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A música e as palavras são a linguagem das emoções. A palavra pode ter som mesmo quando lida em silêncio. Um texto é uma sucessão de palavras de modo a expressar uma mensagem, ou uma informação, de quem o compõe para quem o recebe. Por vezes, a música e as palavras ficam de tal forma sincronizadas, que é difícil pensá-las em separado.

É o que me acontece cada vez que leio e oiço, tudo aquilo que o meu amigo Mitro Vorga escreve e compõe. E como forma de reconhecimento pelo seu talento, tomo a liberdade de partilhar com todos vocês a sua "Alquimia", ao som do seu "En Canto". Esta foi a forma que eu encontrei para agradecer a sua presença constante, e as palavras sempre amáveis que ele usa quando me visita e comenta.

E como "Criar é como parir!"... Enjoy...




Alquimia
Há substâncias que nenhuma química consegue ligar
Incompatibilidades, que ninguém consegue vencer
São como ventos contrários, numa vela esburacada
Quando querias que importasse, não importa nada

Há efeitos enganosos, miragens feitas pelo calor
Pensas que o que vês, é o que parece, e não é
Há caminhos, que nunca se deviam trilhar a pé
Ausências, que já não conseguem causar dor

Porque me perguntas se está tudo bem?
Se de facto me conhecesses, saberias
Que desapareço no contar dos dias
Que afinal, são os teus também...

Nesta química insuportável que nos separa
Há este desejo intenso de me aproximar
Contudo, há uma força que me pára
Uma alquimia retorcida de afastar



Texto e Música: Mitro Vorga

Hoje é o primeiro dia do resto deste ano, e por isso vou fazer uma associação que não sei se combina bem para todos, mas que aos meus olhos combina na perfeição - falo de sexo/amor versus imagem/fotografia.

Sempre que possível gosto de ver associadas as imagens e as palavras... e vice-versa. Ambas as sinto frequentemente como arte, como aquilo que vivo, que me perturba, e enlouquece. Em resumo... tudo aquilo que amo.

Hoje à fantástica imagem da Maria, Simplesmente, junto as palavras do também ele sempre magnifico Flávio Gikovate.



É comum ouvir dizer que, depois de alguns anos, a vida sexual dos casais se torna extremamente tediosa e repetitiva. A freqüência das relações costuma diminuir, regredindo para um encontro físico por semana, no qual as pessoas cumprem o "dever conjugal" ou "batem o ponto" – linguagem derivada da atitude displicente que têm alguns funcionários públicos. Muitos homens completam seus anseios sexuais pelo contacto com outras mulheres que não as esposas. E existem mulheres que também agem desta maneira. Mas a maior parte delas acomoda-se à situação, por achar que "a vida é assim mesmo" e voltam-se para interesses diferentes, principalmente para os filhos.

Costuma-se dizer que o desejo sexual é transitório: alimenta-se da novidade e depende muito da conquista, de modo que o que já foi conquistado perde quase totalmente a graça. Em parte, isso é verdade. Mas a experiência ensina-nos também que existe um bom número de casais que mantém uma vida sexual rica, excitante e divertida por vinte, trinta, quarenta anos seguidos. O fundamental é tentar entender por que isso acontece e extrair daí algumas lições úteis para que a maioria das pessoas possa desfrutar das delícias eróticas por toda a vida.

Mais importante do que saber por que o desejo desaparece em tantos casais é entender as razões pelas quais ele permanece em outros. Quero referir-me apenas aos "bons casamentos" – aqueles em que há uma dose decente de afeição recíproca e, principalmente, uma atitude mútua de respeito e consideração. Sim, porque nos "maus casamentos" a vida sexual tende a esvaziar-se por razões sentimentais. Um homem ou uma mulher que se sinta sempre humilhado(a) e rejeitado(a), ou que seja tratado(a) com grosseria e autoritarismo, tem o "dever" de desenvolver uma aversão física pelo(a) agressor(a).

Na maioria dos casos, é isso o que ocorre e, não raramente, é o início do fim do casamento. Existe uma excepção: aquela na qual o agressor – um homem ou uma mulher – pode provocar permanentemente a incerteza e o ciúme do parceiro. E o ciúme é um poderoso afrodisíaco, pois mobiliza inseguranças pessoais e tendências competitivas e de disputa. Ninguém quer se mostrar menos competente que um eventual rival.

