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A vida é como um puzzle, em que as peças acabam por se encaixar de forma espontânea, por isso tenho a certeza que acabarei por terminar o meu próprio puzzle. Até porque sou eu, e aqueles que me rodeiam, que somos as peças desse mesmo puzzle. As pessoas que marcam a minha vida são sempre aquelas que se preocupam comigo... que cuidam de mim... aquelas que de algum modo estão sempre comigo.

Ao longo da nossa vida, vamo-nos "encaixando" de modos diferentes. Umas vezes sentimo-nos completos... outras quase... e outras nem por isso...

O importante de tudo isto é ter a consciência de que a vida é muito curta, e eu não sei em que lugar, ou em que lista se encontra o meu nome. E vocês, sabem em que lista estão? Não sabem, pois não?...

Os sentimentos são todos assim... sentem-se, e entregam-se a alguém. Só que quando o fazemos já vão em segunda mão, e só cada um de nós sabe o que ele significa na realidade, porque o original fica para sempre connosco.

Apenas entregamos uma pequena parte daquilo que pensamos... daquilo que sentimos, porque temos vergonha de entregar tudo. Por isso escondemo-nos atrás de escudos de pessoas insensíveis, ou demasiado ocupadas para se preocuparem com essas lamechices de sentimentos. Deixamo-nos estar sempre bem escondidos, bem disfarçados de pessoas que sabem controlar as suas emoções.

E depois???...

Acabamos feridos num silêncio abafado, porque nos recusámos a sentir, a amar de verdade, porque não queremos dar tudo, com medo de não receber nada em troca... Sim, porque o nosso medo não é dar, o nosso medo é não receber, é sentirmo-nos sós, sentirmos que demos tudo, e que ficámos vazios.

Temos que ter a capacidade de perceber que quem amamos pode estar mesmo ao nosso lado, e nessas situações não nos podemos recusar a deixarmo-nos levar por esse sentimento arrebatador que é o amor, com medo de ficarmos com ele nas mãos, ou sem ele, e sem nada em troca.

As palavras muitas vezes comprometem-nos e assustam-nos, porque nos obrigam a assumir, a dizer ao mundo que partilhámos, que sentimos, que somos frágeis, que amamos, e isso torna-nos vulneráveis. Depois choramos as ausências, sentimo-nos abandonados e traídos, e abandonamos a nossa própria vida porque ela parece deixar de valer a pena. Então fica o silêncio... apenas o silêncio...

No amor não existe só uma pessoa, existem duas e por isso mesmo têm de lutar as duas para uma relação dar certo.

É bem verdade, por vezes não somos nós que não merecemos certa pessoa, mas sim ela que não nos merece a nós, e quando nos passamos a conhecer é que vemos que afinal de contas nós somos mais importantes e temos sentimentos que têm de ser respeitados.

Quantas vezes não projectamos no outro espelhos e ilusões das nossas carências e desejos? Quantas vezes não desejamos que o outro nos ame como nós amamos e nos entregamos?

O amor para ser bom tem que ser a dois, partilhado, cruzado... recíproco. Não podemos obrigar ninguém a amar-nos. Ou se ama ou não se ama...

As ilusões acontecem quando estamos carentes e desiludidos com determinados acontecimentos. Queremos amar e esperamos que o outro nos dê mais e mais... Não acontece e o melhor é amarmos o que somos e ficar sozinhos.

O maior segredo para se ser feliz é saber viver plenamente cada momento, e saber absorver intensamente essas vivências, captando os ensinamentos nas situações de maior dificuldade, para saber como agir melhor em situações futuras.

Como as ondas do mar, tudo na vida vai e vem, por isso tudo passa, e tudo sempre passará. Passam os bons, e os maus momentos, porque nada é estático... nada é definitivo... nada é imutável...

Cada um de nós age e toma decisões baseadas no acumular de experiências que fomos somando ao longo da vida. É a soma das nossas vivências, das nossas conquistas, e dos nossos fracassos, que nos ajudam ao olhar para o nosso passado, a reavaliá-lo. Mas para isso temos que nos afastar um pouco de nós mesmos, para conseguirmos olhar para as situações de fora...



Estaria muito longe da realidade?
Começo por confessar que não tenho a mínima intenção de fazer o dito...
Nunca os achei apelativos. Gosto de olhar para a blogosfera como um local onde publico textos, e onde gosto de ler textos dos outros... apenas isso. E através deste processo acabo por criar laços com determinados blogues. Nos blogues não se vêem caras nem corações, mas consegue-se o mais importante que é criar afectos através das palavras e dos pensamentos, e deixar tudo o resto para o nosso imaginário.

Mas confessem lá se não seria um jantar memorável?

