nós sabemos lá o que é isso... só temos quatro anos...
O que sabemos é que os nossos triciclos são verdadeiros Fórmula 1, que o nosso pai é o mais querido, e que há muitos dias que não fazemos chi-chi na cama.
Sabemos também que este ano mascarámo-nos de Fadas, e apetecia-nos voar, salvar os bonzinhos, e bater nos maus...
Sabemos que não nos deixaram vestir mais os fatos depois do carnaval, explicaram-nos que já tinha acabado, que agora só para o ano... mas nós não sabemos o que é para o ano, e os fatos continuam pendurados no armário à nossa espera, e todos os dias nos piscam o olho... e é por isso que no outro dia íamos a pensar nestas coisas todas no carro a caminho da escola, e perguntámos:
"Ó papá, se nós ficarmos muito, muito contentes, crescem-nos umas asas?"
O nosso papá olhou para nós com aquele olhar doce, que faz dele o pai mais lindo do mundo, e respondeu-nos, que o corpo não voa, mas que o espírito pode sempre voar e ir para onde nós quisermos.
Nós não sabemos o que é o espírito, nunca o vimos, mas apetecia-nos mesmo voar. O papá já nos disse que só os pássaros é que voam, mas nós sabemos que há uns meninos com umas asas nas costas, que vivem no céu, mas passam a vida a vir cá abaixo proteger os outros meninos que não têm asas. E deve ser por isso... por nós querermos voar como esses meninos, que no outro dia uma amiga do papá olhou para nós e disse:
"As tuas filhas são metade princesas, e metade anjos"
Nós não nos importávamos de ser princesas, mas o que nós gostávamos mesmo era de ter asas e voar...
O que sabemos é que os nossos triciclos são verdadeiros Fórmula 1, que o nosso pai é o mais querido, e que há muitos dias que não fazemos chi-chi na cama.
Sabemos também que este ano mascarámo-nos de Fadas, e apetecia-nos voar, salvar os bonzinhos, e bater nos maus...
Sabemos que não nos deixaram vestir mais os fatos depois do carnaval, explicaram-nos que já tinha acabado, que agora só para o ano... mas nós não sabemos o que é para o ano, e os fatos continuam pendurados no armário à nossa espera, e todos os dias nos piscam o olho... e é por isso que no outro dia íamos a pensar nestas coisas todas no carro a caminho da escola, e perguntámos:
"Ó papá, se nós ficarmos muito, muito contentes, crescem-nos umas asas?"
O nosso papá olhou para nós com aquele olhar doce, que faz dele o pai mais lindo do mundo, e respondeu-nos, que o corpo não voa, mas que o espírito pode sempre voar e ir para onde nós quisermos.
Nós não sabemos o que é o espírito, nunca o vimos, mas apetecia-nos mesmo voar. O papá já nos disse que só os pássaros é que voam, mas nós sabemos que há uns meninos com umas asas nas costas, que vivem no céu, mas passam a vida a vir cá abaixo proteger os outros meninos que não têm asas. E deve ser por isso... por nós querermos voar como esses meninos, que no outro dia uma amiga do papá olhou para nós e disse:
"As tuas filhas são metade princesas, e metade anjos"
Nós não nos importávamos de ser princesas, mas o que nós gostávamos mesmo era de ter asas e voar...
Divagando sobre: About Last Night, filhas
Quando os vossos amorosos rebentos vos puserem a fatal questão:
"Paiiii, Mãeeee, o que é sexo?"
O sexo é uma actividade a que as pessoas se dedicam quando querem ter filhos, orgasmos ou dormir melhor de noite. O sexo normalmente faz-se entre duas pessoas, mas pode ser com muitas, ou só com uma, mas aí as pessoas chamam outros nomes ao sexo, por isso já não é sexo.
Para dar filhos o sexo tem de ser feito entre dois órgãos diferentes, um ovário e um testículo. Como o ovário está enterrado na barriga das pessoas, e o testículo é uma bola mole e dorida, não se consegue ter filhos tendo só estes dois órgãos. Aí existem duas soluções, ou se vai ao médico e se faz a coisa com seringas, ou se dá uso a outros órgãos.