A minha impressão é a de que o factor erótico que se alimenta de novidades e se cansa com a repetição é unicamente o que deriva da excitação visual do homem. O rapaz casa-se e, no início da convivência, pode ficar excitado apenas ao ver a sua mulher nua. Isto é coisa que costuma desaparecer logo, muito antes dos sinais de envelhecimento físico da companheira, não estando associado a esse facto. Aliás, a importância da visão, como elemento de excitação masculina, diminui com o passar do anos, até mesmo em relação às outras mulheres que não as próprias esposas. A excitação vai se tornando mais dependente dos carinhos e do toque. Quer dizer que o aspecto táctil se torna cada vez mais influente. Na mulher é assim desde o início da vida adulta. Ela excita-se ao se perceber desejada e, principalmente, ao ser acariciada de um modo adequado.

É preciso, portanto, que os próprios homens saibam que o que está a acontecer é absolutamente normal. Do contrário, eles terão a impressão de que já não têm mais o mesmo interesse pela esposa, o que não é verdadeiro. Eles necessitam agora, exactamente como as mulheres, de mais agrados e carícias físicas para terem excitação sexual. Depois que surge a erecção, tudo ocorre como no passado. Claro, desde que a vida em comum seja de razoável entendimento e consideração mútua.

O desejo não se esvai, ele modifica-se. Deixa de ser visual e torna-se essencialmente táctil. A mulher deve entender que isso não significa que ela está a ser menos amada – apenas não desperta mais aquele impacto visual que ainda ocasiona nos outros homens. E não adianta nada trocar de marido. A história se repetirá com o próximo. Às vezes, eu penso que, com o passar dos anos, a visão vai sendo substituída pela imaginação e pelo prazer que se tem ao perceber que o parceiro é participativo em todo o tipo de intimidades eróticas.

A cada blogue que leio dedico todo o meu carinho, e dou também um pouco de mim a cada um. Encontro sempre algo nas palavras dos outros que fazem reacender a minha chama, que tantas vezes se encontra numa quase ausência de luz. Isso acaba por me fazer reflectir, reencontrar-me e rever-me, como se a minha alma se olhasse a um espelho e se expandisse...

Hoje partilho com vocês pedaços de palavras, de ideias, de sentimentos, de emoções, de vida, e de imagens... que a Maria, Simplesmente cria através das suas palavras e imagens, emprestando-lhes cor, ritmo e movimento... e que sem ter que se explicar, indirectamente nos consegue acender em muitas das nossas noites e momentos, a chama e o brilho duma estrela...



Um contratempo, podem crer!...
A meio dum trabalho o meu computador disse-me que não sairia dali tão cedo. Como um louco e apesar de ver o meu desespero para terminar um trabalho urgente, resolveu pura e simplesmente "amuar".

Teimosamente, por mais que eu lhe suplicasse que se mexesse porque desejava ter o trabalho concluído na parte da manhã do dia seguinte, nem resposta me dava, ainda para mais, sem atenção à minha fraca capacidade económica e sem olhar à crise instalada nas minhas algibeiras, que se sabem esvaziar mas esquecem-se de encontrar uma forma de se encher, acabou por fazer o que pensou e foi meter-se numa clínica de manutenção de beleza, onde foi desventrado e durante oito dias não tentou saber de mim. A ingratidão afinal não faz parte somente do ser humano.

Isto leva-me a pensar que dentro dele também existe algo mais que desconheço, sentimentos frios e vingativos, levando-o a fazer-me pagar todo o trabalho a que o tenho sujeitado. Vingança fria, bem estudada, levando-me até ao desespero.

Depois do técnico sair, fui ver o que me deixou e ao abrir o saco onde vinha guardado tudo o que lhe tiraram do seu interior, num relâmpago a imaginação levou-me até uma cidade virtual, e não digo a um mundo virtual, porque infelizmente ou felizmente, nem todo o mundo tem acesso a tudo o que ali se encontra.

Cidade global é sim. Ali tens tudo, nada te falta, sentado confortavelmente encontras o que necessitares, arte, música, informação, telefones, contactos, ciência, cinema, rádio, tudo o que possas imaginar e desejar, vindo de perto ou de muito longe, de lugares que nem conheces, muitos que nem sabias que existiam, por onde podes viajar à vontade, e que te dão um conhecimento que de outra maneira não poderias ter e por vezes utilizas mal, outras vezes ficas preso e a sonhar, até amigos novos podes conhecer, uns que poderás conhecer pessoalmente outros... serão sempre virtuais.

Mas atenção uns serão a realidade, outros... sonhos e outros ainda poderão estar à tua espera para te tramar. É uma cidade virtual que se oferece à tua imaginação, que a pouco e pouco irás construindo e explorando como um paraíso onde gostarias de viver, onde todos, hoje e cada vez mais, se vão refugiando, até porque à medida que os sonhos se transformam em pesadelos, é procurado por uma humanidade que se sente cada vez mais solitária.