Onde - Um restaurante muito em conta
Quando - Uma noite da semana passada (quarta? quinta? o que é que isso interessa?)
Quem - Todos nós aqui do "Pedaços" (aquilo a que os senhores da restauração chamam um grupo: mais de dez, e menos de vinte)
Porquê - Ninguém faz a mínima ideia
Como - É aqui que as coisas se tornam interessantes, como se perceberá ao acompanhar o relato imaginário, quase minuto a minuto, à maneira dos sites de futebol. Então seria assim:

20:37 - Olhando para a porta do tal restaurante muito em conta, ainda só estão três macacos à porta. O resto da malta ao que parece encara de forma um bocadinho elástica a expressão 20.30h.

20:52 - Lá vão chegando todos a conta-gotas, ou será aos "Pedaços"... alegres, atrasadíssimos... tão portugueses...

21:00 - Entram no tal restaurante muito em conta com a meia hora da praxe de atraso.

21:08 - Sentam-se, e vão abrindo os pacotes miniatura de manteiga, comendo umas entradas, e ninguém se atreve a fazer a pergunta: "Será que ele vem mesmo?"

21:10 - Sem se conseguir conter, alguém faz a pergunta que está no espírito de todos os presentes: "e então, acham que ele vem mesmo?". As pessoas disfarçam, e fingem olhar para a televisão, mas como sempre há alguém que não resiste e desdobrando o guardanapo e colocando-o no seu colo, ousa responder: "É melhor esquecerem... desde já vos digo que ele não vem. Olhem lá, por que é que não vêem o que ele estará a publicar no blogue dele a esta hora?". Faz-se um enorme silêncio, e só se ouve um leve murmúrio das pontas dos dedos, matraqueando suavemente os ecrãs dos telemóveis, iPhones, iPhods, e afins...

21:32 - Começam a chegar os primeiros pedidos: costeletas de encher o prato, bacalhau com natas...

21:35 - E eis que ele aparece. E como que por magia o tal restaurante muito em conta parece que sofre uma descarga eléctrica, enchendo-se de luz, com todos os nossos olhares apavorados centrados naquela "coisa"... Sim, "coisa" é a melhor palavra, para classificar aquilo que tinhamos diante dos nossos olhos.

Vou então resumir a "coisa" da forma mais minimalista que me seja possível. Uma verdadeira mistura de Jean-Paul Gaultier e Dolce & Gabbana: sapatos com tacões agulha de dez andares com uma cobertura de cristais, um casaco metalizado com fechos dourados, umas calças cor fúschia, um gorro, e como cereja no topo do bolo... um crachá preto com letras vermelhas, que diz: "Eu sou o Å®t Øf £övë".

21:38 - A tal "coisa" vira-se para nós e diz: "Boa noite a todos. Vou só ali à casinha. Já volto."

22:10 - Sai do WC transfigurado. Algumas pessoas já vão na sobremesa, e há mesmo quem já peça os cafés. Impávido, senta-se, e consulta o menu...

22:50 - A imprevisibilidade do acontecimento não termina aqui, mas o que se estaria para passar nos próximos 40 minutos, torna-se inenarrável... e como S.Tomé... só mesmo estando lá para ver...

23:08 - O massacre continua. Ele não pára, não abranda, não larga...

23:21 - Bocas caladas. Apenas o barulho do multibanco a imprimir papéis para os que pagam com cartão. O silêncio é semelhante ao que se segue às grandes tragédias, tipo sismos, maremotos, apocalipses...

23:34 - Rituais de despedida...

23:37 - As luzes começam a apagar-se dentro do restaurante muito em conta. Por muito subtil que seja, o que os empregados estão a fazer, repetindo vezes sem conta "Boa noite, boa noite, até à próxima", é enxotar-nos. E enxotados saímos para a rua, à espera do flash que eternize este memorável jantar.

23:49 - E agora, tchanan, tchanan, tchanan, eis a fotografia de grupo, tirada por um dos empregados de mesa (o mais paciente dos seres humanos, garanto-vos), imagem que desvenda por fim o que faltava desvendar:




E vocês? Imaginavam-me... Imaginavam-se... assim?

Ter coragem é sentir... ter coragem é amar... ter coragem é dizer... fazer... ousar. Mas não ousar por ousar, nem dizer por dizer. Ter coragem, é ter a capacidade de nos aventurarmos, de enfrentarmos todos os perigos, medos, ou dificuldades.

Ter coragem, é pôr o coração naquilo que se faz. Talvez por tudo isto haja tanta gente com falta de coragem, porque é preciso coragem para se ter coragem.

