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Diz a criadora deste prémio, que ele é um presente para blogues bonitos e criativos, por isso só me posso sentir muito honrado e orgulhoso pela Blogadinha, e a Tibéu considerarem este espaço como "um blog de sonho" ao atribuir-me o prémio.

Para mim o sonho é tudo aquilo que me encanta, cativa, ou arrebata, pela sua extraordinária beleza. Por isso este espaço, mais do que "um blog de sonho" , é um lugar onde escrevo o que sinto, como exercício para diminuir a minha febre do sentir.

Ao fazê-lo estou a construir paisagens daquilo que sinto. Tento expressar-me através do que escrevo com entrega de corpo e alma, e por isso nunca desistirei de tentar colocar toda a minha alma na "ponta da caneta" onde a "tinta" ganha forma, e se transforma em letras.

Sim porque as letras por si só não têm alma... mas podem expressar sonhos... sonhos esses que podem ser belos e criativos. Será que os meus sonhos são tudo isso? E será que são apenas sonhos? Deixo à vossa consideração...

Quem parte leva sempre saudades de alguém que fica a chorar de dor. É esta a beleza que existe entre a ilusão do ficar e do partir. Muitas vezes é necessário partir para conseguir ficar, e outras vezes é preciso ficar para conseguir partir de vez.

Ficar ou Partir?

Ficar tem o valor da estabilidade, da segurança, e do conhecido. E todos nós tendemos a amar o que conhecemos. É muito difícil partir, trocar o que conhecemos pelo desconhecido. Quando ficamos é porque temos a ilusão, e acreditamos que vamos conseguir alterar o que nos levou a pensar que deveríamos partir.

Quando partimos temos a beleza da aventura, porque quando se parte deixa-se tudo para trás. Por isso é preciso muita força para partir. Quando decidimos partir, tal como quando ficámos, é porque estamos com a ilusão de que encontraremos sempre algo melhor, mais perfeito. No fundo partimos em busca de um ideal. Só que esse ideal nem sempre existe, ou se existe pode não estar ao nosso alcance.

Entre o ficar e o partir, muitas vezes esquecemo-nos do principal, que é o motivo pelo qual nos decidimos a partir. Partimos em busca de algo diferente, só que nos esquecemos que o que nos leva a partir está dentro de nós, por isso talvez o fundamental seja nós termos a capacidade de mudar.

Nunca devemos partir, deixando ficar uma parte de nós para trás, tal como não devemos ficar, deixando partir uma parte de nós. Mas pior do que partir ou ficar, é não deixarmos os outros partir, sendo que isso acarreta infelicidade para quem não partiu, e para quem não deixou partir, pensando que assim seria melhor. Para quê ficar, ou impedir a partida se por causa disso vamos fazer infelizes quem nos rodeia?

A vida é mesmo uma teia em que é possível partir ficando, e ficar partindo, e em que muitas vezes só se consegue partir quando nos obrigamos a ficar, e outras vezes ficamos porque nos obrigamos a partir... Existe beleza no partir e no ficar, desde que estejamos por inteiro seja lá qual for a nossa decisão.


Eu quero voar por cima das montanhas e do deserto...
Eu quero voar por cima das estrelas...
Liberdade...
Liberdade...
Eu quero sentir o meu corpo leve como a pena da pomba...
Eu quero que o meu espírito esteja livre como o ar do vento...
Liberdade...
Liberdade...


Tema: "Liberdade" - Yves Coignet and Abdelkader Khabouri

O "acaso" para mim, é nem mais nem menos, do que o nosso livre arbítrio, e este seja ele qual for, comanda de facto as nossas vidas. Assim sendo, eu pergunto-me qual será realmente a relação do livre arbítrio com o "acaso". Como diria alguém, de quem não me recordo: "somos escravos do nosso subconsciente".

E muitas vezes à nossa ignorância, e à falta de resposta para determinadas coisas que não sabemos explicar, chamamos-lhe "acaso". E chamamos-lhe assim, porque admitir a nossa ignorância causa-nos angustia. Quem pensar que tudo se deve ao "acaso" está, acima de tudo, a enganar-se a si mesmo, mas à medida que vamos evoluindo o nosso conhecimento da vida, vamos adquirindo o "dom" de prever o futuro, e de diminuir os "acasos".

Existem muitos tipos de pessoas, e talvez as mais raras sejam aquelas que conseguem encontrar um grande amor para a vida, porque se não existir química, como se pode fazer a física? A matemática dos apelos...

O mundo pode parecer-nos matemático, mas se nós tivermos a capacidade de o ver de outra forma talvez nos seja possível viver num mundo em que a ilusão, a imaginação, o desejo, e a esperança, tenham mais força e valor do que a matemática, a química, e a filosofia.

O importante é materializar os nossos sonhos, e ter a coragem de expor a nossa maneira de encarar a realidade - amando-nos a nós mesmos - e sendo capazes de caminhar em frente sem termos medo de cair de vez em quando.