Perguntas: "What is this???!!!"
É o meu... ou o teu computador...



Estaria muito longe da realidade?
Começo por confessar que não tenho a mínima intenção de fazer o dito...
Nunca os achei apelativos. Gosto de olhar para a blogosfera como um local onde publico textos, e onde gosto de ler textos dos outros... apenas isso. E através deste processo acabo por criar laços com determinados blogues. Nos blogues não se vêem caras nem corações, mas consegue-se o mais importante que é criar afectos através das palavras e dos pensamentos, e deixar tudo o resto para o nosso imaginário.

Mas confessem lá se não seria um jantar memorável?

Onde - Um restaurante muito em conta
Quando - Uma noite da semana passada (quarta? quinta? o que é que isso interessa?)
Quem - Todos nós aqui do "Pedaços" (aquilo a que os senhores da restauração chamam um grupo: mais de dez, e menos de vinte)
Porquê - Ninguém faz a mínima ideia
Como - É aqui que as coisas se tornam interessantes, como se perceberá ao acompanhar o relato imaginário, quase minuto a minuto, à maneira dos sites de futebol. Então seria assim:

20:37 - Olhando para a porta do tal restaurante muito em conta, ainda só estão três macacos à porta. O resto da malta ao que parece encara de forma um bocadinho elástica a expressão 20.30h.

20:52 - Lá vão chegando todos a conta-gotas, ou será aos "Pedaços"... alegres, atrasadíssimos... tão portugueses...

21:00 - Entram no tal restaurante muito em conta com a meia hora da praxe de atraso.

21:08 - Sentam-se, e vão abrindo os pacotes miniatura de manteiga, comendo umas entradas, e ninguém se atreve a fazer a pergunta: "Será que ele vem mesmo?"

21:10 - Sem se conseguir conter, alguém faz a pergunta que está no espírito de todos os presentes: "e então, acham que ele vem mesmo?". As pessoas disfarçam, e fingem olhar para a televisão, mas como sempre há alguém que não resiste e desdobrando o guardanapo e colocando-o no seu colo, ousa responder: "É melhor esquecerem... desde já vos digo que ele não vem. Olhem lá, por que é que não vêem o que ele estará a publicar no blogue dele a esta hora?". Faz-se um enorme silêncio, e só se ouve um leve murmúrio das pontas dos dedos, matraqueando suavemente os ecrãs dos telemóveis, iPhones, iPhods, e afins...

21:32 - Começam a chegar os primeiros pedidos: costeletas de encher o prato, bacalhau com natas...

21:35 - E eis que ele aparece. E como que por magia o tal restaurante muito em conta parece que sofre uma descarga eléctrica, enchendo-se de luz, com todos os nossos olhares apavorados centrados naquela "coisa"... Sim, "coisa" é a melhor palavra, para classificar aquilo que tinhamos diante dos nossos olhos.

Vou então resumir a "coisa" da forma mais minimalista que me seja possível. Uma verdadeira mistura de Jean-Paul Gaultier e Dolce & Gabbana: sapatos com tacões agulha de dez andares com uma cobertura de cristais, um casaco metalizado com fechos dourados, umas calças cor fúschia, um gorro, e como cereja no topo do bolo... um crachá preto com letras vermelhas, que diz: "Eu sou o Å®t Øf £övë".

21:38 - A tal "coisa" vira-se para nós e diz: "Boa noite a todos. Vou só ali à casinha. Já volto."

22:10 - Sai do WC transfigurado. Algumas pessoas já vão na sobremesa, e há mesmo quem já peça os cafés. Impávido, senta-se, e consulta o menu...

22:50 - A imprevisibilidade do acontecimento não termina aqui, mas o que se estaria para passar nos próximos 40 minutos, torna-se inenarrável... e como S.Tomé... só mesmo estando lá para ver...

23:08 - O massacre continua. Ele não pára, não abranda, não larga...

23:21 - Bocas caladas. Apenas o barulho do multibanco a imprimir papéis para os que pagam com cartão. O silêncio é semelhante ao que se segue às grandes tragédias, tipo sismos, maremotos, apocalipses...

23:34 - Rituais de despedida...

23:37 - As luzes começam a apagar-se dentro do restaurante muito em conta. Por muito subtil que seja, o que os empregados estão a fazer, repetindo vezes sem conta "Boa noite, boa noite, até à próxima", é enxotar-nos. E enxotados saímos para a rua, à espera do flash que eternize este memorável jantar.