Embora eu não seja uma celebridade fui desafiado pela Tibéu a responder a 33(!) perguntas, tipo inquérito, ou entrevista, revelando um pouco sobre mim. Confesso que responder a perguntas sobre mim é coisa que não me alicia, no entanto vou procurar fazê-lo tentando não me expor demasiado.

1. Nome? Å®t Øf £övë
2. Porque te deram esse nome? Talvez por falar em demasia sobre o amor, por muito que o amor seja mais de se sentir do que de se falar
3. Fazes pedidos às estrelas? A minha felicidade é representada por pequenas coisas, como o sol, as estrelas, o azul do mar, ou belas noites de luar
4. Quando foi a última vez que choraste? Muitas vezes já chorei para que não fosse ela a chorar
5. Gostas da tua letra? Gosto da minha letra quando ela escreve palavras que fazem falar quem é mudo, que fazem ver quem é cego, que fazem ouvir quem é surdo... que fazem voltar a sentir, quem nunca soube o que era ter sentimentos
6. Gostas de pão com o quê? Mais do que pão seja com o que for, gosto das situações totalmente definidas, do tipo "pão, pão, queijo, queijo"

7. Quantos filhos tens? Tenho duas filhas que crescem depressa demais, e que precisam tanto do Pai como o Pai delas
8. Se tu fosses outra pessoa, serias teu amigo? Como a amizade nunca é demais, considerar-me-ia desde logo como meu amigo
9. Saltarias de bungee-jump? Saltar até saltava, porque o perigo exerce um fascínio quase irresistível sobre mim, mas quando me fossem desamarrar podiam enterrar-me logo de seguida, porque de certeza que estaria morto
10. Desamarras os sapatos antes de tirá-los? Primeiro desamarro os pés... depois desamarro os sapatos...
11. Acreditas que és uma pessoa forte? Eu sou uma pessoa forte, mas apesar disso preciso de ter sempre o meu porto de abrigo juntinho a mim
12. Gelado favorito? Strawberry Cheesecake da Häagen Dazs

13. Vermelho ou Preto? Vermelho... sim, porque os beijos vestem-se de vermelho... e o cheiro do amor é vermelho... não se vive sem o vermelho... nem se morre sem o vermelho...
14. O que menos gostas em ti? O que menos gosto em mim, é de gostar de tudo em mim
15. O que mais gostas em ti? O que mais gosto em mim, é de apesar de gostar de tudo em mim, saber que sou uma pessoa cheia de defeitos
16. De quem sentes saudades? Sinto saudades do que ainda não vivi. Sinto saudades do que ainda não fiz. Das coisas simples que nunca vivi. Sinto saudades do que ainda viverei...
17. Descreva que roupa e calçado estás a usar agora? Como qualquer bom portuga que se preze, estou de fato de treino verde e roxo!!! kidding... estou com calças de fato de treino, com uma sweet três vezes maior do que eu, e com meias, sentado à chinês, porque assim gosto de estar
18. Qual foi a última coisa que comeste hoje? Comer de comida?... Bem na dúvida talvez seja melhor eu não responder a esta

19. O que estás a ouvir agora? A música deste blogue... "El Corazón" de Arno Elias
20. A última pessoa com quem falaste ao telefone? O telefone tocou... outra vez o telefone... só poderia ser ela... e que bom que é ouvir a voz dela...
21. Bebida favorita? Tenho que admitir que gosto bastante de beber umas cervejas... ou umas caipirinhas
22. Comida? Volto a perguntar: Comida de comida... ou??? O melhor é também não responder a esta
23. Último filme que viste no cinema e com quem? Match Point com a Dä®k Añgë£
24. Dia favorito do ano? Todos os dias do ano, porque gosto de viver, gosto de "namorar" a vida

25. Inverno ou Verão? Verão, porque me remete sempre para as coisas e as sensações boas da vida
26. Beijos ou abraços? Gosto de me perder em beijos e abraços
27. Sobremesa favorita? Mousse de leite condensado
28. Que livro estás a ler? Os meus blocos de notas
29. O que tens na parede do teu quarto? A imagem do meu paraíso

30. Filmes favoritos? Inevitavelmente o "About Last Night", "Before Sunrise", e "Before Sunset"
31. Onde foi o lugar mais longe que tu foste? Brasil
32. Uma música? É impossível resumir a minha escolha a uma só música, porque a música fascina-me. A música é um fenómeno natural intuitivo e universal. Tem ritmo, harmonia e melodia. Ouvir música é para mim um prazer...
33. Uma frase? Se eu blogo logo existo, por isso se penso logo existo, e se penso que penso, é porque divago, por isso divago enquanto isso, divago enquanto posso, o quanto posso...

Espero depois destas respostas não ter perdido a minha credibilidade, que é a única coisa realmente importante que se pode e deve manter neste mundo da blogosfera.