Estes outros órgãos são os pénis e as vaginas. Um pénis é um órgão assim em forma de cenoura, banana ou pepino, de cor rosa-acastanhada, e textura variável. A vagina é um bocado de carne com um buraco no meio. Quando o pénis está em modo textura dura, consegue enfiar-se e aguentar-se dentro do buraco de carne, e o testículo pode mandar os genes pelo pénis fora, que lá dentro eles já se conseguem encaminhar e chegar ao ovário.
Os pénis e as vaginas não são muito bonitos, não cheiram muito bem, e tendem a ter doenças e maleitas facilmente contagiosas, mas as pessoas não têm nojo porque têm mais-valias. Uma mais-valia do sexo é o orgasmo. O orgasmo é bom e distrai as pessoas dos problemas da vida no geral, e do sentido desta em particular, e as pessoas gostam de ter orgasmos, e por isso gostam de fazer sexo. Outras mais-valias do sexo incluem ter filhos, dormir melhor, e aquecer os pés. Um dos problemas do sexo é a desigualdade de direitos.
A localização do centro fazedor de orgasmos está localizado no pénis, e aos homens basta fazer sexo para os ter. Mas nas mulheres o centro fazedor de orgasmos está localizado fora da vagina, por isso é mais difícil de convencê-la de que ter uma pila feia, mal cheirosa, e passível de ter doenças dentro dela é boa ideia, principalmente se a mulher não quiser ter filhos, já tiver os pés quentes, e não sofrer de insónias. Uma boa maneira de convencer uma mulher de que o sexo é boa ideia é amá-la.
"Paiiii, Mãeeee, o que é sexo?"
O sexo é uma actividade a que as pessoas se dedicam quando querem ter filhos, orgasmos ou dormir melhor de noite. O sexo normalmente faz-se entre duas pessoas, mas pode ser com muitas, ou só com uma, mas aí as pessoas chamam outros nomes ao sexo, por isso já não é sexo.
Para dar filhos o sexo tem de ser feito entre dois órgãos diferentes, um ovário e um testículo. Como o ovário está enterrado na barriga das pessoas, e o testículo é uma bola mole e dorida, não se consegue ter filhos tendo só estes dois órgãos. Aí existem duas soluções, ou se vai ao médico e se faz a coisa com seringas, ou se dá uso a outros órgãos.
Estes outros órgãos são os pénis e as vaginas. Um pénis é um órgão assim em forma de cenoura, banana ou pepino, de cor rosa-acastanhada, e textura variável. A vagina é um bocado de carne com um buraco no meio. Quando o pénis está em modo textura dura, consegue enfiar-se e aguentar-se dentro do buraco de carne, e o testículo pode mandar os genes pelo pénis fora, que lá dentro eles já se conseguem encaminhar e chegar ao ovário.
Os pénis e as vaginas não são muito bonitos, não cheiram muito bem, e tendem a ter doenças e maleitas facilmente contagiosas, mas as pessoas não têm nojo porque têm mais-valias. Uma mais-valia do sexo é o orgasmo. O orgasmo é bom e distrai as pessoas dos problemas da vida no geral, e do sentido desta em particular, e as pessoas gostam de ter orgasmos, e por isso gostam de fazer sexo. Outras mais-valias do sexo incluem ter filhos, dormir melhor, e aquecer os pés. Um dos problemas do sexo é a desigualdade de direitos.
A localização do centro fazedor de orgasmos está localizado no pénis, e aos homens basta fazer sexo para os ter. Mas nas mulheres o centro fazedor de orgasmos está localizado fora da vagina, por isso é mais difícil de convencê-la de que ter uma pila feia, mal cheirosa, e passível de ter doenças dentro dela é boa ideia, principalmente se a mulher não quiser ter filhos, já tiver os pés quentes, e não sofrer de insónias. Uma boa maneira de convencer uma mulher de que o sexo é boa ideia é amá-la.
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