23:49 - E agora, tchanan, tchanan, tchanan, eis a fotografia de grupo, tirada por um dos empregados de mesa (o mais paciente dos seres humanos, garanto-vos), imagem que desvenda por fim o que faltava desvendar:




E vocês? Imaginavam-me... Imaginavam-se... assim?

Já não é a primeira vez que vos digo que gosto de espreitar por esta janela, porque é de onde ao longe eu vejo romãs, e onde apesar da ventania, as sílabas são sempre inventadas e reinventadas... por ela através dos seus olhos e das suas palavras...

Já foste a paixão
das minhas horas
desmarcadas,
já foste a precisão
incompleta,
a inacabada
loucura de um verbo.

Já foste o desenho
da minha vida
e a voz mansa
dos meus sonhos.

Foste tudo.

Hoje és a desilusão
perfeita do caos.


Por Ti... Com os Meus Olhos - Março 2009

Depois de "Canela e Erva Doce" e "Golpe de Asa", chegou agora a hora de Paula Raposo editar o seu terceiro livro de poesia "Nevou este Verão".

Paula Raposo nasceu em Lisboa, decorria o ano de 1954. Chegou a frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas não passou do primeiro ano. Interrompidos os estudos, foi trabalhar para um banco; trabalho que deixou em 1987, para trabalhar num escritório de contabilidade. Hoje em dia, concilia a sua carreira de escritora e poetisa com actividade que continua a desenvolver nesse escritório.

A sua poesia é livre, sem deslumbramentos formais no que respeita a métrica e rima, contendo em si uma contemplação constante, um encanto místico, onde o amor está sempre presente. A autora (in)define-se numa só frase: "Não sou definível, sou apenas uma mulher como as outras". (Magna Editora)

Tenho uma enorme lacuna... Eu não gosto de poesia, não sou um apreciador fácil de poesia. Gosto de algumas coisas, gosto daquelas que me tocam, e que leio ao acaso. São umas coisas [daqui], outras [dali], e não tem a ver com estilos. É que o meu sentido artístico no que diz respeito à poesia não é nada apurado... é um problema...

Mas de vez em quando encontro poemas e autores que se entranham em mim, e ficam para sempre... e ocasionalmente transpiram para fora...
Basicamente, sei o que me toca e o que não me toca...


Eu vou estar sempre aqui.
E tu sabes onde,
sabes onde me encontrar.
Eu não fugi, eu permaneço.

Deixo adormecer-me sem ti,
porque tenho que dormir.
Fico onde estou, porque
sei que virás um dia.

Não quero que me percas de novo.
Por isso fico. E espero.
Calmamente.
Como se fosse inevitável,
cruzarmo-nos de novo.

E vou ser tua, vou possuir-te.
vou poder amar-te, só mais uma vez.
Relembrar, recomeçar, reviver.
E ficarmos os dois, assim,
como um só, numa nuvem
que se evapora e, não volta.

Ventania de Sílabas - Setembro de 2008


Paula Raposo tem editados dois excelentes livros de poesia: "Canela e Erva Doce" e "Golpe de Asa".
Eu sigo atentamente tudo o que ela publica nos seus diversos blogues há pelo menos uns três anos. Se puderem "espreitem" os seus espaços, porque como a Paula Raposo diz, por lá vão encontrar "um turbilhão de sentimentos... uma tempestade..."


Desenho de António F. Santos

Muitas vezes a blogosfera, dá-nos a possibilidade de nos reinventarmos, de nos auto-descobrirmos, ou simplesmente de criarmos uma personalidade que não é a nossa.
Eu diria que este imenso universo que é a blogosfera vai desde o anónimo diário virtual, passando pela reinvenção de personalidades, até à mais profunda mostra de egocentrismo. Mundo complicado este... o virtual também...

Hoje com as novas tecnologias arriscamo-nos a ir muito para lá das nossas limitações conscientes. Os nossos comportamentos alteram-se e a isso ninguém está imune.

Hoje já não vemos os nossos amigos, temos a distância como amiga, o monitor como rosto, e o teclado como voz, e tudo isto pode acontecer de diversas formas, quer através de chats, de fóruns, da troca de emails, ou até mesmo através dos blogues.

Criam-se rapidamente intimidades profundas com situações como desabafos de carências afectivas, fala-se das insatisfações nos relacionamentos, e ultrapassam-se todos os limites, podendo-se até correr o risco da incoerência.
Por isso todos nós temos hoje em dia amigos virtuais.

Com a internet nós podemos alargar os horizontes, e passamos a ter o mundo inteiro à distância de um "click", e isso permite que seja mais fácil encontrar alguém que seja capaz de provocar situações que alteram o comportamento de qualquer pessoa, levando-a a enveredar pelo desenvolvimento de um relacionamento que a levará a trair os seus próprios princípios.