A cada blogue que leio dedico todo o meu carinho, e dou também um pouco de mim a cada um. Encontro sempre algo nas palavras dos outros que fazem reacender a minha chama, que tantas vezes se encontra numa quase ausência de luz. Isso acaba por me fazer reflectir, reencontrar-me e rever-me, como se a minha alma se olhasse a um espelho e se expandisse...

Hoje partilho com vocês pedaços de palavras, de ideias, de sentimentos, de emoções, de vida, e de imagens... que a Maria, Simplesmente cria através das suas palavras e imagens, emprestando-lhes cor, ritmo e movimento... e que sem ter que se explicar, indirectamente nos consegue acender em muitas das nossas noites e momentos, a chama e o brilho duma estrela...



Um contratempo, podem crer!...
A meio dum trabalho o meu computador disse-me que não sairia dali tão cedo. Como um louco e apesar de ver o meu desespero para terminar um trabalho urgente, resolveu pura e simplesmente "amuar".

Teimosamente, por mais que eu lhe suplicasse que se mexesse porque desejava ter o trabalho concluído na parte da manhã do dia seguinte, nem resposta me dava, ainda para mais, sem atenção à minha fraca capacidade económica e sem olhar à crise instalada nas minhas algibeiras, que se sabem esvaziar mas esquecem-se de encontrar uma forma de se encher, acabou por fazer o que pensou e foi meter-se numa clínica de manutenção de beleza, onde foi desventrado e durante oito dias não tentou saber de mim. A ingratidão afinal não faz parte somente do ser humano.

Isto leva-me a pensar que dentro dele também existe algo mais que desconheço, sentimentos frios e vingativos, levando-o a fazer-me pagar todo o trabalho a que o tenho sujeitado. Vingança fria, bem estudada, levando-me até ao desespero.

Depois do técnico sair, fui ver o que me deixou e ao abrir o saco onde vinha guardado tudo o que lhe tiraram do seu interior, num relâmpago a imaginação levou-me até uma cidade virtual, e não digo a um mundo virtual, porque infelizmente ou felizmente, nem todo o mundo tem acesso a tudo o que ali se encontra.

Cidade global é sim. Ali tens tudo, nada te falta, sentado confortavelmente encontras o que necessitares, arte, música, informação, telefones, contactos, ciência, cinema, rádio, tudo o que possas imaginar e desejar, vindo de perto ou de muito longe, de lugares que nem conheces, muitos que nem sabias que existiam, por onde podes viajar à vontade, e que te dão um conhecimento que de outra maneira não poderias ter e por vezes utilizas mal, outras vezes ficas preso e a sonhar, até amigos novos podes conhecer, uns que poderás conhecer pessoalmente outros... serão sempre virtuais.

Mas atenção uns serão a realidade, outros... sonhos e outros ainda poderão estar à tua espera para te tramar. É uma cidade virtual que se oferece à tua imaginação, que a pouco e pouco irás construindo e explorando como um paraíso onde gostarias de viver, onde todos, hoje e cada vez mais, se vão refugiando, até porque à medida que os sonhos se transformam em pesadelos, é procurado por uma humanidade que se sente cada vez mais solitária.


Perguntas: "What is this???!!!"
É o meu... ou o teu computador...

Cada um de nós tem as suas próprias máscaras. Quem não as tem? A diferença está em que uns usam-nas mais do que outros, mas todos interpretamos diversos papéis, e é aí que usamos a máscara que mais se ajusta a cada situação.

As pessoas escondem-se atrás das máscaras, para parecerem sempre bem, porque é difícil mostrar as nossas próprias fragilidades para os outros... mostrar que erramos... que nem sempre pensamos antes de agir... que também somos humanos... e vacilamos.

Acho que utilizamos as máscaras por termos medo de não sermos aceites como realmente somos, e por termos receio de sermos marginalizados, e não percebemos que chega sempre um dia em que as máscaras caem.

Por isso o melhor é tirarmos as máscaras, e encararmos a realidade, aprendendo a viver com as nossas imperfeições, sem estarmos à espera que elas sejam reveladas de repente. Temos que ter a consciência que a grande maioria das vezes o melhor é sermos verdadeiros, e deixar as máscaras de lado.

A infidelidade pode ser como uma armadilha que inicialmente nos abraça, e que depois acaba por nos estrangular.

Não há nada melhor do que a própria infidelidade para acabar com uma relação, mesmo que esta acabe por se ir mantendo ao longo dos anos, isto porque acaba por ficar sempre no ar a pairar uma nuvem de desconforto, mesmo que seja bem camuflada por mentiras bem articuladas com fundos de verdade.

A infidelidade, mesmo que mais ninguém repare, é como uma nódoa, que só se torna visível para as pessoas que estão dentro da própria relação. Está sempre ali, ao alcance dos nossos olhos, e dificilmente lhe conseguimos desviar o olhar...