Depois das pessoas conseguirem criar laços de amizade através da internet, mesmo assim poderá demorar meses até surgir a possibilidade de se realizar um simples encontro para tomar um café. A partir daí, a intimidade vai-se desenvolver de uma forma descontraída em direcção a um previsível envolvimento...

Hoje em dia quando ficamos sem acesso à net temos a sensação de estar desligados do mundo!!!
É estranho como se fica a depender tanto de uma simples máquina.
Há algum tempo atrás cheguei a casa e estava sem net. Resolvi o meu problema de uma forma rápida e eficaz. Atirei o modem três vezes contra a parede, ele desfez-se, por isso perdi logo completamente a esperança de voltar a ter net nesse dia, e assim pude ir deitar-me descansadamente sem pensar mais no assunto.
Resolvi o problema...
Por vezes gosto de resolver os meus problemas de uma forma radical e sem paciência.
Não sei se isto será um defeito, ou uma virtude...

Porquê blogar?
A arte de blogar, é o segredo de dialogar.
Escreve-se aqui, lê-se acolá...
É um sentimento escrito, uma emoção arquivada, à espera apenas de ser descodificada, desmistificada, e não recriminada...
Protegida pelo monitor, e pela internet.
Por vezes é a leitura de uma realidade distante, ou de emoções apenas na terceira pessoa...
É singular... é linear...
Blogar é viver... é existir...
Sim! Existir!

Se eu blogo logo existo...
Se penso logo existo...
Se penso que penso...
Divago...
Se divago, logo existo...
Divago enquanto isso...
Divago enquanto posso...
...o quanto posso!!!

Eu penso, mas quando penso, logo desisto de pensar, mas já que existo aproveito...
Mas existo? Porquê?!
Acredito que algo existe... se a matéria existe, algo mais poderá existir.
Penso, logo só existe o que se ajusta aos meus conceitos e preconceitos...
Entenderam???
Eu também não... mas que existo existo!!!
E divago enquanto posso...

Porquê blogar?
A arte de blogar, é o segredo de dialogar.
Escreve-se aqui, lê-se acolá...
É um sentimento escrito, uma emoção arquivada, à espera apenas de ser descodificada, desmistificada, e não recriminada...
Protegida pelo monitor, e pela internet.
Por vezes é a leitura de uma realidade distante, ou de emoções apenas na terceira pessoa...
É singular... é linear...
Blogar é viver... é existir...
Sim! Existir!


Se eu blogo logo existo...
Se penso logo existo...
Se penso que penso...
divago...
Se divago, logo existo...
Divago enquanto isso...
Divago enquanto posso...
...o quanto posso!!!


Eu penso, mas quando penso, logo desisto de pensar, mas já que existo aproveito...
Mas existo? Porquê?!
Acredito que algo existe... se a matéria existe, algo mais poderá existir.
Penso, logo só existe o que se ajusta aos meus conceitos e preconceitos...
Entenderam???
Eu também não... mas que existo existo!!!
E divago enquanto posso...

É altura de acalmar o pânico das pessoas que estão preocupadas com os downloads que fazem no computador. Quem faz downloads da Internet (música, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático". Mas há uma grande diferença entre fazer downloads e desfrutar desses mesmos downloads no conforto da nossa casa, e de fazer downloads de filmes e músicas e ir vender para a feira, ou qualquer outro local.

Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de "pirata informático". Ou será que quando se gravava as telenovelas e filmes da televisão em cassetes, também se era chamado de "pirata da televisão"? É exactamente a mesma coisa. Em vez de se copiar da televisão, copia-se da Internet.

Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Mas como o nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária... Não há processo em tribunal, e sem processo em tribunal, ninguém nos pode pedir indemnizações, ou ter acesso ao nosso computador, ou "consultar" que downloads fazemos.

Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação. Todos aqueles anúncios que vemos no cinema, nunca deram em nada, nem nunca ninguém foi preso. São apenas campanhas!

Neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que apenas fazemos uns downloads. Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros!!! E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros. Passar um sinal vermelho menos que isso. Desencadear um acidente porque se bebeu demais fica-se sem carta. Acham justo? Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?

Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver páginas e ler e-mails. Quem precisa de grandes velocidade para isso? Ninguém... assim começamos a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.

Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns têm no mercado. Por favor... metam a mão na consciência... quem é a pessoa com alguma inteligência que se vai meter a fazer downloads de músicas da Ágata? ou da Rosita? ou do Agrupamento Musical Diapasão? ou pior, do Iran Costa?

Ora vejamos:

Fim da Pirataria -> Menos Utilizadores da Internet -> Choque Tecnológico por água abaixo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria -> Menos Utilizadores da Internet -> Menos lucros dos ISP's
-> PT apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Fim da Pirataria -> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais -> Justiça mais lenta -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu

Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1€, seja vendido por 15/20€, em que apenas cerca de 2€ vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?

Não se deixem vencer pelo medo, nem pelas ameaças. Levem a vossa vida atrás do computador calmamente, não se castiguem por algo que não estão a fazer, e acima de tudo, não deixem que pensem que somos uma cambada de saloios e que nos podem meter medo!

A propósito do último texto da Lis57 sobre "Amigos virtuais", lembrei-me de partilhar convosco uma reflexão sobre o "Mundo virtual". Julgo ter lido algo sobre este assunto há algum tempo no blog do Friedrich, e se a memória não me atraiçoa a sua ideia sobre o mundo virtual era basicamente esta, a qual eu subscrevo inteiramente:

Existem riscos que nos surgem, que sem sequer nos apercebermos podem tomar proporções, que nos podem transformar noutras pessoas. Falo do mundo virtual.

Ele pode contribuir para perdermos o equilíbrio emocional, e passarmos a sentirmo-nos divididos entre o real e o virtual, criando assim um mundo à margem. Este é o mundo em que nos encontramos actualmente e que nos coloca novos desafios que teremos de enfrentar para não corrermos o risco de alterar o conceito de vida conforme a conhecemos.

A internet surge como a oportunidade tão desejada para alimentarmos a ideia de que podemos criar laços com pessoas, que de outra forma nunca nos seria possível, mas que através da internet parece-nos possível fazê-lo, porque todos nos sentimos protegidos atrás do monitor. Este pode até ser considerado o primeiro erro do mundo virtual, porque é um mundo que está aberto a todo o género de pessoas com os mais variados propósitos.

No entanto, o homem está sempre muito mais exposto e sujeito a estas vulnerabilidades do que as mulheres, porque os homens têm muito maior facilidade na abordagem do desconhecido, por nunca se sentirem ameaçados nem recriminados, como acontece às mulheres. Elas são sempre muito mais discriminadas socialmente, o que as obriga a uma maior discrição para romper barreiras. Já o homem não tem qualquer tipo de obstáculo a não ser a sua própria consciência.

No mundo virtual, estas diferenças não existem, porque ambos os sexos estão em pé de igualdade e podem utilizar os mesmos meios. Comunicam entre si com as mesmas armas, e a partir daqui, estão a um simples passo de começarem os encontros. Isto acontece, porque existe a curiosidade em se saber como será a pessoa com quem nos comunicamos e nos é completamente invisível, apesar de já se ter, um conhecimento demasiado pormenorizada da vida um do outro, que nem os nossos mais chegados amigos têm.

No mundo virtual a timidez não é um obstáculo, nem uma questão que se possa colocar, porque aqui apenas estamos nós, o teclado, e o monitor, que nos levará até onde a nossa imaginação permitir. Ainda não está estabelecida nenhuma forma de conduta e ética que nos salvaguarde de sermos aliciados, por isso cabe a cada um de nós, estabelecer os limites a que queremos estar sujeitos. É aqui, que se deve criar a fronteira impondo a nossa própria conduta e ética.

A internet tornou-se na mais perigosa "amante" que qualquer utilizador pode ter, se não souber separar o que é real do virtual. No entanto, o mundo virtual nunca estará dissociado do real porque são feitos de pessoas em qualquer um dos casos.

O melhor comentador do mundo – tanto quanto se pode saber – chama-se anónimo. Tão anónimo que nem ele próprio sabe quem é. Só sabe que é o anónimo perfeito. Umas vezes procura usar com decência as palavras, outras não... Mas nada disto o preocupa minimamente, pensa sem quaisquer afectos. Escreve sem pestanejar.

A caixa de comentários abre os blogues, mas potencia a baixeza e obriga por vezes a ter que se fechar aos prevaricadores a porta de liberdade de expressão que se abriu a todos. Os blogues continuam a ser um espaço selvagem, quase sem regras, ou melhor, escapam à maior parte das regras e constrangimentos que estruturam o espaço público. Isto é basicamente positivo, sendo em consequência negativo adoptar como princípio de conduta, a ideia vulgar de que muita gente não merece, por não saber usá-la, a liberdade que lhe dão.

Dir-se-ia que o bloguista dispõe de algum poder sobre os outros, mostrando-se generoso - se abre caixa de comentários - ou revelando-se arrogante - se a fecha ou nunca a abriu. Da parte do comentador anónimo, o desejo de comentário é o desejo de se exprimir facilmente. O blogue alimenta essa ilusão de que qualquer um pode escrever, e que qualquer um tem coisas para dizer. Como nem todos alcançam a forma da escrita, como nem todos chegam à iniciativa de por si próprios, abrirem o seu blogue, como nem todos sabem escrever - a caixa de comentários permite-lhes escrever sem pudor nem gramática. Permite-lhes dizer de facto qualquer coisa. Permite-lhes exprimirem-se, sempre à custa, e sobre os outros.

Não é fácil manter um blogue. Os blogues inicialmente surgiram com a finalidade única do autor escrever os seus devaneios num género de diário. Com o passar do tempo, começaram a ser utilizados para se escrever sobre os mais diversos temas.

Se quisermos ler blogues sobre política, sabemos a quais nos dirigir, se quisermos ler blogues sobre suspeição de tudo e mais alguma coisa, sabemos onde os procurar, se quisermos ler blogues sobre corrupção no futebol sabemos onde ir procurar. Aquilo que nos move quando criamos um blogue, está directamente relacionado com aquilo que somos, com aquilo que são os nossos interesses e gostos pessoais.

A mim pessoalmente, dá-me gosto ler blogues de amigos, de pessoas minhas conhecidas, blogues sobre o amor, blogues de música, e blogues de humor. Tudo o resto pouco me interessa. Gosto de ler blogues que me cativam pela sua escrita sem erros ortográficos ou gramaticais, aqueles onde posso ver fotografias fabulosas com a qualidade que é impossível ter num jornal ou mesmo numa revista.

O mundo dos blogues para mim não se fica por aqui. Tenho tido a oportunidade ao longo dos tempos de conhecer gente interessante que por outra via muito provavelmente não seria possível. Pessoas com educação e seriedade, que tal como eu utilizam os seus blogues para ali escreverem o que lhes vai na alma e partilharem as suas ideias com pessoas que na grande maioria das situações nem se conhece, o que provoca uma sensação de partilha inexplicável.

Há no entanto quem não entenda isto. Uns pensam de uma maneira, outros de outra e temos que respeitar. E quando há encontros? Maravilhoso. Servem essencialmente para primeiro que tudo, conhecer pessoalmente aquela pessoa que até comenta os nossos textos, fotos ou poesias e se torna um companheiro diário de outro ponto do país que por outra via era impossível conhecer.

Aqui trocam-se as nossas ideias pessoais e respeitam-se as ideias dos outros mesmo sendo diferentes. Os blogues permitem-nos trocar opiniões, debater profundamente sobre aquilo que achamos serem os nossos problemas, os problemas do país, ou da nossa região. Permitem-nos partilhar e levar mais longe fotografias das nossas terras e desta forma promovê-las, bem como permite-nos descobrir pessoas com elevados conhecimentos em diversas áreas e assim colher os frutos de outras sabedorias. Há no maravilhoso mundo dos blogues mais do que podemos imaginar...

Já não sei mais o que dizer... Depois de ultimamente o "About Last Night" ter merecido tantos destaques em tantos blogs, foi agora a vez de ganhar o concurso "Blog sensual"!!!

O Blog About Last Night - Å®t_Øf_£övë foi o grande vencedor deste nosso primeiro concurso. Desde já agradecemos a participação de todos. Todos os outros blogs eram igualmente bons... mas apenas um poderia vencer... os nossos parabéns ao vencedor!!!


Só hoje decidi abordar a pausa que fiz no "About Last Night", porque tenho andado numa fase de reflexão. A decisão de terminar com o "About Last Night" continua de pé, mas o carinho, apoio e força que recebi de muito mais gente do que alguma vez imaginei, poderá um dia fazer-me voltar a escrever. Daí, eu estar a encarar esta fase como um interregno, porque na vida só temos uma certeza - a de que tudo que nasce, mais cedo ou mais tarde acaba por morrer.

A vida é feita de momentos, e todos nós passamos, por vezes, por momentos bons, menos bons ou até maus. Faz parte do ciclo de vida de cada um de nós. Em suma, façamos o que fizermos, ou digamos o que dissermos, a nossa vida estará sempre marcada pelo tempo e pelo espaço. Assim, também o "About Last Night" teve o seu momento, o seu tempo e o seu espaço. Resta-me agradecer, do fundo do coração, a todos.

Bem hajam.

Mais um destaque! Até fico sem palavras! Gosto muito de os receber, mas quem não gosta? Ainda acabo por me convencer que tenho um grupo de fãs e que escrevo bem! Agradeço imenso este destaque, como a todos os outros, mas acho que nem mereço, porque tenho andado a escrever pouco...

Desta vez quem me dá o destaque é a Shiazinha no seu blog "Pensamentos versus Ilusões". Nele é reproduzido o texto com o título de "Um Amor Perfeito" que foi publicado no "About Last Night". Como nota introdutória ela deixa as seguintes palavras:

A ti, Å®t Øf £övë - Arte do Amor - Que mais te posso dizer!... As tuas palavras fazem falar quem é mudo, fazem ver quem é cego, fazem ouvir quem é surdo... fazem voltar a sentir, quem nunca soube o que era ter sentimentos, pois permitem-nos ultrapassar as barreiras da VIDA e alcançar uma das poucas certezas, que pautam a nossa existência: "A certeza de um grande Amor... O meu, o teu, o nosso, o vosso, Amor Perfeito..."

Shiazinha, muito obrigado.

Olá amigos,
Venho dar-vos a conhecer o blog da Raquel, A Páginas Tantas..., que colocou lá em destaque o meu último texto no "About Last Night" intitulado "Eu não posso...". Sobre este destaque a Raquel refere que não é muito de colocar textos de outras pessoas no seu blog, mas neste caso abriu uma excepção porque diz que o meu texto transmite muito do que ela acredita sobre a forma de se estar na vida.


À Raquel eu só lhe posso dizer que claro que não me importo, e que até me sinto muito orgulhoso por o fazer. Afinal aquilo que escrevemos é para partilharmos, e isso é que é importante. Mais uma vez fiquei sensibilizado por este reconhecimento, que me continua a ajudar a acreditar que vale a pena continuar.
Beijinhos e abraços para todos.

Olá amigos,
Queria chamar-vos a atenção para um texto que está publicado no blog
Domínio dos Anjos escrito pelo Humbertothewizard, intitulado Amar - No About Last Night..., e que me sensibilizou bastante, como há muito tempo não me acontecia. Deixou-me simplesmente sem palavras, e por isso não queria deixar de partilhar convosco. Vou então republicá-lo aqui na íntegra:


Amar - No About Last Night...

Amor é uma palavra mágica que une sentimentos e desperta a mais irredutível das sensibilidades. O amor não é complicado, é simples, transparente, não tem cor. É livre, verdadeiro e genuíno, não obedece a partidos, mas escuta somente a sua própria voz. Todos nós andamos sempre em busca dele, compreendendo que ele é realmente a semente que frutifica a felicidade, e existirá maior felicidade que estar apaixonado por alguém que, para quem o ama, é o centro do universo?

O amor e a paixão são a maior força universal que pode existir. Aproxima e une dois seres, em perfeita sintonia de pensamento, carácter e emoções, estabelecendo um ínfimo e íntimo, contudo inexplicável por palavras, laço de amizade e devoção. O amor é isso mesmo. A elevação dentro do espírito humano da bondade, tolerância e entendimento entre duas almas, que por força de amor mútuo resolveram enfrentar a fúria da vida em conjugação de esforços, nas horas doces e amargas, nas alegrias e tristezas, duas metades de uma esfera que o amor unificou.

É este o tema central de um curioso e apaixonante artigo intitulado Amar que o Art of Love (Arte do Amor), publicou no seu extremoso blog intitulado About Last Night... (Lembras-te da Última Noite?...). Um espaço marcado todo ele pela felicidade que o amor pode trazer à vida de qualquer um de nós. Feito de sentimento e extrema sensibilidade, este é um lugar para todos aqueles que vêm na paixão por alguém, a quem amam decididamente, um sitio de visita obrigatória.

Art of Love é um rapaz de divina inspiração nestes assuntos que dizem respeito ao coração, vão até lá observar como o amor se pode transformar numa belíssima obra de arte, perfeita e intemporal.

About Last Night... ensina que, na arte do amor a sinceridade e a frontalidade de quem ama é importante numa relação a dois, para que não se fique com o ressentimento de que ficou algo por dizer, por explicar e por Amar.

Humbertothewizard


Cheguei aqui, a esta "coisa" dos blogs, sozinho, sem saber bem o que isto era, e fui vendo crescer um cordão de gente bonita à minha volta, e dia a dia fui percebendo a partilha. Fomos trocando sorrisos, abraços, algumas mágoas e cansaços... mas fomos, por isso, criando laços. E são por vezes este tipo de reconhecimentos que nos fazem ter forças para continuar. Acreditem que este veio na altura certa... numa altura em que eu pondero seriamente fazer uma pausa no About Last Night. Mas perante este tipo de reconhecimentos... fico sem saber o que fazer...
Beijinhos e abraços para todos.